Tablut !



Hoje vamos falar de um Jogo bem interessante: Tablut ! Se pesquisarem sobre este Jogo, irão encontrar também outras referências deste Jogo com outros nomes, bem mais complicadinho, como: Hnefatafl !  ou Tawlbyund ! 
O Tablut, que originalmente teria o nome de “Tafl”, tem suas regras preservadas graças aos escandinavos, daí deriva seu nome atual de “Jogo dos Vikings”.
Seu tabuleiro, bem como o número de peças e regras, podem ser diferentes, dependendo da região em que o jogo for pesquisado.
Os Tabuleiros podem ser de 9×9 casas como o Tablut, 11×11 casas como o Tawlbwrdd ou ainda num tabuleiro de 19×19 casas como  o Hanefatafl.
No geral as regras são muito semelhantes: O Rei, que se posta na casa central (O Konakis: Casa central do Tabuleiro. Esta casa só pode ser ocupada pelo Rei), defendido por seus Soldados, deve chegar a borda do Tabuleiro. Se for impedido pelos adversários e capturado, perde o jogo.
As regras teriam sido pela primeira vez anotadas por um cientista e antiquário sueco, de nome Linnaeus, no ano de 1732. A jornada de Linnaeus através da Lapônia, é por si só um feito digno de nota. Movendo-se a pé ou em pequenos barcos, ele viajou por 3.798 milhas (Mais de 6 mil quilômetros!) em incríveis 153 dias, numa média de 40 quilômetros por dia, o que, naquela época e condições, era sem dúvida um grande feito. Nessa viagem, fez anotações em sueco e latim, sobre plantas e flores, animais, peixes insetos, receitas culinárias, cerimônias de casamento, geologia, doenças e seus tratamentos e, obviamente, Jogos.
Enquanto na Lapônia, a fim de facilitar-se o transporte, o Tabuleiro era confeccionado como uma toalha, na Inglaterra este era feito de madeira ou metal, com peças feitas e presas de Leão marinho.
Retratando a batalha do “Rei Sueco” contra os “Moscovitas”, é um jogo com diferença de forças, onde os “Moscovitas” contam sempre com um número maior de peças.
As peças movem-se como a Torre do Jogo de Xadrez, isto é, não podem mover-se diagonalmente, mas somente em linha reta. O salto sobre uma peça adversária é permitido, sem que isso signifique a captura da peça, o que só ocorre se uma peça ficar “prensada” entre duas do adversário.
A regra da captura só é diferente para o Rei, que deve ser capturado pelos quatro lados ou três, se o Konakis formar o quarto lado.
O fato das peças moverem-se todas da mesma forma talvez possa ser explicada pelo modo de pensar dos Vikings. No século X, um mensageiro dos francos, encontrou-se com um navio Viking dinamarquês. Indagou destes, quem seria seu mestre. E obteve a resposta:”Ninguém. Somos todos iguais…”
O jogo é mencionado nas sagas nórdicas, nas lendas Irlandesas e até nas lendas sobre o Rei Arthur.
No século X o jogo era profundamente difundido no Pais de Gales, sendo jogado pela classe popular, com Tabuleiros simples de madeira, e pelos poderosos, com Tabuleiros ricamente trabalhados, de metais preciosos.
No ano de 1880, descobriu-se em Gokstad (proximidades de Oslo) um navio Viking, preservado por estar enterrado na lama. Ao que parece, este navio seria um “Navio mortuário”, e seu dono fez enterrar-se com um cão, utensílios de cozinha, e um Tabuleiro de jogos, certamente o Tablut.
De alguma forma. o “Jogo dos Vikings” é aparentado do Xadrez: É jogado num Tabuleiro quadriculado, sendo que não há influencia do elemento sorte. Vence o melhor jogador, aquele que melhor raciocinar sobre as possibilidades do Jogo.
Da mesma família de jogos, estão o “Raposas e Gansos”, além do “Singha” e suas variantes (Vacas e Leopardos, etc).

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Autor: Wagner

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Monster Lands – Second Gate Games

A editora catalã, Second Gate Games, apresentará um novo jogo na feira de Essen: Monster Lands.

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Image second gate games

 

Monster Land é um jogo da autoria de Víctor Fernández, Gorka Mata, Sergi Solé Pascual e Daniel Schloesser com ilustração de Enrique Fernández Peláez para 1 a 4 jogadores com mais de 12 ano e com uma duração aproximada de 60 a 120 minutos.

Em Monster Land, os jogadores assumem o papel de líder de um pequeno clã de guerreiros valentes, competindo para ganhar a coroa das Terras da Discórdia. Os jogadores irão entrar nos edifícios da Cidadela, o último bastião contra os monstros que invadiram o reino, mas também viajarão para o fora, nas áreas que cercam a Cidadela, onde lutarão contra monstros e reclamarão as terras para a Rainha.

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Image Víctor Fernández

 

No final do jogo, a coroa será entregue ao clã com a maioria dos Pontos de Vitória, que são obtidos acumulando glória, reputação, ouro e troféus pela vitória diante dos monstros.

Os jogadores usarão os dados para executar ações usando o mecanismo de worker placement. Na Cidadela, os dados permitem melhorar o clã, adquirindo ferramentas de caça, escudos, poções, venenos, mercenários e muito mais. O timming na colocação dos dados e o tipo de dados usados influencia não só o jogador que os usa como os adversários.

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Image Víctor Fernández

No exterior da Cidadela, os dados transformam-se em ferramentas de batalha. Os jogadores lançam-os em missões e batalhas para tentar derrotar monstros ou reconquistar terrenos. Há muitas oportunidades para manipular os dados e aumentar as hipóteses de sucesso. É impossível esperar que a sorte nos lançamentos chegue para resgatar a coroa, é preciso gerir os recursos com cuidado e planear adequadamente para alcançar a vitória.

É possível ler as regras em inglês –  AQUI. A editora tem anunciada a campanha de financiamento para dia 17 de outubro – AQUI.

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Autor: abruk

The Oracle of Delphi

Em Oracle of Delphi, Zeus estava de bom humor e resolveu dar um presente a um mortal que mostrasse seu valor realizando 12 trabalhos em seu nome.

A premissa do último jogo do Stefan Feld é essa e o jogo é uma corrida para ver quem consegue realizar os 12 trabalhos (que variam entre erguer estátuas, matar monstros, fazer oferendas e construir templos) antes dos oponentes.

Temos um tabuleiro modular e um tabuleiro individual, onde consultamos os oráculos (rolamos dados), colocamos nossas cartas de dano, vemos o nosso valor de escudo e vamos crescendo e adoração aos deuses para recebermos suas ações especiais.

O mapa central com vários pontos para se passar.

No tabuleiro principal, fica Zeus e nossos barquinhos, durante o setup inicial rolamos os dados de oráculos para sabermos quais cores poderemos utilizar na rodada e quais deuses subirão na sua escalada para conseguirmos posteriormente o seu poder especial.

Na sua rodada os jogadores podem realizar algumas ações, algumas sem relação com a cor tirada (como pegar cartas de oráculo, pegar favores dos deuses ou olhar duas peças de ilha escondidas) mas a grande parte das ações depende da cor tirada nos três dados.

Aí nós temos ações de movimento, explorar ilhas, construir templos, pegar ou entregar oferendas, pegar ou erguer estátuas, descartar cartas de dano, aumentar o nível de algum deus e lutar contra monstros.

Zeus tá de bom humor e quer dar presentinho pra geral.

Algumas das ações são bem simples, só a lutar contra monstros é que depende mais de sorte, pois gastamos um dado para escolher o monstro, e depois precisamos rolar um dado para ver se o derrotamos, baseado na força dele subtraído ao nosso valor de escudo.

Mas como em todo bom euro com dados, existem diversas formas de atenuarmos a ação caótica dos dados, para isso temos cartas de oráculo com cores definidas, no combate podemos tokens de favor para conseguirmos novas rodadas de batalha (enfraquecendo o monstro) e também usamos esses tokens para mudar a cor dos dados (seguindo um rondel).

No tabuleiro de cada jogador, consultamos o oráculo.

The Oracle of Delphi vai rodando dessa forma, com todos alternando turnos usando suas ações, até que o primeiro jogador consiga realizar os 12 trabalhos e volte ao encontro de Zeus, se ao final da rodada apenas um jogador tenha feito isso, ele é o vencedor, em caso de empate existem critérios para resolver isso.

Eu sou fã do Stefan Feld e estava muito curioso para jogá-lo, apesar de ser um jogo bacana, acho que ele é muito repetitivo e demora mais do que deveria (jogamos a versão curta com 8 trabalhos, o jogo fica ideal assim), vale para conhecer, mas não sei se esquenta estante não.

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Autor: Carlos “Cacá”

Batalhas históricas 3 – Waterloo!

É difícil comparar visto serem décadas ou séculos separando grandes personagens da história. Napoleão Bonaparte é sem duvida se não o maior, mas um dos melhores generais que já comandaram exércitos em todos os tempos. Tanto que as guerras napoleônicas, fazem alusão ao período da história onde este gênio militar fazia da guerra uma arte, a tal ponto de ser estudado e referenciado ainda hoje, 202 anos depois da batalha.

Idas e vindas, era 18 de Julho de 1815, cento e poucos dias  após ser enviado para o exílio em Elba, Napoleão desenvolveu seu exército na região de Waterloo, a meio caminho para Bruxelas, Bélgica atualmente.

A sua frente, lhe fazendo oposição, barrando o caminho o general inglês, Duque de Wellington, comandando um misto de tropas inglesas e europeias ( sétima coalizão). Jamais haviam cruzado armas. O inglês eté então havia confrontado os francesas, anos antes, na campanha da península, Espanha e Portugal, isso mesmo, tem haver  com a fuga dos reis de Portugal para o Brasil em 1808.

Wellington, tendo chegado ao campo de batalha antes, desenvolveu suas tropas sobre e atrás das colinas de Mont-Saint Jean, expondo apenas uma  parte de suas tropas. A chuva do dia anterior, tornava o campo um lamaçal, de modo que o ataque francês foi postergado até que o solo secasse, a ponto de permitir melhores progressões da tropas, isso ocorreu por volta do meio dia.

Para quem gosta do assunto, faça um exercício!….imagine você em sua casa no centro de um retângulo ( aproximadamente) de 9 x 5 km.  Agora distribua mentalmente 68.000  soldados ingleses e 74000 franceses neste espaço!…difícil imaginar não é!…. mas era o que aconteceu em Waterloo e em outras batalhas com exércitos em linha. Agora sem a comodidade das comunicações modernas, como você vai comandar e coordenar essa massa de soldados, sendo que havia bosques, construções, elevações e não era nem possível visualizar o todo do campo de batalha.

Mas era o que acontecia nestes campos de batalha. Ai reside o grande diferencial de Napoleão, ele havia anos antes reorganizado o exército francês, ele foi quem primeiro organizou tropas em divisões, de modo a tornar a massa de soldados mais manobrável. Ele foi o primeiro a formar um exército nacional, de modo a tornar os objetivos e motivos comuns mesmo para os soldados, isso não existia antes dele. Ele mantinha um estado maior, grande, era a garantia de que suas ordens chegassem a  quem deveria na hora certa, era assim que ele comandava, fora o fato de ser indubitavelmente um grande mestre tático, enxergar as oportunidades ou então cria-las, era assim que ele superava seus adversários, prova são suas vitórias e ser ainda hoje referência militar.

Mapa do campo de batalha, bem como manobras executadas.


Bom, Napoleão atacou, suas tropas avançaram com dificuldade, penaram ante a obstinada resistência dos ingleses, Papellote, Hougmount  Mount Saint Jean, são nomes que ficaram na história desta batalha, por conta da  luta encarniçada pelo seu controle. Em Papellote, tomada pelos franceses, o contra-ataque da aliança, retomou a posição, fato que  levou a famosa carga de cavalaria inglesa, que por sua vez  terminou em desastre pela intervenção dos couraceiros francesas ( cavalaria pesada francesa).

Então pelas 15 horas, um novo exército se aproximou pelo flanco direito francês. Napoleão a princípio imaginou as tropas de Grouchi, que perseguia o batido exército prussiano após a batalha de Liege, um dia antes. Mas não…era o parte do exército prussiano com 40.000 soldados despejados no flanco francês. Dai apesar da presença da velha guarda de Napoleão, não foi possível resistir, muito menos vencer.

Terminava assim uma das batalhas mais famosas de todos os tempos, junto com a batalha terminava também a era napoleônica. O mito, falece três anos depois  na Ilha de Sta. Helena, sob custódia britânica, como sempre, muitas especulações sobre sua morte.

Icônico não é! Tem oito jogos que tratam dessa batalha, veja a lista.

Waterloo, Napoleon last Battle (20002)
Wellington´s victory: Battle of Waterloo (1976), com segunda edição em 2015.
The Battle of Waterloo (1994)
The Battle of Waterloo (1975)
Waterloo 1815, Napoleon last Battle ( 2016)
Battle of  Waterloo: Hougoumout 1815 AD (2006)
Battle of Waterloo, a game for two, three our four Players ( 1895)

Observe a data do último, 1895, (imagem ao lado, um point to point). Entre os jogos, tem um que chamou muita atenção, Waterloo 1815, cuja complexidade é indicada 5. Tem que ser bom para chegar nesse patamar, visto a maioria ter  peso 3 para mais ou menos.

Um bom jogo que reflita e simule muito do que ocorreu durante aquele dia, poderia talvez responder a pergunta que jamais será respondida, se retirar o elemento prussiano da batalha,  quem venceria???  na minha opinião Napoleão.

Abraço!

Ref, BGG.

Veja também, Batalhas históricas 2, Kursk

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Autor: Hermes

Materiais para utilização em Jogos !

Tempos atrás, fizemos algumas postagens aqui no Blog, sobre Materiais que podem muito bem serem utilizados em Jogos, principalmente Versões Caseiras ou mesmo fazendo parte do processo de Criação e Protótipos:
Hoje estamos repetindo o Tema, pois recebemos diversas doações de Materiais realmente interessantes e embora muitos deles sejam os mesmos da postagem anterior, mostra o quanto podemos aproveitar, já que normalmente eles vão para o Lixo.

Quem acompanha nosso Blog, sabe que sempre procuramos incentivar a confecção de Jogos Caseiros utilizando Materiais alternativos, principalmente Tampinhas dos mais variados tipos.




Reutilizar estes Materiais abre as possibilidades, pois existem aos montes por aí, com várias formas e cores e basta dar uma atenção especial a eles e teremos excelentes Materiais para os mais diversos Jogos e Brinquedos. E o mais importante: A um Custo zero ou bem próximo disso.




A propria “criação” já faz parte do Lúdico, pois é preciso muitas vezes adaptar-se com o que você tem nas mãos, mas enganam-se quem pensam que os resultados não são satisfatórios.

A quantidade de Material que é jogado fora diariamente nas grandes Cidades é um desperdício, pois dentre estes Materiais, existem aqueles que poderão muito bem serem utilizados em Escolas ou mesmo em Grupos mais carentes da Sociedade, fazendo assim com que todos tenham acesso a Jogos e Brinquedos bem interessantes.




É claro que não estamos falando aqui em “qualidade”, comparado aos Jogos e Brinquedos originais vendidos nas Lojas, mas com a adaptação, chega-se a um resultado lúdico idêntico, pois o que importa em um Jogo é saber como ele funciona.




O “Jogar” em sí, independe da qualidade dos Componentes, pois existe a Estrutura central de como tudo funciona. Incorporada nesta Estrutura central vem os Componentes mais elaborados, como Peças plásticas, Tiles, Tabuleiros que primam pela qualidade e que enchem os olhos daqueles que olham para a mesa. Mas esta incorporação, embora seja muito interessante para o Jogo, pois coloca o Tema de forma mais real, não altera em nada as Regras.




E é justamente nas Regras que fixamos nossos olhares quando queremos fazer ou criar algum Jogo. Para aqueles que vão produzir e vender Jogos e Brinquedos, incorporar aspectos de beleza é muito interessante e muitas vezes é parte essencial para que alguém compre ou não determinado Jogo, independente das Regras. Mas procuramos focar aqui o outro lado que é você ter as Regras em mãos e adaptar o Jogo com estes Materiais que estamos tratando aqui. 




Com isso você acaba tendo um Jogo de excelente qualidade quanto às Regras, utilizando Materiais praticamente a Custo “zero”. Desta forma, você acabará por colocar um Grupo de pessoas que não teriam oportunidade de Jogar determinado Jogo importado, por exemplo, dentro deste nosso mundo de Jogos.




Nesta postagem, apresentamos inúmeros Materiais que recebemos e que serão transformados, em sua grande maioria,  em Jogos de Tabuleiro.




Com isso, estamos cumprindo nosso propósito do Blog, que é buscar sempre  o alternativo, mas sem perder o lúdico, que é parte esssencial de todo este processo.



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Autor: Wagner

Jogo bom tem que ser divertido?

Jogo de tabuleiro é pra divertir e entreter.

Outro dia alguém da fanpage da Boardgames Brasil levantou a bola sobre se todo jogo para ser bom tem que divertir, achei que valia escrever um pouco sobre isso e eis aqui minha opinião sobre o assunto.

Vamos partir do princípio de que as coisas que me divertem, não necessariamente vão divertir outra pessoa, passando isso pros jogos tenho vários exemplos de amigos que se divertem fazendo contas, pensando em probabilidades e outros que simplesmente se divertem em destruir a base inimiga.

Tendo isso como pensamento, o que podemos chamar de diversão nos jogos de tabuleiro?
 

Imagem & Ação, me divertiu por anos, hoje já não mais.

Desde tempos imemoriais, os jogos de tabuleiro são um instrumento de entretenimento, tanto para as crianças, quanto para adultos, e trazendo para minha realidade, já me diverti muito com WAR e Imagem & Ação, que hoje já não me divertem mais.

Nos jogos modernos vejo mesas se divertindo horrores com Munchkin, e ele é um jogo que me irrita profundamente, já outro dia passei quase 5 horas jogando Twilight Imperium 4ªed. me divertindo pra caramba.

Mas você vai dizer que são jogos totalmente diferentes, que não dá pra comparar se são bons e divertidos, então eu vou te dar dois exemplos : Caylus e Agricola.

Agricola é muito mais que Caylus (mas há quem conteste).

Ambos são worker-placement “raiz”, só que uma partida de Agricola me diverte, eu termino uma partida dele querendo jogar de novo, enquanto eu não consigo jogar Caylus mais, o jogo me deixa entediado e torcendo para que acabe logo, mas não tiro o mérito dele.

O lance é que o jogo pode ser bom sem ser divertido, acontece muito, MAS pra mim jogos que divertem terão sempre primazia na hora de escolher uma partida, sendo assim é certo que eu vá sentar numa mesa de Pablo ao invés de uma de Tigris & Euphrates, mesmo sabendo que esse segundo é um jogão, mas pra mim ele é chato que doi.

Então, depois de escrever um monte, a minha resposta para o amigo do Face : Jogo bom deve ser divertido pra quem joga, a experiência tem que ser boa, se ele não for divertido pra ninguém com certeza ele não será bom.

Mas nem sempre todos se divertem jogando.

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Autor: Carlos “Cacá”

Velharia, Jaipur.

Esse é um daqueles jogos muito tranquilos, para apenas dois jogadores, no papel de negociantes de mercadorias como sedas, ouro, rubis, couro entre outros….ahhh sim dromedários também. Obra de Sebastien Pauchon, indicado para jogadores a partir dos 12 anos (exagerou), jogado em 30 minutos numa melhor de três partidas.

Jogo de cartas, além delas os componentes são um grupo de marcadores, conforme cada tipo de mercadoria, variando com mais peças para as mercadorias mais comuns de menor valor, para menos peças como rubis e ouro, cujo valor é maior. Cada pilha é separada por tipo e valor quando for o caso, além de peças bônus por fazer trocas de mercadorias, misture bem.

Na sua vez embaralhe as cartas, separe inicialmente 3 dromedários para compor o set inicial de mercadorias no mercado (cartas abertas no centro da mesa), cada jogador recebe então 5 cartas e duas mais, são abertas ao lado dos dromedários no mercado central.

Jogar é comprar carta do mercado ou vende mercadoria para o mercado (banca), em troca dos marcadores descritos anteriormente. Ao vender 3, 4 ou 5 mercadorias, recebe um dos bônus equivalentes, em cujo verso, ocorre pontuação extra e variada.

Se houver dromedários no mercado, é obrigado a levar todos para sua mão, aliais abertos na mesa a sua frente. Estes bechenos, tem lá sua função e ao comprar,  podem ser trocados por mercadorias no mercado. Ao final do mão, o jogador com mais cartas de dromedários, recebe um bônus extra.

Basicamente é isso, compra carta, vende carta, e a sacanagem fica por conta de empurrar dromedários para o mercado, notar que mesmo assim conta na pontuação final.

O jogador que ganhar duas mãos seguidas vence, ou então a melhor de três partidas.

Jaipur, jogo de 2009, é tranquilo, rápido, fácil de aprender, bom para jogar nos finais de noite, ou enquanto alguns esperam outros alguns, que não chegaram ainda para a jogatina.

Fica a dica para quem não conhece. Antes que esqueça, velharia!….figura de linguagem , bom jogo.

Abraço!

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Autor: Hermes