Batalhas Históricas – 1 – Stalingrado

Considerando o meu gosto pela história em geral e em especial pela Segunda Guerra Mundial, estava a navegar pelo BGG, vasculhando jogos de guerra. Foi nessa que me ocorreu a ideia de criar este tópico, falando um pouco sobre batalhas e os respectivos jogos de guerra que abordam o tema.

Não tem como não começar a tratar do assunto, sem de cara mencionar uma das batalhas mais emblemáticas e sangrentas já travadas em todos os tempos. Stalingrado, é uma cidade na antiga União Soviética, hoje chamada de Volgogrado  e foi nela em suas proximidades, onde houve  esse confronto épico. A campanha que culminou na batalha pelo controle da cidade, começou em Junho de 1942, terminado somente no inverno, já em fevereiro de 1943, com a derrota das forças do Eixo, e principalmente a destruição do 6º Exército Alemão. Uma derrota de certa forma decisiva, visto que a Alemanha não podia se dar ao luxo de derrotas tão volumosas.  O saldo em vidas dos exércitos envolvidos , foi estimados 1,8 milhão de soldados mortos, segundo algumas fontes, sem contar as vitimas civis que também foram numerosas.

O porque da batalha?

Como parte da campanha alemã para tomar os campos de petróleo do Cáucaso em 1942, um dos objetivos do avanço era tomar a cidade, cujo nome homenageava o líder Soviético, a cidade de Stalin, ou seja Stalingrado. O avanço foi devastador e rapidamente as tropas chegaram a cidade e tomando grande parte dela, porém não por inteiro, e isso seria outra história.

O impasse foi causado principalmente pela dificuldade em tomar as fábricas ao norte da cidade ( fabrica de tratores e a Barrikady, sugestivo em), deixadas em ruínas após os bombardeios alemães, que ironicamente serviram para as tropas russas criarem bastiões inexpugnáveis, jamais tomados durante os longos meses da batalha.

Enquanto os alemães sacrificavam tropas bem treinadas e equipadas em uma batalha urbana, onde perderam a liberdade de manobrar, passaram a ser alvos dos mais variados tipos de estratagemas por parte dos russos. Estes primeiramente conseguiram se fortificar em determinados setores, como já mencionado. Também mantiveram rotas de abastecimento através do Volga, assim lhes foi possível resistir aos atacantes por meses.

 Aos poucos os Russos, concentraram novos efetivos militares  na sua retaguarda e nos flancos, do que era a grande curva do rio onde ficava a cidade.

A situação que se armou, não era imperceptível para os generais alemães,  havia total ciência do risco ao qual estavam expostos, mas obedecendo as ordens do “supremo líder”, que não aceitava recuos, mesmo táticos, acabaram por condenar antes mesmo do ataque russos os efetivos envolvidos na batalha. Com a chegada do inverno, o Volga congelou e os russos iniciaram sua ofensiva. Destroçaram primeiramente as  tropas romenas de ambos os flancos do eixo, e com poderosos  movimentos de pinças, em poucos dias cercaram o 6º Exército Alemão e partes do 4º Exército, além de inúmeras outras tropas menores. Agora eram as tropas do eixo que passaram travar uma batalha defensiva, nas ruínas congeladas da cidade. Embora grandes esforços tenham sido feitos por tropas alemãs, com intensão de a abrir um corredor até as tropas sitiadas, estas conseguiram chegaram a no máximo a 90 km da cidade.

Deste ponto em diante, foi uma questão de tempo, para o exército sitiado sucumbir e acabar em campos de prisioneiros dos russos na Sibéria.

Bom esse é o pano de fundo, encontrei  68 oito jogos focados na batalha, do qual o mais bem ranqueado é o Storm Over Stalingrad. Cito aqui 10 jogos conforme sua colocação no ranking do BGG,  minha fonte de pesquisa.

Storm over Stalingrad – 2006
The Hell in Stalingrad – 2009
Streets of Stalingrad – 2003
Turning Point- Stalingrad – 1989
Stalingrad Pocket II – 1996
Stalingrad – 1963
Combat Commander – Battle pack 2 – Stalingrad – 2008
Battle for Stalingrad – 1980
Tide of Iron – Stalingrad – 2013
Campaing  Commander – Vol 1 – Roads to Stalingrad – 2009

Bom senhores, espero que gostem da abordagem, a ideia é divulgar os jogos de guerra e é certo então que vou criar outros post seguindo este modelo.  Não sou historiador, nem pretendo ser, embora o relato sucinto que escrevi, seja inspirado em livros e artigos que li sobre o assunto, portanto bem  próximo ao que encontrarão em literatura com este tema. Mas o foco aqui são os jogos de tabuleiros, mais exatamente os jogos de guerra.
Um ponto interessante, embora não seja uma surpresa, a grande maioria desta lista acima e do total de 68 jogos, são de hex and counters. Foge a regra e na certa o pessoal do Tide of Iron vai curtir muito, encontrar entre a lista a versão do jogo para essa celebre batalha.

Bom é isso ai!

Abraço!

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Autor: Hermes

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Tides of time

Excelente título para duas pessoas. Joguei recentemente em uma visita que fiz na Encounter Board Game Café. É muito simples: o game é de draft. Você coloca uma carta na mesa e passa sua mão para o adversário. Joga-se com 5 cartas durante três rodadas. No fim de cada rodada uma carta é decartada e outra vira um poder permanente na mesa. O objetivo é montar combos com o poder/ícone/habilidade das cartas.

Tem uma camada temática de fantasia (com ilustras bem legais, por sinal) que serve para dar uma tematizada interessante no game.

É o tipo de game que eu adoro: o designer pega 15 cartas e uns marcadores e faz um game com alto replay e bem legal para dois jogadores. Uma aula mesmo. Eu adoro essa economia de componentes e síntese; por isso gosto tanto do Love Letter, Coup, Robotory e tantos outros.

Surpresa interessante. Mais um pra wishlist e tem versão nacional lançada pela Funbox.

#GoGamers

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Autor: VINCE VADER

Artifacts Inc.

Em Artefacts Inc. somos donos de uma empresa especializada na obtenção de artefatos exóticos para abastecer a demanda dos museus.

O jogo é um dice game light bastante gostosinho de jogar. Na sua rodada você rola os dadinhos que representam seus exploradores e vai alocando eles nas cartas disponíveis na sua área de jogo, ou na área comum, que pode ter render novas cartas, dados ou artefatos que pontuarão no final do jogo.

Área comum, onde pegamos novas cartas e artefatos.

Uma jogada que eu achei legal no Artifacts Inc. é que as cartas que você recebe vem no modo básico, e conforme o jogo se desenvolve você pode pagar dobrões para que ela fique melhor e melhore sua ação, não é uma ideia de todo original, mas funciona legal no jogo.

O jogo segue na alternância entre os jogadores, até que primeiro deles atinja 20 pontos de reputação, aí o jogo fecha a rodada e quem tiver a maior reputação é o vencedor.

Artifacts Inc. é um joguinho que roda bem, tem boa jogabilidade e tempo de partida ideal pro tamanho do jogo, não daqueles que você precisa ter, mas vale conhecer, e mostra que o Ryan Laukat (mesmo autor do Império em 8 Minutos e Above and Below) consegue desenvolver trabalhar legal com jogos leves/médios.

Na nossa área, as cartas que nos darão reputação.

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Autor: Carlos “Cacá”

Bios Megafauna !

Imagens retiradas do Site BoardGameGeek !
Bios Megafauna foi lançado em 2011 pela Sierra Madre Games e considero como um Jogo à parte em minha coleção, devido principalmente à complexidade do Jogo e também pela dificuldade em colocá-lo à mesa, já que os Jogadores preferem algo mais divertido ou algo que se entenda, de fato, o que está ocorrendo durante a partida.
Em Bios Megafauna os Jogadores assumem o papel de Proto-dinossauros ou Proto-mamíferos, iniciando a partida no Período conhecido como Catástrofe do Permiano.
Os animais são caracterizados por sua dentição, tamanho, agressividade, capacidade de movimentação, possibilidade de voar, possibilidade de serem aquáticos, tipos de alimentação e mais uma série de requisitos que faz com que ele tente sobreviver ao tempo, que neste Jogo é bem cruel.
Sobreviver aqui, significa adaptar-se às mudanças. E como o Jogo exala Evolução o tempo todo, adaptação significa adquirir novos Genes (De Genética mesmo!) e com eles conseguir melhorar suas características à fim de tentar sobreviver em um ambiente com agressiva competição, seja por outras Espécies, seja pelas mudanças que ocorrem no Planeta.
Gerar novos descendentes e transferir a eles as novas características, retirando o máximo do ambiente onde se encontra é a fórmula para sobreviver neste Jogo.
De uma forma geral, Bios Megafauna não judia tanto quanto ao Jogo em sí, mas o entender o que aquelas Regras querem dizer a cada página requer muita paciência. O Manual, que mais parece um texto científico não ajuda muito. Com isso você precisa ir jogando e errando (É assim mesmo que funciona!) e depois jogando e errando, até que você faz uma partida razoável dentro daquilo que seu criador propôs.
Não vamos explicar Regras aqui, mas de forma geral você começa com uma espécie que pode ser Carnívora ou Herbívora (Depende do número de dentes que tem sua espécie!) e com alguma característica genética já presente.
Daí em diante, cabe a você migrar, gerar descendentes, incrementar novos Genes e ir sobrevivendo num ambiente que muda a cada instante, pois sempre que um Climax (Aulas de Biologia, pessoal!) melhor ocupa um espaço de um Climax menor, este Climax maior prevalece. Se você se adaptou e possui Genes que satisfaçam este novo ambiente, seu animal continua no Jogo. Se não se adaptou, simplesmente ele vai para o Tarpit (Espaço do Tabuleiro onde vão todas as espécies Animais e Vegetais que foram extintas durante a partida).
Além de acrescentar novos Genes à sua espécie, você também pode optar por deixá-la mais veloz, mais forte, mudar seus hábitos (Diurno ou Noturno), torná-la com características aquáticas, de vôo entre outras,  além de poder aculturá-la, como por exemplo, conseguir entender mensagens de sons (O que hoje chamamos de Comunicação!) entre outras.
Mas porque você precisa ficar se adaptando o tempo todo ? Porque as Cartas do jogo alteram os Ambientes (Mudando o Climax dos locais!) e com isso, mudando também suas exigências de Gênes e estas Cartas podem disparar eventos que alteram drásticamente a situação do Tabuleiro onde os animais estão sossegados.
Eventos, neste Jogo, na sua maioria das vezes são catastróficos e causam danos em muitas espécies ao mesmo tempo, já que alteram o Planeta inteiro e aqueles seus animais que estão tranquilos no Tabuleiro, podem ser dizimados de uma hora para outra, sem dó, nem piedade.
E talvez aqui esteja o “Calcanhar-de-Aquiles” de Bios Megafauna, pois o Jogo se torna Caótico e o controle que você tem sobre sua espécie não é total. Ter controle total, neste Jogo, resume-se a adquirir a maior quantidade de Genes possíveis e ficar de olho nas Cartas que entram na partida, pois 10 delas estão abertas (2 filas de 5 Cartas!) e sempre que uma Carta (De qualquer fila!) é comprada, outra Carta entra na Fila e dispara alguma ação, que pode ser a colocação de novos Tiles de Nichos (Aqui entra o Climax a que me referi!), entrada de novos Predadores ou ativação de algum Evento.
Dependendo do Evento, simplesmente todos os Tiles localizados nas Latitudes (Existem 4 no Tabuleiro) “migram” para regiões mais propícias. Se por exemplo, o Nível de CO2 na Atmosfera do Planeta subir, isto significa que houve um Aquecimento Global. Com isso, todos os Nichos “migram” para uma Latitude mais fria e com isso, Nichos ali existentes só conseguem sobreviver se o seu Climax for maior que o Climax do novo Nicho que chegou. Caso contrário, ele simplesmente é extinto. Se você possui animais neste Nicho que foi extinto e não possui características no novo Nicho que chegou, ele também é eliminado. Além disso, elevação da temperatura do Planeta faz com que o nível do Mar suba e se o seu animal não possui características Aquáticas (Lembre-se que antes da elevação ele se encontrava em Terra!) ele simplesmente desaparece. A diminuição de CO2 na Atmosfera do Planeta também ocasiona todo este transtorno.
Combinado a todos estes problemas das Cartas, ocasionando alterações nos Nichos existentes, ainda você precisa lidar comos Predadores. Lidar com eles é fazer com que você vença as disputas, quando 2 Animais estiverem ocupando o mesmo Nicho. Se estes Animais, por exemplo, tiverem hábitos diferentes (Um for diurno e outro noturno, por exemplo) eles podem conviver numa boa no mesmo Nicho. O problema é quando nenhuma situação de Paz seja satisfeita e aí um deles sai do Tabuleiro, que depende muito das características e de uma Tabela de Disputa que você deve seguir para determinar o vencedor.
A “moeda” do Jogo são os “Genes”, representados por uma Fichas brancas que servem como moeda de troca para adquirir cartas e são colocadas sobre as Cartas da mesma fila, anteriores, que não foram escolhidas. (Lembre-se que elas estão em 2 filas). Você vai adquirindo Cartas e junto podem vir novas Fichas pra você utilizar.
A pontuação ocorre em determinadas situações e leva em consideração a quantidade de Genes que você possui na sua Espécie, quantidade de Animais e Aculturação de sua Espécie e é feito com a distribuição dos Tiles de Nichos que foram Extintos.
De uma forma geral, Bios Megafauna encontra-se num Grupo à parte, onde não comparo ele a nenhum outro Jogo, seja pelo Tema, pema Mecânica, ou seja lá o que for usado para fazer uma comparação.
Trata-se de um Jogo bem cruel para os Jogadores, pois perder Animais de uma hora pra outra durante uma partida já se tornou algo corriqueiro por aqui.
Existe algo muito maior por trás do Jogo, que é como o autor colocou o Tema “Evolução” de forma magnifica. Cada Carta jogada, equivale a 1 milhão de Anos e não é simplesmente colocar Genes como se estivesse colocando Flores em uma Floreira. Aquele Genes que acabou de entrar na sua Espécie levou 1 milhão de anos para ser incorporado ao DNA e passado aos descendentes, dando novas características à espécie. Adaptar-se nunca foi utilizado de forma tão satisfatória em um Jogo, como em Bios Megafauna.
A Caocidade existente nas Cartas e as incertezas de saber que sua espécie está bem adaptada nesta rodada, mas não ter a certeza disso na rodada seguinte é que faz este Jogo ser um pouco odiado pelos Jogadores. Você tem um controle parcial do que ocorre, mas nunca total.
Mas a Evolução não é exatamente isso ?   Ou vocês acham que estaremos discutindo Jogos pela eternidade ? Algum evento irá acontecer fazendo com que a Espécie Humana desapareça, sendo substituida por outras e outras e outras.
Bios Megafauna é uma preciosidade e para todos aqueles que amam Jogos com Temas muito bem encaixados, merece seu destaque. Não pelo Jogo em sí. Mas pela profundidade como os Eventos foram colocados e suas consequências sobre as Espécies.
Se você quer diversão, não está adaptado para jogar Bios Megafauna ! De diversão ele não tem nada !
Jogo altamente recomendado !
Abaixo, colocamos uma Série de Vídeos sobre Bios Megafauna !


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Autor: Wagner

Minha Primeira Modelagem

A peça da imagem tem 150mm de altura, não é para jogar, talvez numa partida de RPG no máximo. Por conta do desafio, durante este final de semana, resolvi tentar modelar esse ORC, tá ai  o cara!
 Agora falta pintar.

Sinceramente, altamente relaxante fazer isso ai.

Abraço!

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Autor: Hermes

TOP 3 : Jogos de Terror!

Depois de jogar mais uma partida do Mansions of Madness resolvi reescrever meu TOP3 de Jogos de Terror para poder incluir esse jogão. Com a chegada dele o divertido Mall of Horror perde o terceiro lugar, mas fica a dica de um jogo de zumbis diferente (e que recebeu uma reedição chamada City of Horror).

O terceiro lugar fica para o mais antigo de todos, Betrayal é um jogo que quando foi lançado era super original onde os jogadores começam explorando juntos a casa e num momento de virada do jogo um dele se torna traidor e recebe um objetivo enquanto os outros lutam por suas vidas.

O jogo foi relançado em 2010 e teve uma expansão lançada em 2016 que eu estou doido para conseguir. Se você ainda não conhece, corre atrás que ele é diversão garantida.

Chegou conquistando corações e deixando os jogadores insanos (pegou a referência??), o Mansions of Madnesse une a diversão eletrônica, com os áudios sombrios e musiquinhas de fundo, ao lúdico do tabuleiro, fazendo com que você fique ligadão nos textos de apoio.

Somado a produção da Fantasy Flight e ao efeito “máquina de fazer dinheiro” deles que garante várias expansões, módulos e coisas do gênero, o Mansions é daquele jogo pra vida toda.

Falem o que quiserem, mas a família Zombicide é o jogo definitivo para quem curte terror, zumbis e coisas do outro mundo, tem de tudo um pouco, heróis, abominações, dragões, helicópteros, catapultas, perseguições, zumbis rastejantes, cachorros zumbi, enfim, uma festa.

Já contando com três temporadas contemporâneas e indo pra segunda medieval, o número de referências a cultura pop é tanta que fica difícil de acompanhar, e por ter regras e jogabilidade simples, ele é uma porta de entrada para jogadores novos e uma diversão sem fim para os veteranos.

Acho que se você tem esses três na coleção, você é um cara de sorte e garantiu horas e mais horas de diversão sobrenatural para os seus amigos.

Eu que nem sou fã de jogos de terror!

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Autor: Carlos “Cacá”