Azul

Numa época onde temos jogos abarrotados de informações, com várias formas de pontuar, regras gigantes e complexas, um autor da velha guarda nada contra a corrente e lança Azul, um abstrato lindo, elegante e brilhante.

Em Azul os jogadores precisam colocar seus ladrilhos numa matriz de 5×5 e para isso tem que ir às “fábricas” de azulejos para conseguir pegar as cores desejadas e assim pontuar.

Na sua fase o jogador da vez vai a uma das fábricas ou ao centro da mesa, escolhe uma das cores disponíveis, pega todos os azulejos daquela cor, se foram pegos das fábricas, as cores restantes vão para o centro da mesa.

No início do jogo as fábricas e o centro
da mesa ainda vazio.

Uma vez que você pegou os azulejos, precisa coloca-los no seu tabuleiro, para isso você vai escolher uma das linhas (que variam de 1 a 5 espaços) e põe suas peças ali.

Caso você pegue mais peças que a quantidade de espaços, esse excedente vai para o “chão” do tabuleiro, caso você pegue menos do que a linha escolhida pode completar depois.

O grande lance aqui, é que após todos os azulejos serem comprados pelos jogadores, vem a fase de pontuação, e você só consegue habilitar as linhas completas para pontuar.

No seu tabuleiro, as linhas que e a matriz 5×5.

A linha completa manda seus ladrilhos para a matriz de 5×5, colocando a peça no lugar certinho referente a cor escolhida, a pontuação vai depender da quantidade de outros ladrilhos adjacentes na mesma linha e coluna que essa nova peça tocar.

Como a maioria das linhas cabem mais de um ladrilho, as peças excedentes vão para o “cemitério dos ladrilhos”, você só vai ficar com uma delas, e posteriormente elas vão acabar entrando nas fábricas novamente.

O jogo evolui dessa forma até que algum dos jogadores complete uma linha de azulejos, disparando o final do jogo, que ainda tem pontuações de linhas completas, colunas completas e para quem conseguiu colocar as 5 peças da mesma cor.

Produção linda demais para um jogo incrível.

Como já disse lá em cima, Azul é brilhante. É daqueles jogos que você aprende rápido, mas demora pra dominar, tem aspectos muito inteligentes e como se tudo isso não bastasse, ainda é lindo DEMAIS, e a Galápagos trouxe para o Brasil em edição limitada.

É realmente impressionante ver que o Michael Kiesling (que é co-autor de clássicos no nível do Tikal e do Torres) consegue surpreender com um jogo enxuto e tão bom como é o Azul, pra mim grandes chances dele colocar mais um Spiel des Jahres na coleção.

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Autor: Carlos “Cacá”

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