Manhattan Project, já jogou?

No último encontro do Clube Péricles, jogamos o Manhattan Project. O jogo chamou atenção ( há muito) devido ao seu tema, construir artefatos nucleares para destruição em massa, baita imoralidade!!!???… mas como não sou da turma do mimimi….é apenas um jogo e para mim esse é o foco.

Bom, cada jogador no papel de trabalhadores de um país, procura desenvolver bombas atômicas, em síntese  é uma corrida armamentista. O jogo é simples, com pouca dependência de idioma, o jogador se preocupa em alocar seus trabalhadores, do total de doze, começando com quatro não especializados.
Deve se preocupar em obter engenheiros e cientistas, necessários para realmente chegar a um resultado efetivo. Não tem como construir bombas sem estes trabalhadores especializados, por  ser requisito das cartas dos artefatos ( projetos das bombas).

Os trabalhadores sobre o tabuleiro central, podem ser alocados um de cada vez, porém alternando entre a vez de jogar dos jogadores. Ao alocar executa a ação imediatamente, estas podem ser:

1- Deck de construção disponíveis como fabricas, universidades, minas, necessárias para obter os recursos como trabalhadores, aviões, minério entre outros.
2- Para ativar o deck de construções, alocar o trabalhador nesta casa, sem limite de quantos.
3- Espionagem, permite o jogador usar instalações de outros jogadores, limitado ao nível de espionagem da escala;
4- Ataques aéreos, é preciso vencer a defesa de caças do oponente, para atingir as instalações do jogador oponente, o que retarda o programa deste jogador;
5- Reparar instalações destruídas pelos ataques aéreos;
6- Produção de certos recursos nas instalações, quase um bônus;
7- Escala de plutônio e urânio necessários para construir os artefatos atômicos;
8- Obter minério;
9- Obter trabalhadores, cientistas e engenheiros;
10- Obter projetos de artefatos;
11- Obter urânio ou plutônio;

Importante observar, os recursos obtidos nas casas 6, 8, 9 e 11, também podem ser obtidos nos tabuleiros individuais dos jogadores, mas deve ter para tal, as respectivas instalações

Os trabalhadores sobre este tabuleiro, permanecem ocupando o espaço, impedindo outro jogador de fazer a ação, só liberando o espaço quando o jogador recolher todos seus trabalhadores, o que ocorre após usar todos. Pode parecer que isso trava o andamento da partida, mas garanto que não, tudo acontece muito rápido, e os jogadores ficam sempre naquela torcida, ” não ocupa essa casa agora cara!”.

Os demais trabalhadores, são usados para ativar as suas industrias, centros de pesquisa, ou seja as cartas dispostas sobre seu tabuleiro individual. Podem ser ativados tantos trabalhadores, quantos disponíveis, ou então os necessários para ativar as instalações. A sequência é  estabelecida pela estratégia do jogador, muito bacana esse mecanismo de alocação. Essa condição acelera o funcionamento do jogo, dai a impressão de estar numa corrida armamentista.
O tabuleiro individual é assimétrico, depende das cartas que o jogador comprou, como visto na imagem:

-a- projeto de bomba,
-b- aviões de caça disponíveis para defesa contra ataques aéreos,
-c- escala de bombardeiros, necessários para melhorar as bombas,
-d- instalações diversas, como minas, fabricas de aviões, universidades, programas de enriquecimento de urânio, aqui é variado e assimétrico;
-e- trabalhadores alocados, para ativar a carta, em muitos casos é necessário o número e o tipo certo de trabalhador;
-f- Artefato atômico concluído;
-g- dinheiro, necessário como investimento na compra das instalações;
-h- reserva de minério, necessário para enriquecer urânio ou plutônio;

Alocar os trabalhadores entre os dois tipos de tabuleiros, ocorre de forma rápida. O jogador passa a vez, sempre que já alocou todos os trabalhadores no seu tabuleiro individual e um trabalhador sobre o tabuleiro principal. Se sobrar trabalhador, não alocável sobre o tabuleiro individual, passa a vez, para  somente  na próxima oportunidade, alocar outro trabalhador sobre o tabuleiro principal.
Após acabarem os seus trabalhadores, na sua próxima vez de  jogar, recolhe todos para sua área de jogo. É nessa que  os espaços são liberados sobre os tabuleiros, prontamente ocupados pelos demais jogadores.

Esse sistema deixa o jogo acelerado, ainda mais quando os jogadores se habituarem com o funcionamento, coisa que gostei bastante.

Bom de básico o jogo é isso, vence quem primeiro construir bombas cujo valor somado, igualar ou superar 50 pontos. Algumas outras opções podem ser levadas a cabo no momento de construir as bombas, como melhorar o seu desempenho, em troca de dinheiro e aeronaves de bombardeio.

Na imagem a reserva geral da partida.


Para finalizar, gostei muito do jogo, tanto por conta de sua simplicidade com regras e funcionamento, como pela rapidez além do tema relativamente bem colado. A interatividade é constante, afinal um jogador em diferentes momentos, pode afetar o jogo de outro jogador, tanto pelas escolhas como por conta de ataques visando destruir instalações do oponente.

Ai faço a pergunta…… Já jogou?

Fica a recomendação, na certa o jogo vai estar presente em outros momentos. Vale lembrar que o jogo possui diferentes expansões, incrementos que não conheço, mas que na certa devem deixar o jogo ainda mais interessante.

Autor- Brandon Tibbetts
Comporta de 2 a 5 jogadores
Duração estimada de tempo por partida, 120 minutos
Idade minima sugerida 13 anos
Complexidade BGG, 2,95  em 5

Abraço!

Blog de Origem: Mundo do Tabuleiro
Link: http://ift.tt/2rSSclK
Autor: Hermes

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