Em busca do brilhantismo perdido

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Amun-Re : clássico do Reiner Knizia.

Como em grande parte do ramos do entretenimento (música, cinema, livros), nos jogos de tabuleiro também temos os gênios e esses gênios também tem seus momentos de brilhantismo e depois para manter o nível é que a coisa pega.

Ontem jogamos lá em casa dois jogos brilhantes do Reiner Knizia (Amun-re e RA) e comentamos que atualmente não se encontram mais jogos dele no mesmo nível das suas obras-primas, e assim como ele, vários outros autores tem passado por isso.

 
Tikal : Uma das obras-primas do Wolfgang Kramer.

Outro exemplo claro pra mim é o Martin Wallace, quando eu comecei nos tabuleiros modernos em 2004, os jogos do Wallace eram sinônimos de brilhantismo. Automobile, Age of Steam, Liberté só para citar alguns, são aulas de design e hoje ele vive desse legado mas tem lançado só jogos “ok” e nem parece muito fazer força para voltar aos bons momentos.

Já um caso de cara que tem tentado voltar aos topo, mas não tem conseguido ainda, é o Wolfgang Kramer. Autor de El Grande, Princes of Florence e Tikal, ele tem feito jogos com frequência, tentando colocar mecânicas interessantes, mas os jogos atuais dele não se comparam aos clássicos.

Age of Steam : Crueldade e genialidade do Martin Wallace.

Além desses citados temos os casos de autores que “sentam” no seu maior sucesso e nem tentam mais, caso do Klaus Teuber, que apesar de ter outros jogos muito bons (como Domaine e Elasund), deitou na fama do Catan e ano após ano extrai o que pode dele.

Esses são exemplos de autores geniais, que deixaram sua marca nos jogos de tabuleiro modernos e de quem sempre esperamos consigam voltar aos seus velhos tempos e nos surpreendam com novos “Dark Side of the Moon” dos tabuleiros.

Catan : Referência em jogos modernos, criado pelo Klaus Teuber.

Na minha opinião, muito disso se deve ao crescimento absurdo de autores e jogos que surgiram de 10 anos para cá, e com isso fica muito mais difícil (mesmo para gênios) conseguirem aparecer com coisas novas ou jogos com mais relevância.

O fato é que hoje temos muitos autores também brilhantes (como Feld, Uwe e Vlaada) que conseguem manter uma consistência maior em seus jogos. Mas será que também eles chegarão ao dia de lançar jogos normais dando lugar a uma nova safra de autores brilhantes? Só o tempo dirá.

Blog de Origem: E aí, tem jogo? – A sua página sobre jogos de tabuleiro moderno.
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Autor: Carlos “Cacá”

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