Enchanted Kingdom – Primeira Expansão de Seasons

A Asmodee anunciou que lançará em julho Enchanted Kingdom, a primeira expansão para o jogo de tabuleiro Seasons. Ela acrescentará novas cartas de Poder, Encantamento e Habilidades ao jogo.

A expansão vai incluir duas cópias de cada uma das 20 novas cartas de Poder, totalmente compatíveis com a edição básica do jogo. As 10 novas cartas de Encantamento são projetadas para criar maior variação entre os jogos.

Enchanted Kingdom - Primeira Expansão de Seasons

Enchanted Kingdom introduz ainda marcadores de Habilidades Especiais que aproveitam o grande espaço aberto sobre os tabuleiros individuais de jogo para permitir que os jogadores personalizem seu feiticeiro.

A expansão também incluirá duas cartas de reposição, para substituir as da série básica que receberam errata. Enchanted Kingdom vai incluir mais de 50 cartas e 12 marcadores de Habilidades Especiais.

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Autor: Helio Greca

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A Origem dos Jogos de Tabuleiro

Temos mais em comum com povos que viveram na antiguidade do que imaginamos. Apesar das incontáveis eras que nos separam, o eco da existência destes povos ressoa em nossa essência e em nossos hábitos até os dias de hoje.

Podemos não saber muito sobre suas crenças, anseios e o que realmente acontecia no dia-a-dia das pessoas comuns há milhares de anos atrás, mas de uma coisa temos plena certeza: eles também jogavam!

Ânfora Gamer

O jogo de tabuleiro Senet era tão popular e importante no antigo Egito que o Faraó Reny Seneb foi sepultado com um deles. E antes dele, seus ancestrais já jogavam Senet e Mehen há incontáveis gerações.

Enquanto nos túmulos reais são encontrados luxuosos tabuleiros de Senet e Mehen, nos túmulos das pessoas comuns são encontradas versões mais simples e humildes destes mesmos jogos. Nobres e pessoas comuns, todos compartilhavam deste mesmo gosto pelos jogos.

Os romanos, tão distantes no tempo, mas tão parecidos com o que somos hoje, também eram apostadores inveterados do Duodecim Scripta, um jogo que provavelmente se desenvolveu a partir do Senet. E amavam o seu Astragaloi, jogo que eu, descendente de italianos aprendi com a minha família, muitos e muitos séculos depois.

Estatua Romana - Menina Jogando Astragaloi 14 AC

Estatua Romana – Menina Jogando Astragaloi 14 AC

Outro exemplo é o Chaturanga, jogado na Índia desde o século VI, antes de evoluir para o Xadrez alguns séculos depois. O tabuleiro e a maioria peças são as mesmas do Xadrez e embora as regras originais tenham se perdido (da mesma forma que aconteceu com o Senet) todos os elementos do Xadrez moderno estão ali: nada de fatores aleatórios, estratégia pura e complexidade quase infinita.

Todas as culturas desenvolvidas praticavam alguma forma de jogo. Geralmente, esta prática era um indicativo de estabilidade, organização e altos níveis sociais e culturais.

Olhando para o passado da humanidade e para os seus jogos, encontramos uma predisposição universal ao lúdico. É como se os seres humanos fossem programados para jogar, para se sentirem recompensados por estes desafios interativos.

Como esta pré-disposição nasceu e se desenvolveu? Da mesma forma que a religião, com os quais são frequentemente relacionados em culturas antigas, os jogos surgiram e se desenvolveram juntamente com a humanidade.

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Um dos fatores chave para este desenvolvimento foi a forma como nos alimentamos. Nas comunidades primitivas, quando os homens ainda viviam ao ar livre em tribos nômades, a humanidade praticava atividades coletoras de subsistência. Dependiam da caça, da pesca e da coleta, pois ainda não haviam aprendido a produzir alimentos.

Não temos registros históricos claros e precisos deste período, mas da mesma forma que ocorre até os dias de hoje em comunidades indígenas brasileiras, a ludicidade nestas comunidades era essencialmente física.

Os jogos serviam como preparação para as atividades de caça e pesca ou de embates que viriam a ocorrer com outras tribos ou em eventuais encontros com animais selvagens. E assim como viria a acontecer com os jogos de tabuleiro, geralmente estas atividades se misturavam com ritos de passagem religiosos.

A liderança natural da tribo era exercida pelo mais forte. O conhecimento e as experiências adquiridas eram transmitidos coletivamente e incorporados à tradição comunitária, como por exemplo, as melhores estações de caça, a distinção entre plantas e a observação das fases da lua.

Como viviam em constante movimento, literalmente estes grupos possuíam somente o que pudessem carregar. Não existia o conceito de bem individual, tudo era da comunidade e a vida girava em torno da coletividade.

O fim da última da Era Glacial permitiu o aparecimento de novos tipos de comunidades. Trabalhando com a natureza, ao invés de somente explorá-la, essas comunidades concretizaram a Revolução Agrícola do período Neolítico.

Gobekli Tepe

Com isso, pela primeira vez em nossa história, a raça humana passou a acumular bens e desenvolver especialidades que anteriormente não eram possíveis, em virtude da vida nômade.

Não havia mais a necessidade de se viver em constante movimento, a fartura e a estabilidade possibilitadas pela agricultura permitiram que a sociedade se desenvolvesse e se desenvolvesse em vários aspectos, como na escrita, religião e nos jogos!

Os jogos físicos certamente sobreviveram e continuaram a ser praticados, mas ao longo dos séculos a estabilidade propiciou o surgimento de de maior complexidade, com tabuleiros, componentes e posteriormente, com dados – eficientemente difundidos pelos romanos através de todo o seu império.

Séculos mais tarde, o início da impressão mecânica difundiu de maneira irreversível os jogos de cartas, tabuleiro e posteriormente os de estratégia. Com o advento da eletricidade, surgiram os jogos eletrônicos e posteriormente, os videogames. E ao juntar um pouco de tudo isso, surgiu o RPG!

Antigos Dados Romanos

A cada nova tecnologia, lá estão os jogos, insistentemente caminhando ao nosso lado juntamente com a nossa necessidade de interação e competição.

Enfim, jogamos por que somos humanos, somos lúdicos e também, porque este hábito já esta incrustado em nossa essência há muito, muito tempo…

Blog de Origem: » Tabuleiro
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Autor: Helio Greca

As d’Or 2013 – os finalistas

O prémio para jogo do ano em França conheceu hoje o primeiro desenvolvimento ao serem anunciados os 12 finalistas ao prémio deste ano.

Os nomeados são:

  1. ANDOR
  2. CARDLINE ANIMAUX
  3. CROC !
  4. INDIGO
  5. MERLIN ZINZIN
  6. MITO
  7. MYRMES
  8. SEASONS
  9. STRIKE
  10. TINO TOPINI
  11. STAR WARS : X-WINGS
  12. ZOMBICIDE

E o vencedor é…

Anúncio será feito na cerimónia oficial de entrega do prémio, incluída no Festival International des Jeux, no dia 28 de fevereiro às 17h.

Blog de Origem: JogoEu
Link: http://jogoeu.wordpress.com/2013/02/01/as-dor-2013/
Autor: abruk

Resenha : Robinson Crusoe

Já falei aqui do jogo Friday e agora tive a oportunidade de jogar o Robinson Crusoe : Adventure on the Cursed Island.

No jogo somos todos naufragos tentando nos virar numa ilha cheia de animais selvagens e as boas e velhas dificuldades que todos sobreviventes costumam ter que passar.

Os jogadores vão descobrindo a Ilha Amaldiçoada e seus “encantos”.

Basicamente, escolhemos um cenário e temos que cumprir o objetivo juntos, só que o jogo é cruel em todos os aspectos.

A comida é escaça, chove pra caramba, a caça é dura na queda, e tudo isso numa corrida contra o tempo, esse é o tipo de situação básica que você vai encontrar no Robinson Crusoe.

As regras não são tão complicadas uma vez explicadas, mas o livro de regras deixa muito a desejar em matéria de detalhes (tanto que a FAQ é tão grande quanto o livro).

Caixa grande, cheia de pecinhas para sua coleção.

Mas isso em nada diminui a qualidade do jogo que é bem temático e deixa os jogadores tensos durante toda a partida.

Eu gostei muito, entrou para o Top 5 de cooperativos, para quem curte o gênero não deixem de jogá-lo.

Blog de Origem: E aí, tem jogo? – A sua página sobre jogos de tabuleiro moderno.
Link: http://eaitemjogo.blogspot.com/2013/02/resenha-robinson-crusoe.html
Autor: Cacá