Leilão Desbussolando o armário

Esse mês resolvi começar o processo de desapego. Depois de tantos anos, a gente cria um carinho com cada caixinha de jogo no armário, sabe exatamente o motivo de cada uma estar ali. Mas a vida é um ciclo, e temos que fazer girar. Então, que esses jogos que proporcionaram tanta alegria aqui, cumpram sua função na casa de outros desbussolados ao longo do país.

Preparei uma lista de doze jogos que incluem O Krosmaster Arena Edição de Colecionador com 28 MINIATURAS, Edição de Colecionador do The Witches (Martin Wallace, série Discworld), tem dois jogos da dupla Michael Kiesling e Wolfgang Kramer, tem “out of print” do Reiner Knizia, tem jogo do meu lindidnho Michael Menzel <3, tem jogos novos e jogo autografado. Uma lista de respeito. :)

O leilão está rolando no site do Ludopedia e encerra na manhã do dia 01 de fevereiro. LINK AQUI.

01) THE SWARM
O mundo está de frente a uma catástrofe ecológica causada por vidas marinhas de formas desconhecidas. Cada jogador representa uma nação enviando seus cientistas para confrontar a ameaça.
Baseado no romance de Frank Schätzing, é uma continuação da linhas de jogos baseados em literatura da Kosmos, adaptado pela dupla alemã Michael Kiesling e Wolfgang Kramer, criadores de vários clássicos como El Grande e Tikal.
Um jogo de premissa aparentemente simples para o que estamos acostumados da dupla K&K, mas que esconde um quebra-cabeças entremeado de estratégias. Ao contrário de outros grandes autores de boardgames que perdem a mão ao adaptarem obras literárias, The Swarm vem provar a qualidade intrínseca a dupla K&K, e o talento em se utilizar sempre de novas mecânicas em seus jogos.

Review completo do jogo: http://desbussolados.blogspot.com.br/2013/07/the-swarm.html
Condições do jogo: Usado, jogado apenas uma vez, muito bem conservado.
Extras: cartas com sleeves

DÊ SEU LANCE!



02) TORRES
Torres é um jogo abstrato de administração de recursos e movimentação tática de peças. Os jogadores podem construir castelos e posicionar seus cavaleiros de maneira a atingir a maior pontuação em cada turno.
Outro sucesso da dupla alemã Michael Kiesling e Wolfgang Kramer, Torres foi lançado em 1999 e continua fazendo sucesso, tendo ganhado novas reimpressões.

Condições do jogo: Usado, componentes bem conservados, caixa com desgaste laterais e marca de adesivo na frente.

DÊ SEU LANCE!



03) THE WITCHES: A DISCWORLD GAME

EDIÇÃO DE COLECIONADOR!
Segundo jogo da franquia literária Discworld, pelo autor inglês Martin Wallace. Depois de Ankh-Morpork, é a vez de The Witches. The Witches pode ser competitivo, cooperativo ou solo.

Condições do jogo: Usado, jogado apenas uma vez. Muito bem conservado. 
Extras: 
-cartas com sleeves
-miniaturas de metal
-saquinho de veludo
-pôster gigante
Atenção: duas miniaturas vieram com defeito.

DÊ SEU LANCE!


04) DREAM FACTORY
Luzes, câmera, leilão! Quem nunca sonhou em ir a Hollywood rodar seu próprio filme, disputar a tapa as maiores estrelas do momento, ter aquele diretor cult ao seu lado, e rodar filmes como “Henry Putter and the hole-in-one”? Não, você não leu errado. Dream Factory é um jogo do campeão de títulos Reiner Knizia, que satiriza as produções e astros americanos neste set coletction com leilões.
Este é, na realidade, um jogo repaginado. Anteriormente publicado como Traumfabrick e Hollywood Blockbuster, a versão dos anos dois mil, Dream Factory, trouxe outro ar ao jogo. As anteriores trazem fotos dos artistas clássicos da era de ouro do cinema, preto e branco, esta, traz caricaturas divertidas e coloridas. Cabe ao jogador decidir qual prefere, mas as regras são as mesmas.

Os pontos forte são a simplicidade e a as paródias com os filmes, diversão à parte adivinhar qual é o nome original, ou rir com as caricaturas de Steve Spellborg ou Penn Élopé Rouge entre tantos outros. É definitivamente um jogo famíliar, para iniciados ou não no mundo gamer.

Review completo do jogo e regra em português: http://desbussolados.blogspot.com.br/2012/12/dream-factory.html
Condições do jogo: Usado, muito bem conservado.
Jogo out of print

DÊ SEU LANCE!


05) WITCH’S BREW
Jogo de blefe, divertido! Cada jogador tem um deck de cartas com vários papéis e deve escolher cinco deles para usar naquela rodada. Cada papel lhe dá uma vantagem para conseguir fazer as poções que lhe dará pontos de vitória. A questão é, quando um jogador anuncia ser um personagem, para que possa ganhar o prêmio, nenhum outro pode reivindicar esse papel, caso alguém o faça, o primeiro perde todos os privilégios. Mas, se o segundo for bonzinho, pode dizer “que seja!”, fica com um prêmio menor, mas não sai de mãos vazias. Não preciso dizer que quase ninguém dizia isso, todos na ganância querendo o prêmio principal.

Condições do jogo: Usado, bem conservado. Caixa gasta nas bordas.
Extras: 
– três expansões (6º jogador, amuletos, poderes mágicos)
– cartas com sleeves. 
Jogo out of print

DÊ SEU LANCE!

06) ATLANTIS
Quem já acompanha nossas resenhas desbussoladas sabe que tenho uma queda grande por jogos de arqueologia, exploração, e pelo designer Michael Menzel. Reza a lenda de Platão, que a mitológica ilha de Atlântida era repleta de tesouros e uma cultura evoluída. Seguindo essa premissa, a ilha berço de inúmeras fantasias, livros e filmes, também inspirou jogos, e é o tema de hoje.
O jogo do italiano Leo Colovini é, tal como Carcassonne, de regras simples, mas que, dependendo dos jogadores, pode render uma boa diversão em família ou uma verdadeira batalha entre os amigos. Ideal para se jogar com faixas etárias distintas e iniciar as crianças. As belas ilustrações de Menzel lhe encherão os olhos e a imaginação.
Funciona muito bem com dois jogadores, e torna-se muito competitivo com quatro.

Review completo do jogo e regra em português:  http://desbussolados.blogspot.com.br/2012/08/atlantis.html
Condições do jogo: Usado, muito bem conservado. 
Extras: Cartas com sleeves


DÊ SEU LANCE!

07) CLOUD 9
Jogo leve, lúdico e divertido, onde os jogadores devem decidir quando permanecer ou sair do balão, antes que ele caia, e marcar pontos. A cada turno, um dos jogadores é o piloto e responsável por continuar com a trajetória  ascendente do balão. 
Divertidíssimo, o jogo tem seus momentos de tensão, quase chegando ao topo das nuvens e caindo por falta de cartas. 

3ª edição multilingue (2009)
Condições do jogo: Usado. 
Extras: Cartas com sleeves


DÊ SEU LANCE!

08) KROSMASTER ARENA
ITEM DE COLECIONADOR!!!
No estranho mundo de Hormonde, perdido nas  profundas dobras do tempo, os Demônios das Horas encontraram um hobby digno de seus corações cruéis … a Arena! Guerreiros de todas as idades e terras são escravizados e devem lutar por suas almas tendo a chance de se tornar o campeão supremo.

Review completo do jogo: http://desbussolados.blogspot.com.br/2013/11/krosmaster-arena.html
Condições do jogo: Usado, jogado apenas uma vez, muito bem conservado.
MUITOS EXTRAS: 
* 28 miniaturas, sendo: 

-Bad Aboun
-Remington Smisse
-Maskun John
-kassius Kaos
-Bill Tell
-Jems Blond
-Lil Healey
-Ally Mczeal
-Srammy
-Oscar Kass
-Coa Gulary
-Anna Tommy
-Makum Bah
-Fern Sock’em
-Naz Rael
-Percimol
-Drop Night
-Flame Night
-Queen of the Tofus
-King of the Gobballs
-Ruel Stroud
-Yugo
-Argon Gass
-Nox
-Goultard the Barbarian
-Percedal
-Amalia
-Evangelyne
* ACOMPANHA caixa para armazenas e transportar as miniaturas (foto)
* 2 sets de dados especiais
* moedas douradas
* caixa organizadora de tiles e itens
* cartas com sleeves

* 9 tabuleiros extras
* pôster com as miniaturas

DÊ SEU LANCE!

09) SHAZAM
“Uma sombra sinistra atravessa os corredores do castelo e desaparece entre as árvores. Algumas horas depois, o reino acorda desolado. A princesa Elizabeth fora sequestrada por Torak, o feiticeiro maligno!
Desesperado, o Rei Cornellius reúne seus mais destemidos cavaleiros e o mago Shazam e ordena-lhes a missão: Encontrar a princesa e trazê-la de volta ao lar, antes que seja tarde demais…
  
Shazam possui uma estrutura diferente. A partida divide-se em duas partes distintas. Na primeira os cavaleiros, designados pelo rei, saem em busca de quatro artefatos: mapa, espada, chave e antídoto. Para encontrá-los os jogadores compram pistas e informações em diversas cidades do reino. Na segunda parte os jogadores utilizam esses valiosos itens e mais a ajuda de alquimistas para vencer quatro “provas” e resgatar a princesa!”
 
Quinto volume da coleção MS Jogos, do autor paulista Marcos Macri.
 
Condições do jogo: Novo.
Extras: Cartas com sleeves.


DÊ SEU LANCE!

10) VERA CRUZ
“O início do século XVI foi de grandes transformações no mundo, terras outrora desconhecidas foram descobertas por aventureiros europeus. O Novo Mundo! Mais do que “descobrir” era preciso “conquistar” e “colonizar”… assuma o papel destes primeiros colonizadores que tinham como missão transformar a Ilha de Vera Cruz no que conhecemos hoje como Brasil!”

Da coleção de jogos históricos criados pelo porto-alegrense Julio Trois, editor da revista Ludo Magazine, e um dos precursores na produção de jogos nacionais. Vera Cruz foi um dos primeiros a investir na confecção de meeples de resina.

Condições do jogo: Novo. 


DÊ SEU LANCE!

11) AFLUENTES
Um filete de água brota do subterrâneo e inicia seu caminho até o mar. Em Afluentes, os jogadores criam cursos d’água, enfrentando os problemas causados pela ação nociva e irresponsável das cartas dos adversários. Quem fizer mais pontos com águas limpas, livres de problemas ambientais, e afluentes vence o jogo.

No Afluentes, nós temos um set de cartas com lençóis freáticos, nascentes, rios e mares, cartas que poluem ou causam destruição e as cartas que resolvem esses problemas. Temos que tentar fazer a maior quantidade de pontos criando as cadeias do lençol ao mar, e atrapalhar a evolução do adversário. Depois concluimos que esse é um jogo MUITO cruel, os males que o ser humano causa ao meio ambiente são tão desastrosos que corrigi-los torna-se muito dificil.

Segundo jogo do mineiro Luish Moraes Coelho.

Condições do jogo: Usado, muito bem conservado. 
Edição numerada (#37) e assinada pelo autor.


DÊ SEU LANCE!

12) THE COOK-OFF
O jogo é belo, irônico, divertido, interativo – um belo presente para um amigo gourmet ou gourmand, para uma família que gosta de estar junto, ou quem sabe um conhecido que pretende fazer uma viagem de trem pela Itália ou outro centro gastronômico mundial. Um jogo a casar com uma boa tábua de queijos e um vinho de qualidade junto a bons amigos. Uma brincadeira a envolver o avô, os tios e sogros com os pais dos bebês que dormem no carrinho próximo aos sofás da sala onde todos riem.
Um dos primeiros jogos a sair pelo financiamento coletivo e pela Funbox.

Matérias sobre o jogo: http://desbussolados.blogspot.com.br/search/label/cook-off
 
Condições do jogo: Usado, muito bem conservado


DÊ SEU LANCE!


O leilão está rolando no site do Ludopedia e encerra na manhã do dia 01 de fevereiro. LINK AQUI.

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Autor: Renata Palheiros

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Censo lúdico (Ludopedia)

Conheci os jogos modernos há mais de 15 anos atrás… só este blog está no ar há sete… quando a gente coloca isso em números, sente um peso.. do tempo e da geração mesmo, né gente (pra não dizer da idade)? Mas a verdade, é que também vem um sentimento de orgulho de fazer parte de um hobby que você viu crescer e evoluir. Antes de mim, vieram muitos outros precursores, aqueles que me encantaram com cada jogo novo apresentado. Sempre tomei como pessoal a tarefa de passar esse sentimento, essa acolhida, de que existe um jogo para cada pessoa, cada grupo diferente. E se você jogou algo e não gostou, nem sempre é porque o jogo é ruim, ele só não se encaixa no seu perfil.

Vi encontros/eventos nascerem e se desfazerem no tempo, e outros se firmarem com muito orgulho. Já viciei muito gente nova, e sou constantemente viciada sempre que sento numa mesa, mas sempre no bom sentido. Porque jogar faz bem pra alma, pra cabeça, traz novas e velhas amizades.

A gente pode contabilizar a coleção pelo número de jogos que tem no armário, mas também, pelo número de amigos que fez pelo caminho. Tudo pode virar estatística. Mas o pessoal do Ludopédia levou isso a sério e realmente realizou um censo, nos moldes IBGE, e trouxe os resultados dos perfis dos jogadores brasileiros. Muito legal a iniciativa!

O resultado vem nesse infográfico que ficou incrível!

Quem quiser conferir a matéria original, segue o link: http://ift.tt/2B8Fofs

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4 anos!!!! O__o”

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SIMMMMM, por mais incrível que possa parecer, passou mais um ano, e já somos uma criança de
 4 aninhos!

Muita coisa aconteceu nesse ano, e nem tudo ficou registrado por aqui.
MAS POR QUÊ???? POR QUÊ??? POR QUE VC NÃO POSTA? POR QUE VC NÃO JOGA? POR QUE NÃO TEM RESENHA? POR QUE NÃO TEVE EVENTO?
[criança pentelha na fase dos porquês ¬¬”]

Porque a vida nos dá rasteiras, porque o trabalho ocupa todo nosso pouco tempo, porque a preguiça chega para todos :P Mas a vontade de jogar não morre nunca! Uhuuuu!

Então, pra sacudir esse marasmo, vamos fazer uma retrospectiva lúdica desse último ano, desejando um ano cheio de atividades por aqui!

RESENHAS
Elas estiveram em menor número, mas não deixaram de dar as caras por aqui! Pra quem perdeu alguma, basta ir na aba “Reviews completos” ali em cima e dar uma conferida, de jogos família como Labirinto Mágico ao recordista Stefan Feld!

FINANCIAMENTO COLETIVO
Acho que 2014 foi o campeão nesse quesito! É muito bom ver os jogos dos amigos saindo do papel e ganhando as mesas mundo afora! Mais e mais empresas estão surgindo, experiências estão sendo trocadas, para termos um produto cada vez melhor!
Fica a dica: não vão com muita sede ao pote! As vezes é melhor ser humilde e se juntar a quem já tem experiência do que querer fazer tudo sozinho e não dar conta!
Fico feliz em ver que o pessoal tem se unido pra desbravar esse mundo juntos!
E tivemos Butim, Warzoo, Runicards, Bash!, e muitos outros!

JOGATINAS
Saudade da época que jogar todo final de semana fazia parte da minha rotina! Agora, pra conseguir isso, tem que marcar evento na agenda e ser praticamente arrastada! Mas, posso dizer que rolaram alguns encontrinhos pra lá de caprichados! Pra começar, o viradão de ano novo, pra atrair boas energias.
Ao longo do caminho ainda teve final de semana exclusivo Battlestar Galactica!!!! dando vexame, matando as três melhores pilotos que existem!


CAMPEONATOS
Por aqui ainda não é tão comum vermos campeonatos de jogos de tabuleiro, tirando uma ou outra iniciativa. Fico muito triste em ver que quando tem, o pessoal ainda faz pouco caso e não prestigia o evento. Mas vamos torcer pra que esses sejam sempre minoria.
Semana passada rolou por aqui a etapa carioca do Campeonato de Carcassonne dentro do Castelo das Peças, e se tem uma palavra que resume como foi é DIVERSÃO!

Foi uma ótima desculpa para reencontrar os amigos e passar a tarde alocando mepples coloridos :P

CORRIDAS

Você acha que acabou? O blog pode estar parado mas a gente não. E a galera resolveu desbussolar por outras pistas também! Se não estamos na mesa, é porque estamos correndo atrás de outros pontos de vitória por ai ;)

E vamos, de quilo em quilo, quilômetro em quilômetro, ganhando mais pontos de vitória! Porque “nóis é nerd mas tem saúde!”

E simbora correr atrás do próximo aniversário! Conhecer mais desbussolados, ver mais projetos ganhando o mercado, e ver o hobby crescer cada vez mais!


FELIZ ANIVERSÁRIO, DESBUSSOLADOS!

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Autor: Renata Palheiros

FELIZ JOGOS EM 2015!!!

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(* post com retardo por leseira da autora que o deixou perdido nos rascunhos)

Dizem que o que a gente faz na virada do ano interfere no curso dele todo. Ou seja, boas vibrações atraem boas vibrações. Seguindo essa máxima, este ano fiz uma virada atípica, mas que estava sentindo falta a bastante tempo, um viradão lúdico de ano novo, sempre bem acompanhada dos desbussolados Lu Azevedo, Warny e Victor.

ECLIPSE

Começamos com o épico Eclipse, comprovando minha total inépcia para jogos espaciais! XD
Partida de 4 horas de duração, sem contar a uma hora que Victor gastou me explicando as regras.

Colocação:
1o Victor 60 pts
2o Warny 40 pts
3o Lu 32 pts
4o Rê 15 pts

CASTLES OF MAD KING LUDWIG

Um quebra-cabeças de formas variadas, tentando montar o melhor combo de pontos.
Warny não fez feio, mantendo a fama de combo-master. Ele e Lu investiram em cômodos pequenos, enquanto Victor e eu tínhamos uma equilíbrio maior entre as peças grandes e pequenas, conferindo uma área maior ao castelo.
Os meninos empataram, e o desempate foi através da área dos castelos.

Colocação
1o Victor 96 pts
2o Warny 96 pts
3o Rê 74 pts
4o Lu 74 pts

RUSSIAN RAILROADS

Adoro esse work-placement de trenzinho :P
Tomamos voltinha bonito na contagem. >.<“
Maior média de pontos alcançada do grupo, que geralmente está em torno dos 200-300 pontos.

Colocação:
1o Warny 469 pts
2o Victor 457 pts
3o Lu 334 pts
4o Rê 310 pts

Pausa pra galera tomar aquele banho, colocar a roupitcha nova e ir acompanhar a virada na praia de Copacabana.

FELIZ 2015!!!

Na volta, quem vai dormir? Quem? Quem? (Ninguém queria dar o braço a torcer, mas que as cabeças bateram, ah isso bateram, nem o café estava segurando!)

ISTANBUL

Bonitinho jogo de movimentação e alocação de personagem. Senti que o sono avassalador não me permitiu curtir mais o jogo, e vale uma segunda partida pra valorizá-lo mais.

Warny venceu coletando primeiro os 5 rubis.

CONCEPT

Pros saudosistas de Imagem e Ação, esta é uma versão moderna praqueles que sempre reclamavam que não sabiam desenhar ou fazer mímica. Aqui você precisa passar o conceito da cartinha usando as imagens que estão no tabuleiro.
Junte isso com sono, álcool e fechamos a noite falando muiiiiita besteira! Né, Luciana?

Colocação
1o Victor 17 pts
2o Lu 15 pts
3o Warny 12 pts
4o Rê 8 pts

Hora da naninha! Quando a gente acordar é ano novo! :P

VILLAGE

Pessoal dormiu pouco, porque ainda tínhamos muita coisa pela frente!
Colocamos o peru pra assar e caimos dentro da mesa do Village, com direito às expansões Inn e Port que ainda não tinha jogado.

Colocação
1o Lu 64 pts
2o Rê 61 pts
3o Victor 60 pts
4o Warny 56 pts

Partidaça de Village. Se o jogo já era ótimo, com as expansões ficou excelente!
Cada um abordou uma estratégia diferente, guiado pelas dificílimas cartas de objetivo.

HORA DO ALMOÇO, QUE HORA MAIS FELIZ!

AQUASPHERE
Precisei abandonar o barco, mas deixei o pessoal com o último jogo da noite, tido também como o Feld mais hardcore dos tabuleiros.

NÃO SE DEIXEM ENGANAR PELOS POLVOMEPPLES FOFOS *-*
ò___ó

FELIZ ANO DE 2015 A TODOS OS DESBUSSOLADOS!

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Link: http://ift.tt/1IrGC5O
Autor: Renata Palheiros

O LABIRINTO MÁGICO

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Ó pequenos feiticeiros aprendizes, será que são capazes de sair desse labirinto místico e trazer todos os ingredientes que preciso? 
Objetivo: ser o primeiro a coletar cinco ingredientes.
O Jogo: 
O Labirinto Mágico é um grande quebra-cabeças para crianças dos 8 aos 80 anos. Cada jogador representa um jovem aprendiz que precisa entrar no labirinto e coletar cinco ingredientes o mais rápido possível. Mas como o labirinto é mágico, nós não podemos ver suas paredes de energia, e chocar-se contra elas é o único meio de descobrir onde estão (e ganhar uma bela dor de cabeça e um galo de estimação).


O jogo é de uma simplicidade e inteligência que o torna genial. O grande mecanismo fica escondido sob o tabuleiro (foto ao lado), uma série de plaquinhas de madeira constroem as paredes do labirinto. Cada peão de jogador sobre o tabuleiro é conectado a uma esfera que fica abaixo do tabuleiro, através de um imã. Quando o jogador movimenta o peão na direção correta, nada acontece, mas se ele encontrar uma barreira, a esfera se solta indicando que se chocou com a parede, e ele deve retornar ao ponto de partida. 

Cada jogador sorteia uma figura que será o ingrediente que ele precisa encontrar. O tabuleiro é dividido em casas que possuem as mesmas figuras representadas. O jogador, através da rolagem de dados, deve avançar, sempre vertical ou horizontalmente, casa a casa, sem encontrar obstáculos, até alcançar a figura correspondente. Conseguindo, ele sorteia uma nova figura, e assim sucessivamente até que alguém complete cinco figuras.
Mas não pense que é simples. Os caminhos são intrincados, e até descobrir qual o meio correto de se

chegar ao seu objetivo, pode lhe custar muitos neurônios. Não bastasse ser um desafio descobrir seu próprio caminho, é preciso ficar atento aos caminhos feitos pelos adversários, pois lhe serão úteis no futuro.

O Labirinto Mágico é um grande desafio de memória e muito divertido. Ideal para grupos casuais e familiares, agrada dos pequenos aos adultos. 
Existem várias configurações possíveis para tornar o jogo mais desafiante ou não, através do rearranjo das paredes do labirinto, mas, acredite, basta girar o tabuleiro para começar uma nova partida desafiadora!
O manual de regras é ricamente ilustrado com a arte de Rolf Vogt, singela e jocosa como a de livros infantis. A edição espanhola da Devir vem com as regras em portugês. Os componentes são de excelente qualidade. Vencedor de diversos prêmios, entre eles o Spiel des Jahres Infantil (Kinderspiel) de 2009.
Designer: Dirk Baumann
Editora: Devir e outras
Ano: 2009
2 a 4 jogadores
Idade: 6 anos
Duração: 15 minutos

[Resenha publicada originalmente na Ludo Brasil Magazine nº 39]

Blog de Origem: Desbussolados – fanáticos por boardgames
Link: http://ift.tt/1vDOarh
Autor: Renata Palheiros

LA ISLA

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Uma ilha desconhecida, com criaturas estranhas, dodôs, sapos dourados, e outros bichos exóticos e você liderando uma equipe de cinco cientistas em busca dessas criaturas.

 Componentes:
11 peças que formam a ilha circular
180 cartas
32 figuras de exploradores (8 de cada cor)
4 plataformas para as cartas
5 tiles grandes de animais
40 tiles pequenos de animais (8 de cada tipo)
60 cubos de recursos (12 de cada tipo de 5 cores)
1 marcador de “jogador inicial”
5 marcadores roxos
2 players-aid
1 livro de regras

Bom padrão de qualidade. O destaque são as miniaturas dos exploradores, muito bem feitas e detalhadas, pouco comum nos euros, principalmente nos jogos do Feld. O segundo destaque é pra pequena plataforma feita de papelão (a direita), que é formada para acondicionar as cartas dos jogadores ao longo do jogo. A princípio, o formato pouco usual espanta, mas se demonstra extremamente útil ao longo do jogo.
A arte fica mais uma vez por conta do Alexander Jung, e aqui vai um dos poucos pontos negativos do jogo. A pouca variação de cores dos componentes e das áreas de ação escolhidas causa confusão aos jogadores. As clássicas escolhas de cores contrastantes foram deixadas de lado, assim como o uso de símbolos que facilitam aqueles com baixa visão ou distinção de cores. O ilustrador e designer optou por uma escala de bege, amarelo, marrom e cinza que por muitas vezes causa confusão aos jogadores.
O Jogo:
O objetivo do jogo é conseguir o maior número de pontos de vitória através da captura dos animais exóticos. A pontuação é feita em dois momentos: ao longo do jogo, ganha-se pontos imediatos pela captura do animal e ao mover o ranking de raridade da espécie. Ao final do jogo, ganha-se pontos pelo raridade dos animais que coletou, por completar uma ou mais coleções e pelos recursos acumulados.
La Isla é um jogo de regras bem simples, dividido em várias rodadas. Em cada rodada, cada jogador recebe 3 cartas e deve alocá-las no seu painel de acordo com as ações que deseja realizar. Cada carta é dividida em três regiões:
A- parte superior, confere um bônus ao jogador sempre que ele cumprir aquela ação descrita na carta. O efeito é acumulativo até que a carta seja substituida. 
B- parte inferior esquerda, confere um cubo de recurso ao jogador
D- parte inferior direita, é o animal que ele avançará no ranking de raridade.

De acordo com as cartas que recebe, o jogador deve escolher qual o melhor local em que alocá-las. Em seguida, posiciona na parte da frente do painel, e uma a uma, as cartas são reveladas pelos jogadores, tendo seu efeito imediatamente resolvido.
Assim, na fase A, o jogador coloca a carta na parte de cima do painel. São 3 slots para essas cartas. A partir da 4a. rodada, uma dessas cartas será substituida por uma nova, e assim por diante. Essa é uma decisão difícil, pois nem sempre as novas opções são tão boas quanto as antigas.
Na fase B, todos os jogadores ganham o recurso escolhido.
A fase C é a de movimentação, ou ação, propriamente dita. O jogador deve alocar ou mover seu explorador na ilha. Veja na imagem abaixo, que cada tile de animal é “cercado” por regiões coloridas. São nessas regiões que colocamos os exploradores. Para capturar um animal, você deve ter um explorador em cada região em volta dele. O número varia de 2 a 4. No instante em que você cerca o animal, ele é capturado, e ganha-se o número de pontos de vitória correspondente. Repare que o número de pontos é igual ao número de exploradores necessários para a captura.

Para conseguir entrar nessa área colorida, o jogador deve pagar 2 cubos da mesma cor da área desejada. 
Os desenhos dessas áreas são para os bônus oferecidos nas cartas de ação A.
Caso o jogador não tenha cubos para pagar sua locomoção, ele não se move, e ganha um cubo a sua escolha.
Na fase D, cada jogador avança um animal no ranking. Ele ganha imediatamente o número de pontos de vitória igual a quantidade de tiles que tenha daquele animal. Por exemplo, se ele avançou na pista no Dodô, e possui 3 tiles de Dodô, ganha 3 pontos.

Essas ações são repetidas até que o jogo se acabe. O final do jogo é determinado justamente pela avidez dos caçadores. Conforme um animal avança no ranking, vão se passando os anos. A contagem vai de 0 a 5. Quando um determinado número de anos for alcançado pela soma dos 5 espécimes, o jogo termina. Isso faz com que os jogadores tenham que controlar a “caça” indiscriminada” de determinada espécie, caso queiram que o jogo dure mais tempo, mantendo o equilíbrio.
Conclusão:
Stefan Feld é hoje o autor mais consistente de jogos de tabuleiro. Com uma alta produtividade anual (de dois a três lançamentos por ano), ele consegue acertar em tudo! Variando entre jogos médio-leves e pesados, agradando a todos os jogadores, mas sempre sendo desafiador e inteligente.
Para mim, Feld é como Woddy Allen, algo difícil de gostar no início, mas que com o tempo, você começa a conhecer melhor e vira fã. Assim como o diretor de cinema, também tem suas obras-primas de destaque, e aqueles filmes/jogos leves, feitos apenas para descontrair a audiência, mas que ainda encantam.
Embora seja um jogo em que o tema pode ser facilmente substituído por outro, ainda se faz relevante e nos faz pensar. O mote do jogo é uma pesquisa científica, mas até mesmo ela pode ser predatória, afinal, todos estão ali caçando espécimes raros, que tem seu valor aumentado cada vez mais conforme vão ficando extintos, e o que vemos no final, é a extinção de todos.
La Isla é um bom jogo, de regras rápidas e claras, sem pegadinhas, para uma partida consistente de 40 a 60 minutos, podendo ser desafiadora para os menos experientes no hobby, ou um momento relax para os avançados.
Boa pedida!
Ficha técnica:
autor: Stefan Feld
ilustrador: Alexander Jung
editora: Alea
2 a 4 jogadores
60 minutos

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Autor: Renata Palheiros

[ENTREVISTA] Rovalde Banchieri – Kalango Analógico

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De 2013 pra cá, o mercado nacional de jogos de tabuleiro foi chacoalhado pelo financiamento coletivo, permitindo que muitos projetos saíssem do papel. Um desses projetos foi o Runicards, grande jogo de combate com cartas que mobilizou a comunidade e foi um sucesso no financiamento.
O Desbussolados conversou com Rovalde Banchieri para conhecer um pouco mais essa figura que está por trás do sucesso do Runicards e agora trava uma nova batalha para ver seu segundo projeto, o jogo Última Fortaleza, também se tornar realidade.
Artista plástico por formação e publicitário na prática, Rovalde é um guerreiro que corre atrás para fazer seus projetos acontecerem. Divide seu tempo entre a agência de propaganda Studio BLOG e a Kalango Analógico, editora que criou para poder dar suporte ao Runicards. Pensando lá na frente, vários projetos já estão engatilhados ainda para este ano. Confiram na entrevista a seguir.
[DB] _Quando e por quê começou a jogar? Qual foi o jogo introdutório?

[Rovalde Banchieri]_Bom, se por jogar estiver valendo “RPG” eu jogo há mais de 20 anos (estou velho!) e comecei pelo “Dragon Quest” lançado no Brasil pela Grow e pelo “Lobisomem – O Apocalipse” da White Wolf. Mas o interesse por jogos de tabuleiro veio em 2008 quando joguei “Arkhan Horror” da Fantasy Flight! Foi uma experiência única e este jogo é, ainda hoje, um dos meus favoritos. Foi com o Arkhan (e com os jogos da Fantasy Flight) que eu conheci os tabuleiros modernos e me apaixonei pelo setor.
[DB] _Como se deu o startpra criação da Kalango Analógico?
[RB]_Engraçado que a Kalango surgiu DEPOIS do Runicards. Eu precisei criar uma forma de legalizar a venda de meus jogos e a criei a empresa pra isso e depois ela foi tomando forma. O nome “Kalango Analógico” surgiu de uma brincadeira adolescente. Na década de 90 a editora IMAGE surgiu no mercado trazendo a colorização digital para os quadrinhos. Era uma novidade incrível para os olhos, mas cheia de “problemas”, como o abuso de efeitos de Photoshop (tipo “lens flare”), degradês desnecessários e uma falta total de planejamento de cor para a página. A empresa mais famosa que colorizava os quadrinhos na época era a “Digital Chamaleon” e eu costumava dizer para meus amigos… “Se for pra fazer isso com as cores eu prefiro ser um Kalango Analógico a um Camaleão Digital!“. Bom, o nome “Kalango Analógico” pegou e, além de uma piada interna entre o nosso grupo de amigos, virou sinônimo de “qualidade feita na mão”. Graças aos céus que os coloristas da Digital Chamaleon melhoraram e tudo evoluiu, mas o nome e o conceito casavam completamente com a proposta da nova empresa de jogos que a gente estava criando para o Runicards.
 

[DB] _Qual o perfil da Kalango? O que pensa pra empresa hoje e pro futuro em termos de produção e parcerias?
[RB]_A Kalango traz muito do meu perfil em seus jogos. Além da diversão lúdica eu gosto de imprimir uma boa história em cada produto que lançamos. Contar histórias é o que mais me realiza e sempre que vou explicar um de nossos jogos eu começo contando sobre o universo do jogo e depois explico as regras. São jogos para estimular a imaginação antes de tudo. Não está em nossos planos atuais traduzir jogos, mas vendemos nossos jogos para o exterior de vez em quando. Isso deve ficar mais comum quando sair alguns títulos que não dependam tanto de texto como Runicards e a Última Fortaleza dependem.
Como editor da Kalango Analógico estou lançando o jogo “Última Fortaleza” do designer Fabiano Saccol e até o final do ano devo editar outros 2 jogos: “Steam Adventures” e “Spero“.
Como projetista de jogos fui responsável pelo jogo “Pop-Up Fighters” encartado no álbum de figurinhas “UFC – Ultimate Fighting Championship” da Panini e pelo jogo Runicards da Kalango Analógico. Até o final de 2014 devo lançar outros 2 jogos: “Runicards – Dungeons” e “Animus – Protetores das 4 Estações“.
  

[DB] _Runicards foi o trabalho inaugural e um fenômeno no financiamento coletivo. Quanto tempo vocês levaram para desenvolver o projeto?
[RB]_Runicards surgiu em Abril de 2012, logo após gravarmos um episódio do podcast “Vozes daTerceira Terra“. Participaram do programa as pedras fundamentais da existência do Runicards, o Antônio (MrPop editor da RedBox) o Fabiano (Chikago) e o Marcelo (editor do Vozes). Esses três companheiros ficaram, após a gravação, me dando muita pilha pra tirar minhas idéias do papel, e foi com a empolgação deles que fiz as primeiras cartas do Runicards.
Lançamos o financiamento em abril de 2013 depois de 1 ano de muitos testes e o jogo foi entregue para os financiadores em Agosto.
Aliás, as primeiras cartas eram bem diferentes das que temos hoje! Foram meses testando diferentes combinações: compra de cartas pra simular ataques, uso de dados e diversos designes de cartas de heróis até chegar ao que temos hoje. 
[DB] _Quais as maiores dificuldades de produção de um jogo no Brasil?
[RB]_No meu caso a maior barreira foi a divulgação. Quando estava cadastrando Runicards no Catarse havia uma pergunta onde eu devia colocar 20 nomes de pessoas que eu tinha certeza que iriam apoiar o projeto… bom, até o nome da minha mãe eu coloquei lá, pois realmente não sabia quem iria comprar o jogo, haha!
Hoje já somos mais conhecidos, mas ainda somos um nicho na internet. Ter entre mil a 3 mil interessados nem arranha o público potencial do setor. A minha melhor experiência de vendas para refletir isso, foi durante a Feira Medieval em Campinas. Nessa Feira Medieval a entrada era franca e o público alvo eram famílias que iriam para o evento conhecer comidas típicas e ver shows de malabarismos, pirofagia e lutas de justa. Não havia muitos “nerds” lá, mas o público “geral” comprou 30 caixas de Runicards por dia! Eram pessoas que nunca tinham jogado RPG ou jogos de tabuleiro modernos, o mundo delas era baseado em Uno, War e Banco Imobiliário. A gente acha que por ter um produto popular na internet automaticamente “todos” sabem sobre ele e isso está muito longe da verdade. Divulgação ainda é nosso maior desafio.
[DB] _O resultado final foi o esperado? Como está sendo a recepção das pessoas ao receberem seus jogos?
[RB]_Nós geramos uma comunidade em torno do Runicards que hoje conta com centenas de membros opinando ativamente sobre os rumos que o jogo deve tomar à partir de agora. Desde o lançamento até hoje temos disponibilizado materiais para baixar e imprimir gratuitamente dando suporte as idéias dos fãs e propondo novas ideias para aumentar a vida do jogo nas mesas de quem comprou. A próxima expansão do Runicards (chamada Dungeons) já está sendo testada pela galera do facebook desde outubro de 2013 e a cada passo que damos abrimos para votação, onde a galera fica sabendo de tudo que rola nos bastidores da criação e pode escolher exatamente o que quer para o futuro de Runicards e o quanto irá custar. O processo de apoio ao jogo não terminou com o financiamento, ele perdura até hoje em nosso grupo. Para participar ajudar a decidir o futuro do Runicards é só entrar em: http://ift.tt/1q90V0z
[DB] _Podemos ver que o sucesso do Runicards junto aos financiadores os impulsionou a lançar quatro novos projetos. Última Fortaleza, Steam Adventures, Animus: Protetores das 4 Estações, Projeto Spero. Como é o processo de criação? Quem são os autores dos novos projetos?
[RB]_Criamos os jogos do zero. Ainda não estamos “comprando jogos” dos projetistas nacionais, mas sim convidando eles para criar jogos com a gente desde os rascunhos iniciais. Desta forma mantemos o conceito de “contar história” e damos personalidade para nossa empresa. Participam com a gente o designer Fabiano Saccol (Última Fortaleza), Fábio Secolin (Steam Adventures) e José Melinski (Spero).
[DB] _Vocês estão com uma equipe de ilustradores fantástica. Quem são eles e quanto de troca há entre o autor e o ilustrador?
[RB]_Temos dois momentos na ilustrações dos jogos da Kalango. Com Runicards (pré-Kalango), eu firmei um contrato com um banco de imagens e tive que criar o jogo com as ilustrações que o banco me forneceu como opção.
Já nos jogos pós-Kalango o autor trabalha diretamente com os ilustradores. Cada imagem de nossos jogos foi descrita pelo autor com o maior número de referências e detalhes possível para que o conjunto seja consistente e coerente.
Temos diversos ilustradores com a gente, mas no Brasil é legal destacar a Fluxo Estúdio (que inclusive irá lançar jogos no futuro próximo) e o Diogo Carneiro. Fora do Brasil podemos citar Apinyo Yuwasilp, Jason Justa, Ramsés Meléndez, Karn Xjiro, Borja Pintado entre outros.
[DB] _Essa estratégia de lançamento dos projetos foi inovadora e muito inteligente, apresentar quatro jogos, com sinopse, regras e estudo de personagens para deixar o público escolher por votação qual queria ver produzido. Vocês já planejavam anunciar os quatro de uma vez, ou, qual o cenário que os levou a isso?
[RB]_Levamos muito a sério a parte do “coletivo” do financiamento coletivo. Como ainda não temos verbas para lançar nossos jogos no formato de pré-venda achamos justo que os consumidores participassem das decisões com a gente desde o começo para que a possamos desenhar um jogo como eles quiserem, sob medida. Dai surgiu a ideia de lançar 4 jogos com temáticas bem diferentes e deixar o público decidir o que eles querem ver acontecer primeiro.
[DB] _Alguma previsão para os demais projetos no ano que vem?
[RB]_Queremos lançar um novo jogo por trimestre de agora em diante, desde o lançamento da Última Fortaleza (que ganhou a votação). Se vamos conseguir manter o ritmo e se esse formato de financiamento vai mudar para pré-venda só o tempo dirá.
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Para quem quiser conhecer mais o trabalho da Kalango Analógico, visitem o site: http://ift.tt/RmXiV8
O projeto ÚLTIMA FORTALEZA está em sua última semana no Catarse, aguardando a sua colaboração para se tornar realidade.
Indo contra o tradicional grupo de heróis medievais, aqui o jogador assume o papel de um vilão, e tem para todos os gostos, de criaturas mitológicas a mortos-vivos. A diversidade não fica apenas por conta dos personagens, mas também da jogabilidade, com quatro modos de jogo diferentes!

Blog de Origem: Desbussolados – fanáticos por boardgames
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Autor: Renata Palheiros