Viagem pelo Mundo

[publicada na Ludo Brasil Magazine nº13]
Dando continuidade a nossa resenha do mês passado, depois de “Ticket to Ride”, achei justo apresentar um jogo brasileiro digno de nota que também traz a tona o tema “viagem”. Mas, ao invés de conhecer apenas poucos países por vez, que tal  uma “Viagem pelo Mundo”?

Objetivo do jogo:
Realizar uma viagem pelo mundo e ser o primeiro a voltar ao seu ponto de partida, depois de visitar 9 cidades.

Abrindo a caixa – componentes:
1 tabuleiro  

4 peões 
4 fichas 
132 cartas 
1 dado  
1 manual de regras  
O tabuleiro é dobrável em quatro partes e uma superfície mais firme seria melhor recomendada que a gramatura de papel cartão utilizada, mas não compromete o funcionamento do jogo. Apenas ao longo do tempo, com o uso, suas bordas se desgastam e pode comprometer o encaixe perfeito das partes. O verso do tabuleiro possui o emblema do jogo impresso em cada uma das partes o que adiciona um toque de cuidado da empresa.

 

Os peões tem o corpo transparente, o que foi uma ótima ideia ao permitir que se veja o que está sob ele, neste caso, as cidades. As fichas são de plástico, pequenas e adequadas ao tabuleiro.
As cartas são rígidas o bastante, e o interessante é que, na parte frontal contém as informações e rotas para o jogador, em 4 cores e superfície laminada, enquanto que no verso, traz informações e curiosidades sobre a cidade em questão o que ajuda a enriquecer os conhecimentos de quem está jogando. Essa parte é fosca e com impressão preto e branco, o que cria um contraste com a frente e não atrapalha o jogo.
Importante dizer que as cartas vêm em dois decks separados e presas por enlace plástico (como no Coloretto), ao contrário da moda de outros fabricantes em mandar as cartas para serem destacadas, o que é péssimo, além de correr o risco de rasgarem, ficam marcadas e seu manuseio é difícil. Ponto para a Grow.

O manual de regras é uma folha A4 em preto e branco, visualmente desfavorável, mas com exemplos ilustrados das regras, típico “padrão Brasil” que poderia ser mudado.

Mais um ponto para o berço do jogo, no tamanho certo para acondicionar as cartas e as peças no saquinho plástico, além de possuir uma ilustração colorida que dá um charme a mais.

O Jogo:
O deck de cartas é dividido em 3 cores: vermelho, verde e amarelo. Cada jogador recebe uma carta inicial, de cores diferentes, que será seu ponto de partida no roteiro. Em seguida, todos devem receber mais 8 cartas, de modo a ficarem com três cartas de cada cor.  

 
Essas nove cartas serão o itens do roteiro que o jogador precisa montar. Aqui fica a parte estratégica do jogo. Cada um deve analisar qual a melhor rota para percorrer todas as cidades e retornar a cidade original. Todas as cartas possuem coordenadas de letra+número para auxiliar sua localização no mapa. Outras possuem aeroportos que agilizam sua viagem, e por fim, algumas possuem ações no verso que podem ajudar ou atrapalhar o jogador. Cada um deve avaliar todas essas informações para construir sua rota.
Além disso, as ações de outros jogadores podem vir a interferir nos seus planos, é quando se necessita de jogo de cintura para readaptar sua estratégia inicial, às vezes, precisando alterar seu planejamento de rota inicial. Com dois jogadores, a partida fica bem leve, mas com 3 ou 4 (que considero ideal), é preciso muito rebolado pra conseguir completar a sua rota, que provavelmente precisará ser alterada ao longo do jogo.
Os aeroportos são grandes facilitadores para se cobrir longas distâncias e usá-los com sabedoria é importante. Mas atenção, nem sempre é a maneira mais rápida de se chegar ao seu destino.

Considerações:
Considero este um bom jogo, com boa dose de cultura e informação, o que pode ser uma ótima ferramenta para crianças e adolescentes que possuam dificuldades com Geografia, e até mesmo adultos curiosos.

Apesar da movimentação ser em função da rolagem de dado, considero o fator sorte baixo, pois é possível sobrepô-la com uma boa tática e análise das suas cartas-cidade e posicionamento de seus adversários.

A rejogabilidade é alta, vista que depende das cartas sorteadas e da estratégia de cada jogador em como planejar sua rota, logo, por mais que retire cartas repetidas em diversas partidas, ainda estará construindo rotas diferentes.

O tema é de fácil assimilação e agradável a boa parte das pessoas, afinal, quem não gostaria de dar uma volta ao mundo e conhecer suas cidades mais famosas?

Proporciona bons momentos de diversão entre os jogadores, principalmente quando se ativa o “correr contra o relógio”, ou seja, algum dos jogadores dá sinal de que já está para concluir sua rota e os demais precisam agir rápido para retornarem ou impedir que esse jogador o faça.

Em suma, é uma boa pedida do mercado nacional e que ainda está a venda nas lojas, embora se mantenha bastante “obscuro”. Pode ser uma boa porta de entrada aos nossos tão falados “euro games” e figura sem problemas em uma boa ludoteca.

Informações adicionais:
2 a 4 jogadores
Acima de 8 anos
Tempo médio: 30 a 40 min
Valor médio: R$40
Publisher: Grow

Blog de Origem: Desbussolados – fanáticos por boardgames
Link: http://desbussolados.blogspot.com/2012/03/viagem-pelo-mundo.html
Autor: Renata Palheiros

Anúncios

Partida de Deterrence: AO VIVO AGORA!

Por Wagner Rodrigues

E acompanhe agora a tão esperada partida de Deterrence!

Acompanhe:

http://static.livestream.com/grid/LSPlayer.swf?hash=9awaf

Atenção: a partir deste momento não serão aceitos mais votos na promoção.

Como bom mineiro, Wagner Rodrigues é viciado em pão de queijo. Respira jogos de tabuleiro, come tutu de dados com farinha de meeples no almoço e é um dos sócios da FunBox Ludolocadora, a primeira locadora de jogos de tabuleiro do país.

Blog de Origem: FunBox Ludolocadora
Link: http://funboxbr.blogspot.com/2012/03/partida-de-deterrence-ao-vivo-agora.html
Autor: FunBox Ludolocadora

Smash Up

Que tal um jogo que mistura Piratas, Ninjas, Robôs, Zumbis, Alienígenas, Dinossauros, Feiticeiros, Gnomos e muitas outras criaturas?
Após os sucessos de Thunderstone e Nightfall a Alderac anuncia mais um jogo de cartas. desta vez a editora investiu na criação de um novo formato de jogo. Smash Up não é nem um TCG (como Legend of the Five Rings) nem um deck-building (como Nightfall). A empresa cunhou o termo Shufflebuilding (algo como Montagem por Embaralhamento) para definir a mecânica do jogo. O jogo é uma criação de Paul Peterson (Guillotine) e consiste de oito baralhos temáticos com vinte cartas cada: Zumbis, Alienígenas, Dinossauros, etc. Cada jogador escolhe dois deles e embaralha formando um novo com temática dupla.

A AEG começou a liberar as primeiras informações sobre o jogo no seu blog e na sua página do Facebook.
O jogo terá duração de 45 minutos, poderá ser jogado por dois a quatro jogadores e é recomendado para maiores de doze anos.

Blog de Origem: Strategos
Link: http://strategosjogos.blogspot.com/2012/03/smash-up.html
Autor: noreply@blogger.com (Neoiconoclasta)

Consumismo Infantil nos Jogos

Por Wagner Rodrigues

Esta notícia não é tããão fresquinha assim, mas vale a pena compartilhar.

No último mês o Instituto Alana disponibilizou seu relatório de Monitoramento da Publicidade de Produtos e Serviços Destinada a Crianças com os dados do último natal.

Para quem ainda não conhece o instituto ele desenvolve atividades que despertam a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. Debater e apontar meios que minimizam os impactos negativos causados pelos investimentos maciços na mercantilização da infância e da juventude, tais como o consumismo, a erotização precoce, a incidência alarmante de obesidade infantil, a violência na juventude, o materialismo excessivo, o desgaste das relações sociais, dentre outros, faz parte do conjunto de ações pioneiras do projeto que busca, como uma de suas metas, a proibição legal e expressa de toda e qualquer comunicação mercadológica dirigida à criança no Brasil.

anunciantes
Clique para ampliar

O relatório de 30 páginas mostra a publicidade de produtos e serviços em geral voltados a crianças. E claro que no relatório, podemos identificar como andam as publicidades de jogos.

No gráfico dos maiores anunciantes, em disparado a Hasbro e a Mattel brigam pela primeira posição. As duas empresas juntas têm praticamente a mesma quantidade de publicidades que todos os outros demais anunciantes de produtos para crianças (incluindo alguns do setor de alimentos e lojas de departamentos).

Segundo uma estimativa dos dados da pesquisa, a Hasbro teria veiculado algo em torno de 6.560 anúncios nos 15 dias que antecederam o Natal de 2011, e a Mattel, em torno de 3.730.

brinquedos
Clique para ampliar

Em termos de jogos analógicos, os produtos mais anunciados foram:

  1. Monopoly
  2. Rex Pum Pum
  3. The Game of Life
  4. Connect 4
  5. Clue
  6. Bop It

Olhando o gráfico percebemos que a Hasbro está desesperadamente tentando colocar a marca Monopoly dentro da cabeça dos pequenos.

Do jeito que as coisas vão de mal a pior para a empresa, infelizmente o jeito parece ser apelar para um público que ainda não possui senso crítico formado.

Clique aqui para baixar o relatório completo.

Como bom mineiro, Wagner Rodrigues é viciado em pão de queijo. Respira jogos de tabuleiro, come tutu de dados com farinha de meeples no almoço e é um dos sócios da FunBox Ludolocadora, a primeira locadora de jogos de tabuleiro do país.

Blog de Origem: FunBox Ludolocadora
Link: http://funboxbr.blogspot.com/2012/03/consumismo-infantil-nos-jogos.html
Autor: FunBox Ludolocadora

Magic: The Gathering – história do sucesso – Parte I

Magic: The Gathering (também conhecido somente como Magic) é um dos primeiros jogos de cartas colecionáveis ​​de negociação, criado por Richard Garfield e introduzido em 1993 pela Wizards of the Coast. Magic continua a prosperar até os dias de hoje, com cerca de doze milhões de jogadores em 2011. Magic pode ser jogado por dois ou mais jogadores, cada um usando um baralho de cartas impressos.

Cada jogo representa uma batalha entre magos poderosos, conhecidos como “planeswalkers”, que empregam as magias, itens e criaturas fantásticas retratados em cartas de Magic individuais para derrotar seus adversários. Embora o conceito original do jogo baseou-se fortemente na fantasia tradicional de role-playing games como Dungeons & Dragons, o jogo de Magic tem pouca semelhança com os jogos de papel e lápis de aventura.

Richard Garfield
Richard Garfield, o criador do jogo, era um candidato a doutorado na Universidade da Pensilvânia, quando começou a projetar o jogo. Durante seu tempo livre, ele trabalhou com jogadores voluntários locais para ajudar a refinar o jogo. Ele trabalhava como professor adjunto no Whitman College em 1993, quando Peter Adkison (então CEO da Wizards of the Coast empresa de jogos) pela primeira vez foi interposto com Garfield para discutir o jogo Robo Rally.


Adkison viu o jogo como muito promissor, mas decidiu que a Wizards of the Coast não tinha os recursos para produzi-lo naquele momento. Ele gostava das ideias de Garfield e mencionou que ele estava procurando um jogo portátil que poderia ser jogado no tempo de inatividade que ocorre com frequência em convenções de jogos.

Garfield voltou e apresentou o esboço geral do conceito de um Trading Card Game. Adkison imediatamente viu o potencial dessa ideia e concordou em produzi-lo. Magic: The Gathering sofreu uma liberação geral em 05 de agosto de 1993.

O jogo foi simplesmente chamado de mágico pelos jogadores teste, e quando o jogo teve de ser oficialmente nomeado, o advogado informou que Magic era muito genérico para ser registrado.


Mana Clash foi o nome escolhido para ser usado na primeira solicitação do jogo. Ainda assim, todos os envolvidos com o jogo continuaram a chama-lo de Magic. Após nova consulta com o advogado, foi decidido mudar o nome do jogo para Magic: The Gathering, permitindo assim que o nome fosse registrado.


A patente foi concedida a Wizards of the Coast em 1997 como um  “método inovador de jogo e os componentes na forma de trading cards”, que permite construir um deck selecionando cartas colecionáveis.


A patente despertou críticas de alguns observadores. Em 2003, a patente era um elemento de uma grande disputa legal entre a Wizards of the Coast e Nintendo, sobre segredos comerciais relacionados ao jogo da Nintendo Pokémon Trading Card. A ação legal foi resolvida fora do tribunal, e seus termos não foram divulgados.

Meu Primeiro Deck
(continua…)


Blog de Origem: REDOMANET
Link: http://redomanet.blogspot.com/2012/03/magic-gathering-historia-do-sucesso.html
Autor: Ricardo Stavale

Kocmoc já tem “rosto”

Apareceu hoje pela primeira vez, uma imagem do novo jogo da Mesaboardgames Kocmoc, no site espanhol Cubo Magazine.

Recorde-se que o jogo está na nossa lista dos essenciais do ano de 2012, e merece a atenção de todos nós que queremos promover os criadores e editoras nacionais. Interessante seria termos o privilégio de ter mais imagens do jogo.

Talvez em breve se possam ver mais algumas nalgum site estrangeiro de referência…

Blog de Origem: JogoEu
Link: http://jogoeu.wordpress.com/2012/03/30/6555/
Autor: abruk

Munchkin Bites

Esse é mais um da série MUNCHKIN (fill the blank) que a Steve Jackson Games lançou em seu pacote de amenidades. Munchkin Bites satiriza o RPG “Vampire: the Masquerade” e todo seu universo correlato (não é uma paródia de Crepúsculo). Joguei momentos antes de sair para a balada na casa do meu primo (e após ter comido feijoada o dia todo).

Munchkin é um jogo sem mecânica. É uma piada interna para quem joga RPG e funciona como terapia pelo seu humor, mas a quantidade de produtos lançados já perdeu a graça pela repetição.

Bites força a barra na temática e prova que muito do mesmo pode ser ruim muitas vezes. Porém, é incrível como os posts de Munchkin tem alta audiência aqui no blog.
Szia.

Blog de Origem: Game Analyticz
Link: http://gameanalyticz.blogspot.com/2012/03/munchkin-bites.html
Autor: VINCE VADER