FREAK: uma board game shop “lendária” de Tel Aviv (Israel)

Eu nunca imaginei que um dia fosse viajar pra Israel na minha vida. No entanto, a convite da Paneurópska vysoká škola (universidade que estudei na Eslováquia) vim participar de uma série de eventos e palestras nesse belo lugar. Logicamente, quando estava preparando as coisas para a trip fui dar uma pesquisada e descobri a FREAK que, como indica o cartão da loja, é um “legendary place“.

Olha, que senhora loja. Os caras tem um mezanino gigante cheio de produtos e ampla variedade de itens (além dos jogos há camisetas, armas para cosplay medieval, dados etc.). Em Tel Aviv todo mundo fala inglês e o atendimento dos caras foi excelente; me contaram, inclusive, que possuem muitos clientes brasileiros que moram no local. Há espaço para a galera jogar, tem uma mini lanchonete e até um trocador para quem quiser experimentar camisetas. Segundo a atendente o hobby de colecionar/jogar board games e card games está crescendo vertiginosamente (ela usou essa palavra) na cidade; disse que o Magic ainda é um favorito de muita gente, mas o público é grande para os jogos de tabuleiro também. Tem só um grande problema: a maior parte dos jogos está em Hebraico. Achei uns três jogos que queria, mas dependiam de texto e não estavam disponíveis em inglês. Uma pena.

Mas a cidade é realmente incrível. Clima bom, moderna e bem diferente. Valeu a experiência!

Seguem fotos do local:

Também tive a oportunidade de conhecer Jerusalem. Que lugar fantástico. Compartilho duas fotos do local e aproveito para relembrar um post de 2010 sobre o game Jerusalem. A primeira foto é no muro das lamentações e a segundo no Golden Dome.

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Autor: VINCE VADER

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The Mind

Essa semana quando saíram os indicados ao Spiel des Jahres desse ano, com o Azul no páreo achei que ia ser uma barbada, mas assim que comecei a “cantar a pedra”, dois amigos falaram pra mim que esse ano ganhava o The Mind.

O autor, o austríaco Wolfgang Warsch, impressionou com 3 indicações, mas seria o jogo realmente isso tudo? Fui atrás das regras para ver como essa “maravilha” poderia desbancar o meu queridinho desse ano.

Bem, o jogo é composto por um deck de cem cartas, numeradas de 1 a 100, além disso temos marcadores de vida e de estrelas e um deck com a numeração das fases, indo de primeira até a décima segunda.

 O lance é baixar as cartas na ordem,
sem se comunicar com os outros.

As regras do jogo são simples, na fase 1 cada jogador vai receber UMA carta, de posse dela, existe um momento de concentração, onde os jogadores põe a mão na mesa indicando assim que o jogo está no modo pausado, quando todos tirarem a mão da mesa, o jogo prossegue.

Os jogadores então precisam colocar as cartas que tem na mão em ordem crescente, só que não pode haver nenhum tipo de comunicação entre os jogadores, tipo, NADA.

Se um jogador baixar a carta, e esse for a menor entre todas, o jogo continua, caso alguém tenha uma carta menor que a jogada, perde-se uma vida, e continuamos a fase à partir da carta jogada até que todos tenham baixado sua mão e assim passamos para a próxima fase.

 Se fizer certinho, passa de fase.
Se errar, perde vida e tenta de novo.

O número da fase, determina a quantidade de cartas que cada jogador irá receber, com isso na fase 2 cada um recebe duas cartas, na fase 3, três cartas e assim por diante, até a fase final, que vai depender do número de jogadores.

Bem o jogo é só isso, tentar adivinhar a ordem das cartas, mitigando a sorte com as estrelas e as vidas para tentar ir mais longe, mas agora vamos conversar sobre a experiência The Mind.

O que tá chamando atenção do jogo, e fazendo com que ele esteja dividindo tanto as opiniões assim, é que ele acaba sendo mais que um jogo, ele funciona como uma dinâmica de grupo.

Na minha primeira partida (em três jogadores), nenhum de nós estava muito afim de dar uma chance pra ele, jogados usando as regras ao pé da letra, e mal olhávamos uns para os outros, chegamos na terceira fase mas a experiência foi muito ruim.

É um jogo que tá dividindo opiniões, com certa razão.

Já hoje joguei com um outro grupo, dentre eles um dos amigos que defende o brilhantismo do jogo, e foram duas partidas seguidas muito mais engajadas, com tensão na hora de quem baixar a carta, muitas pausadas, gastando as estrelas de forma estratégica.

Enfim, o jogo melhorou consideravelmente, você tem que adaptar um pouco a regra de “silêncio absoluto”, aí o jogo fica muito mais interessante, mas não é um jogo que mereça estar concorrendo ao Spiel des Jahres (se ele ganhar do Azul, eu vou fazer piquete em Essen).

The Mind é daqueles jogos que vão dividir (muito) as opiniões, mas se você estiver no espírito, com uma mesa na mesma sintonia, vale testar, e pelo preço que ele está lá fora (menos de 10 euros), vai ser um dos jogos mais falados do ano com certeza.

 Caixa pequena, regras simples e “buzz” :
Pode ser o grande azarão no Spiel des Jahres

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MIND ALONE: meu novo game mobile já está disponível para download!

Esse post é pra divulgar uma boa novidade: saiu hoje meu novo game mobile. Quem acompanha meus posts aqui sabe que eu sou fã de indie games e experimentos lúdicos. Eu curto jogos clássicos, mas aprecio umas esquisitices também (tanto no digital quanto no analógico).

Nesse post eu gostaria de compartilhar meu último experimento lúdico que criei e lancei junto com a empresa Sioux: trata-se do game mobile MIND ALONE.

MIND ALONE é um experimento. É o primeiro jogo de uma trilogia sobre uma personagem presa em sua própria mente. Ela precisa escapar desse labirinto e, para isso, precisa solucionar puzzle criados somente com textos que são suas memórias. Cada solução faz a narrativa avançar para uma memória mais recente.

Dá uma sacada no trailer:

O jogo ainda está sofrendo pequenos ajustes e, provavelmente, terá mais puzzles brevemente. Como um diferencial, ele usa diferentes features dos smartphones para criar a solução dos quebra-cabeças.

O download é gratuito e está disponível para Apple e Android. Baixe, jogue e dê seu feedback! Espero que gostem da estranheza. Seguem algumas imagens de telas do game:

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Lorenzo, Il Magnifico

Em Lorenzo – Il Magnifico, somos famílias influentes que durante a Renascença precisam ganhar pontos de prestígio para assim serem a família que mais chama a atenção na Itália.

Durante o setup, cada jogador recebe um player-board, quatro trabalhadores, onde três são referentes a uma das três cores dos dados que são a alma do jogo e o último é um coringa, e alguns recursos e no tabuleiro principal, abrimos 3 cartas para a Igreja, que serão tributos que precisaremos pagar para não termos desvantagens durante o jogo.

O jogo se desenvolve durante três períodos de duas rodadas cada (num total de 6 rodadas de jogo).

 No tabuleiro principal, os locais onde podemos ir.

No início de cada rodada, são abertas as cartas de desenvolvimento em quatro colunas distintas, depois disso o jogador da vez rola os três dados coloridos e os coloca no espaço reservado a eles no tabuleiro, e à partir daí os jogadores realizam turnos com seus trabalhadores para realizarem ações.

O grande lance do Lorenzo, é fazer uma maquininha de pontos funcional para que você consiga recursos, para com eles pegar mais cartas, para com elas gerar mais pontos, e para isso você vai pegar um dos seus trabalhadores, colocar nos espaços de compras de cartas que são dividiras em territórios (que vão te dar recursos), construções (que vão te dar pontos e dinheiro), personagens (que te dão algum tipo de melhoria) e campanhas (que de dão pontos).

 Já no tabuleiro de cada jogador, onde vamos colocando as
cartas para a nossa “maquininha” de funcionalidades.

A sacada dos dados é bem inteligente, os locais tem numerações, mas que não são ligadas às três cores dos dados, só que os trabalhadores sim, esses são ligados às cores, então se você usar o valor de uma cor, não poderá ir no mesmo espaço já utilizado com outra, e à menos que use o coringa ou saiam dois valores iguais nos dados coloridos, dificilmente conseguirá usar o mesmo valor mais de duas vezes.

Mas, para não deixar o jogo travado, você pode mitigar isso, com as cartas, e também com o uso de serviçais, que são um tipo de recurso e você usa para adicionar pontos aos dados, sendo assim, um dado de 3 pontos, mais um serviçal somam 4 pontos.

 O lance dos dados e como eles funcionam, é brilhante.

Outra coisa bem legal no Lorenzo, são os finais dos períodos, onde precisamos pagar tributos a igreja ou então teremos as penalidades aplicadas durante o resto da partida.

Lorenzo – Il magnifico, é um jogo bem inteligente, tá com a produção caprichadíssima (a Meeple BR não costuma vacilar nesse quesito) e é um daqueles bons euros para se ter na coleção, pois une diversão e estratégia na dosagem ideal.

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Autor: Carlos “Cacá”

Wargamers do Brasil, olha ai a quantas anda.

Tem tempo que isso foi feito, e ainda esta disponível para cadastro. Aos interessados em jogos de guerra,  podem por meio deste mapa, localizar outros jogadores, grupos, clubes de jogos de guerra, com informações sobre o modo de fazer contato e quem sabe organizar eventos a exemplo do ItaipaWARS, com duas edições já realizadas.

Clique AQUI para acesso ao link.

Abraço!

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Autor: Hermes

Pulsar 2849

Prestes a chegar ao Brasil pelas mãos da Devir, Pulsar 2849 foi um dos destaques em Essen no ano passado e é um jogo espacial onde usamos seleção de dados para explorar planetas e pulsares para assim conseguirmos ao final ser o jogador com mais pontos.

No início do jogo, cada jogador recebe anéis para serem colocados nos pulsares descobertos, uma árvore tecnológica para ir recebendo vantagens durante a partida e vários marcadores para serem colocados nos planetas.

A mecânica básica em Pulsar 2849 é seleção de dados. No início de cada rodada uma série de dados é rolado e alocado no mostrador, é feito um cálculo para se descobrir a mediana, pois isso será importante na movimentação da trilha de iniciativa e na trilha de engenharia.

Os sistemas ainda pouco explorados.

Partindo do jogador inicial, cada jogador vai pegar dois dados para usar em sua rodada, a escolha é tipo bate e volta, então o primeiro jogador vai escolher o primeiro e o último dado, e ao escolher esses dados, de acordo com a posição mediana, vai se mover pra frente ou para trás na trilha escolhida.

Depois da fase de escolha dos dados, começam as ações propriamente ditas, e nela o jogador paga com os dados escolhidos para voar pela galáxia e assim descobrir pulsares, construir os transmissores de energia, estudar tecnologias tanto na sua própria base, quanto na trilha pública que vai abrindo melhorias turno a turno.

 As techs que os jogadores disputam e servem também
como contador de rodadas.

A parte de movimentação do jogo é bem legal, você escolhe o dado, anda a quantidade de pontos indicado e sempre que passar por planetas, pode colocar um marcador nele, mas ao parar num planeta além de colocar seu marcador, ainda ganha o bônus indicado.

Com os pulsares funciona parecido, mas você só coloca o anel ao terminar a movimentação em um espaço de pulsar, que mais tarde pode render pontos com os girodinamos.

No final da oitava rodada, a partida termina e uma série de coisas vão te dar pontos, como cumprir os alguns ou todos dos três objetivos públicos, quantidade de planetas com presença, algumas tecnologias, e o jogador com o maior somatório é o vencedor.

 Planetas descobertos e pulsares esperando seus girodinamos.

Pulsar 2849 é um jogo gostoso, apesar de usar muito os dados, tem formas de mitigar a sorte e também tem sempre ações disponíveis com as numerações, então dificilmente você vai ficar reclamando da sorte, e acima de tudo é um jogo bem inteligente.

Mereceu o destaque que teve em Essen e com certeza é uma ótima aquisição para o nosso mercado, que particularmente curte bastante jogos com seleção de dados.

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Autor: Carlos “Cacá”

Scratch Wars

Bom, este aqui é mais um que vai entrar na prateleira de “elementos inusitados” da minha coleção. Scratch Wars é um card game originário da República Tcheca que possui alguns diferencias bastante interessantes, sobretudo para usar em aulas de game design e marketing de games. Vamos falar um pouquinho de cada um dos aspectos interessantes desse jogo.

Primeiramente vamos falar um pouco sobre o nome do game: Scratch Wars. O “scratch” do título, que pode ser traduzido como “arranhado” ou “raspado” tem a ver com o fato que todas as cartas de personagens e armas do jogo veem com a mesma cobertura e você precisa – literalmente – arranhar igual a uma raspadinha para descobrir o que tem por baixo. Algumas das razões disso: 1) é um diferencial pitoresco para o produto; 2) acaba com a necessidade de ter um envelope de booster (as cartinhas são vendidas soltas). Olhem só o processo de descobrir o que eu tirei no meu starter pack (que vem com uma espécie de palheta de guitarra para arranhar mais uniformemente).

O game em si é muito simples: cada player escolhe um guerreiro (e o game tem um sistema de recombinação que oferece milhares deles em milhares de cartinhas) e até 5 armas. Guerreiros são uma cartinha normal e as armas são círculos destacáveis como da figura anterior. Agora, um diferencial interessante do joguinho é o sistema de combate. Cada jogador coloca um “aro” de arma em um stick (que é o mesmo usado para marcar vida do personagem) e gira; onde para é o dano/poder que irá afetar o adversário. Olha o vídeo a seguir:

O game tem uma série de desdobramentos em aplicativo e site. É possível digitalizar as cartas para jogar usando o smartphone (e não ter que carregar sua coleção). A parte triste é que o app só está disponível na República Tcheca.

Bem curioso e divertidinho. Para quem quiser conhecer o site oficial, clique aqui.

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Autor: VINCE VADER