Troyes

Por Fabrício Mello

A primeira coisa que chama a atenção quando conhecemos o jogo Troyes (2010) é a arte falsamente austera do desenhista francês Alexandre Roche. Desde a ilustração da caixa, passando pelo tabuleiro até chegar às cartas de ação, todo o projeto gráfico, quer agrade ou não, inevitavelmente causa admiração ao observador atento. Roche, que ilustrou também Rattus e Carson City, entre outros, criou em Troyes uma verdadeira releitura quadrinista dos vitrais de uma catedral gótica. Esse projeto envolve os jogadores na atmosfera medieval da cidade-título e é o grande responsável pela preservação do tema nesse jogo de colocação de trabalhadores profundamente abstrato, peculiar e inteligente.

Troyes, a cidade, é uma comuna francesa milenar às margens do rio Sena, a sudeste de Paris. Como em qualquer cidade europeia antiga, na sua história não faltam intrigas e conflitos armados. Já no século V, diz a lenda, o Bispo Lupus de Troyes (hoje santificado) foi responsável por evitar uma invasão de Átila, o Huno. Troyes, o jogo, tem como um dos seus pontos focais o enfrentamento constante de crises externas, em paralelo com o projeto da construção da Catedral de Troyes, que começou em 1200 d.C. e só terminou quatrocentos anos depois. O sistema de Troyes é lavra de um time de três designers belgas, Sébastien Dujardin, Xavier Georges e Alain Orban (foto). Cada jogador é o chefe de uma família importante da região de Champagne, onde se localiza Troyes, e usa a sua influência para contratar cidadãos dos domínios militar, civil e eclesiástico. Os membros da família são os trabalhadores, cuja colocação em três regiões distintas do tabuleiro dá ao jogador o direito de lançar um número preciso de dados vermelhos (militares), amarelos (civis) e brancos (eclesiásticos). 

Em cada rodada, todos os jogadores jogam os dados a que têm direito e os mesmos são colocados no centro do tabuleiro. Depois, um a um os jogadores usam esses dados para realizar diferentes ações disponíveis em cartas de atividade que são colocadas no tabuleiro dentro de cada uma das três áreas temáticas. A colocação das cartas é aleatória, o que dá ao jogo variedade e longevidade. As ações escolhidas resultam em recursos financeiros, pontos de vitória e outros benefícios.

Troyes é, em suma, um jogo de colocação de trabalhadores ao quadrado. Os meeples são colocados para reservar direito a se jogar dados que, uma vez lançados, serão eles próprios também colocados em pontos do tabuleiro para servir aos objetivos do jogador. É um mecanismo peculiar e, ao mesmo tempo, uma inserção bastante original de aleatoriedade numa classe de jogos que é em geral caracterizada pelo determinismo.

Mais informações:
Jogadores: 2 a 4
Duração: 90 min
Idade: 12 anos
Editora: Z-Man, Pearl Games, uplay.it
Valor médio: U$30

 

Blog de Origem: Desbussolados – fanáticos por boardgames
Link: http://desbussolados.blogspot.com/2013/01/troyes.html
Autor: Renata Palheiros

Novo Protótipo da Tércos

Então vez e outra sai na net aquelas fotos tiradas de novos carros das montadores, “Flagra na rua do novo …”
provando que isso acontece mesmo, olha ai as imagens do novo protótipo da Tércos.

Como tenho diversos jogos de ficção , só podia ser “Ficção científica “, jogo de exploração, construção, colonização, civilização e conquista em desenvolvimento, mas o jogo esta funcionando tão bem que tinha que postar estas imagens.
A sacanagem é … para fazer água na boca.

Em breve mais informações.

Abraço!

Blog de Origem: Mundo do Tabuleiro
Link: http://mundodotabuleiro.blogspot.com/2013/01/novo-prototipo-da-tercos.html
Autor: Hermes

Saindo do forno: OKTO

O JOGO

É isso, nobres leitores! Mais um game independente saindo do forno. Depois do PYRAMYZ é a vez do OKTO. OKTO é um board game abstrato para dois jogadores que usa dois D8 como base da mecânica.

A cada rodada os players rolam os D8s e vão colocando fichas da sua cor no tabuleiro. O objetivo é ligar um lado ao outro de maneira ortogonal. Há movimentos especiais para tirar fichas do adversário do campo de jogo, acelerar o game com menos peças e regras avançadas para experimentar depois de algumas partidas.

O game é colaborativo em sua essência e eu pretendo publicar ideias de novas regras e setups enviadas pelos players aqui no Game Analyticz. O game vem com caixa especial com impressão laminada, tabuleiro de madeira, dois dados D8, manual em papel couché de alta gramatura, folha de regras avançadas e 200 fichas plásticas (100 vermelhas e 100 amarelas).

QUER COMPRAR?

O game custa R$ 70,00 mais despesas postais. Envie um e-mail para vincevader@gmail.com com seu endereço que eu calculo o frete e passo a conta para depósito. Em poucos dias (se o correio for bonzinho) o jogo chegará na sua residência.

QUER TESTAR?

Eu sou super partidário das pessoas poderem ter um preview do que vão comprar, então estou disponibilizando aqui um PDF com as regras e o tabuleiro para imprimir (em resolução mais baixa). Você só vai precisar de 2 D8 e 200 fichas diferenciadas (pode ser 100 feijões e 100 milhos de pipoca).

Alguns amigos falaram “pô, mas vc praticamente tá colocando o game de graça na web“; pois é, a internet é muito legal, mas ao mesmo tempo muito chata também. Cansei de ver amigos (e eu, inclusive) que se lascam pra produzir jogo independente pra depois ficar sendo malhado em Facebook e lista de discussão porque “ahhh, os componentes deixam a desejar se você for comparar com um eurogame“, “ahhh, a mecânica é meio quebrada quando vc domina o jogo“, “ahhh, a arte não é legal e faltou ilustrações“, etc.

Enfim, para evitar a mimizice tradicional desse tipo de ator social, segue um preview do OKTO. Para não ficar dúvida, jogue, teste e se gostar compre.

CLIQUE AQUI PARA DOWNLOAD.

Valeu! Go gamers!

Blog de Origem: Game Analyticz
Link: http://gameanalyticz.blogspot.com/2013/01/saindo-do-forno-okto.html
Autor: VINCE VADER

Abrindo a caixa do Hobbit

Na última math-trade que eu participei acabei pegando O Hobbit. Esse jogo é um card-game criado pelo Martin Wallace em 2012 e lançado pela Devir aqui no Brasil.

A caixinha é menor do que eu esperava, basicamente um deck 65 cartas e um manual.

Tudo que você recebe na sua caixinha.

A arte ficou meio tosca também, acho que poderiam ter tido um cuidado maior no lay-out, parece coisa home-made.

As regras parecem ser bem simples, uma lida rápida fez parecer um “copas-fora” turbinado, onde o bem tem que eliminar as forças do mal num joguinho que comporta até 6 jogadores.

Os cinco personagens usados pelos jogadores.

Numa visão geral O Hobbit parece um filler rapidinho e pelo preço que ele está chegando no mercado vale a tentativa, agora é ele ver mesa para tirar as conclusões.

Blog de Origem: E aí, tem jogo? – A sua página sobre jogos de tabuleiro moderno.
Link: http://eaitemjogo.blogspot.com/2013/01/abrindo-caixa-do-hobbit.html
Autor: Cacá

Chegou Medievalis

Medievalis – Review
Olá pessoal, vou falar um pouco aqui sobre o card game Medievalis, produzido e distribuído pela Pon Jogos. Um card game totalmente nacional, com game design do Marcelo Mandaji e o primeiro (esperamos que venham outros !) jogo da Pon Jogos.
Vamos falar primeiro da qualidade dos componentes e distribuição:
O jogo foi entregue numa caixa padrão dos correios, dentro de um saco plástico com aquele plástico bolha interno (não dois sacos um dentro do outro, mas aqueles que já vem com plástico bolha interno e fecho auto-adesivo. Bom, considerando que é apenas um baralho, com tamanho padrão, veio bem acondicionado. Mesmo que fique solto dentro da caixa, como possui pouco peso o saquinho bolha faz seu trabalho.
As cartas são de espessura e rigidez normal de um baralho. Não são finas demais nem grossas como aqueles baralhos de papelão mas toscos. Deve ter uma durabilidade razoável na mão da criançada.
Comparei com um baralho que tinha a mão: Mission Pack 1 do Gears of War da FantasyFlight.
São exatamente iguais em tamanho, espessura e qualidade. Digo mais, o Medievalis ainda possui uma superfície plastificada (que a FantasyFlight não possui). Embora pra jogadores mais velhos isso não seja um diferencial (pois geralmente colocamos em sleeves), imagino que para os pequenos o brilho nos personagens seja um atrativo a mais e talvez facilite alguma limpeza dos dedinhos sujos…. essa é a sua deixa para educar seu filho sobre como se comportar com os jogos e como manuseá-los, ou você vai querer limpar gordura em tabuleiro ??
Como indicado pelo produtor, é um jogo de 8 a 80 anos,  não sendo necessário o uso de sleeves, o que deve agradar os mais jovens.
As regras são simples, claras e vem num mini manual sanfonado que fica junto com as cartas. Além disso vem com 2 cartas de ajuda sobre cartas especiais.
O jogo em si possui uma mecânica interessante, não sou jogador de Magic, LCG e afins, então posso estar chovendo no molhado.
As regras são simples: cada jogador ataca seu oponente do lado esquerdo, que será o defensor nessa fase. Na próxima fase, o defensor vira atacante do jogador do lado esquerdo e assim sucessivamente.
O baralho é dividido em 4 territórios (planície, castelo, floresta e caverna) com 13 cartas cada. Cara território possui exatamente as mesmas cartas, alterando apenas a imagem de fundo das cartas.
Os jogadores compram cartas, jogam cartas e ganham combates com  cartas de maior valor. Pode-se utilizar cartas do território principal (maço da mesa/compra e com território diferente do jogador)  ou do território do jogador defensor. As cartas do território principal vencem independente do valor e algumas cartas possuem habilidades especiais, como o arqueiro, mago, rei e rainha.
Cada rodada chega ao fim quando a pilha de cartas de compra acaba e então soma-se os pontos de cada jogador. O jogo termina quando alguém fizer 100 pontos ou mais e o vencedor é o que fizer menos pontos.
Joguei 2 partidas com minha esposa e uma amiga e gostamos do jogo. Relax, fácil mas nem por isso bobo, muito pelo contrário, requer alguma estratégia para não gastar as melhores cartas no começo, não acumular muitos pontos até o fim do jogo, etc..
Acredito que seja um bom introdutor para os mais jovens  para outros jogos, seja card games ou jogos de tabuleiro. Ótima opção entre um jogos mais complexos e para entreter naquelas horas em que montar todo um boadgame dá uma preguiça….

Blog de Origem: Clube do Tabuleiro de Campinas
Link: http://clubedotabuleirocampinas.blogspot.com/2013/01/chegou-medievalis.html
Autor: Fausto