por Maurício Gibrin
Não é à toa que o War é um dos jogos de tabuleiro mais conhecidos no Brasil. Afinal, foi o primeiro lançamento da Grow, uma das mais importantes empresas de jogos do país, e já está no mercado há quase 40 anos! Seu sucesso é tão grande que a Grow já colocou no mercado nada menos que cinco jogos com a marca War.
Mesmo com toda essa fama, a Hasbro, multinacional de brinquedos, não se intimidou e trouxe para o Brasil o Risk, que é nada menos que o jogo que inspirou o War. Com tantos produtos similares nas prateleiras, é comum o consumidor ficar confuso. Quais são as diferenças entre eles? Qual é o melhor?

A trajetória de ambos começa em 1957, quando foi lançado o jogo A Conquista do Mundo, criação do francês Albert Lamorisse (que também é conhecido por sua premiada carreira na indústria cinematográfica). Dois anos mais tarde, a Parker Brothers (hoje uma empresa do grupo Hasbro) negociou os direitos de comercialização do jogo francês, e decidiu rebatizá-lo de Risk.
Nos anos 70, os fundadores da Grow se inspiraram no Risk para criar o War. Mas as versões clássicas desses jogos não são idênticas. As diferenças mais relevantes entre elas são três:
1) Na hora de ganhar reforços, os jogadores de War contam seus territórios e dividem o número por dois. No Risk, o número de territórios de cada um é dividido por três.
2) O tabuleiro é ligeiramente diferente. Um exemplo: no Risk, a Mongólia se conecta ao Japão e separa a China do extremo leste da Rússia, enquanto no War isso não acontece.
3) No War, atacante e defensor podem rolar até três dados durante as batalhas. No Risk, apenas o atacante consegue rolar três dados (se tiver exércitos para tal); o defensor é limitado a dois.
Mas qual deles é melhor? Ou, sendo mais específico, qual jogo você deveria comprar? Isso depende muito das preferências de cada um. Vamos dar uma olhada de perto nas opções existentes:

War (edição Clássica e Edição Especial). Indicado para os mais tradicionalistas. Como os jogadores ganham mais exércitos que no Risk, as partidas tendem a ser mais longas. E como a defesa pode jogar três dados, as estatísticas geralmente ficam contra o atacante. Em compensação, o tabuleiro é uma evolução do tabuleiro do Risk, que é mais desequilibrado.

War II. É um pouco mais complexo que o War – inclui ataques aéreos, centros estratégicos, aerotransporte e espionagem. Indicado para aqueles que já conhecem o War e não se incomodam com o aumento na quantidade de regras.

War: Império Romano. Traz exatamente a mesma regra do War clássico, mas num mapa completamente diferente: o da Roma antiga. Traz exércitos inspirados nos da antiguidade, mas só comporta 4 jogadores (no lugar dos antigos 6). Recomendado para quem gosta do jogo clássico mas está cansado do velho mapa-múndi.

War Cards. Uma versão de bolso do War, converte para cartas os territórios e os dados do jogo (atacante e defensor escolhem duas cartas – aquele que mostrar o melhor resultado ganha a batalha). Indicado para quem gosta do jogo tradicional e quer uma versão mais rápida (cada partida costuma durar entre 1h e 1h30). Para 3 ou 4 jogadores.

Risk. A versão que a Hasbro trouxe para o Brasil é a Edição Revisada do jogo, que tem muitas diferenças para a original. A principal delas é a inclusão de objetivos abertos, que podem ser cumpridos por qualquer jogador. É necessário completar três deles para se vencer o jogo – ainda assim, isso dá mais flexibilidade à estratégia de cada jogador. Recomendado para quem prefere um jogo com mais opções e onde atacar é, geralmente, uma boa ideia.
Maurício Gibrin é jornalista e autor de jogos de tabuleiro
Blog de Origem: Ludomania
Link: http://www.ludomania.com.br/wp/?p=1547
Autor: sergiohalaban