Acometido por uma secura lúdica, Edu convocou uma edição extraordinária da Liga da Justiça Lúdica Niteroiense na última terça-feira. E como bons justiceiros, eu, Carlos e Fabrício respondemos ao chamado indo ao Jambeiro. Nossa frequência garantiu até uma mesa cativa reservada O.o” [deveria considerar isso como uma mau sinal, mas vou ignorar XD]
Enquanto Edu e Fabrício tinham um surto febril da “Miniaturis Agudis Precisus“, eu era salva pelo Carlos com o jogo eleito o melhor de 2012 pela Spiel des Jahres: Village!
VILLAGE
2 a 4 jogadores /+12 / 75 min
“A vida na aldeia é difícil - mas aqui também se permite que os habitantes cresçam e prosperem como bem entenderem. Um morador pode querer se tornar um frade. Outro pode se sentir ambicioso e lutar por uma carreira em cargos públicos. Mas todos lutam por crescer até que chegue a morte.”
A premissa pode parecer fúnebre, mas ele está longe disso. Village é um jogo sobre a vida, do nascimento à morte. Talvez a sua versão francesa resuma melhor: “Descendance” (Descendência). Somos uma família de trabalhadores rurais na idade média, tentando garantir uma condição de vida melhor para nossos filhos. Ao contrário do que a história nos conta, no jogo a ascensão social é possível, e nossos filhos, além de trabalhar em nossa fazenda, tem as seguintes opções de escolha: entrar para o seminário, tornar-se político, aprender ofícios de artesão, viajar, comercializar e claro, casar.
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| Tabuleiro da vila com todas as ações descritas em cada locação. |
Village é um jogo composto de vários mini-jogos, que são nossas opções de carreira. Cada uma delas dá pequenos benefícios que podem ser imediatos ou acumularem para se usar em outro local, resumindo o jogo a workplacement e set colection. Embora possa parecer simples, conseguir engendrar tantas opções e ficar antenado à jogada do adversário é que se torna complicado.
O medidor de tempo do jogo é a vida, ou melhor dizendo, a falta dela. O cemitério é pequeno, e conforme ele vai enchendo, o fim do jogo se aproxima. Existe um cemitério para os notáveis que ficaram escritos no livro da cidade, e um simples de valas comuns. Quando qualquer um dos dois lota, o jogo termina.
Jogamos em quatro, sendo 3 novatos, e o jogo transcorreu em 1h 30min, o que achei um tempo muito bom.
Cada um recorreu a um tipo de estratégia. Algumas se cruzaram no caminho, outras não. Eu confesso que me perdi do meio do jogo pra frente. Fabrício e eu começamos a investir no comércio, que demanda uma quantidade de produtos do artesanato. Mas meu olho cresceu para a política e o seminário, e fiquei para trás. Fabricio tratou exclusivamente deste item, conseguindo uma coleção invejável de pontos de vitória.
Eduardo resolveu viajar e conseguiu conhecer bem o mundo. Além dos benefícios imediatos que cada cidade dá, existe uma pontuação final para cada cidade visitada e ele conseguiu a pontuação máxima. Carlos também foi muito bem nessa área. Eu fiz apenas figuração.
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| Tabuleiro Fazenda do jogador (produz farinha e conta o tempo de vida) |
A política contaram com a presença do Carlos e minha. Chegar ao terceiro nível é fundamental para fugir do preço do artesanato, mas aproveitei pouco, confesso que estava sem foco, e isso é um problema. Com tantas opções de ação, é preciso ter foco, e vocês vão ver isso pela pontuação final.
Carlos ficou em primeiro, merecidamente. Ele conseguiu fazer o que eu talvez tenha vislumbrado tentar, conseguiu otimizar o máximo de pontos de cada área da vila e Fabrício ficou com o segundo lugar que comemorou como o primeiro (parabéns ^-^) usando basicamente o comércio. Edu ficou mais na fase da viagem e quase chegou perto. Eu… nem comento o desastre XD Excelente jogo mesmo.
Colocação:
Carlos 59 pontos
Fabricio 58 pontos
Eduardo 51 pontos
Renata 47 pontos
Blog de Origem: Desbussolados – fanáticos por boardgames
Link: http://desbussolados.blogspot.com/2012/08/3-arariboard-com-village.html
Autor: Renata Palheiros