Dinosaur island

Esse aqui é a essência do Jurassic Park, mas deram um nome diferente. Dinosaur Island é um board game de criar dinossauros a partir de diferentes DNAs e transformá-los em atração em um parque temático. O jogo tem muitas coisas interessantes e outras que dificultaram um pouco o gameplay. Vamos falar de tudo um pouco.

Coisas legais: 1) existe uma questão divertida de como cada jogador acumula DNAs básicos e avançados para criar os diferentes lagartões e é preciso prever quais dinos você vai querer criar: quanto mais perigoso o bicho, mais pontos rende a atração; 2) o game tem características temáticas que aderem bem ao gameplay: quanto mais perigoso o dino, maior vai ser o nível de “excitement” do seu parque e é preciso gerenciar o nível de diversão com o nível de segurança; 3) quando seu parque é aberto para visitação terão sempre uns puladores de muro que não vão gerar lucro, para isso é necessário criar uma quantidade de atrações que comportem todo mundo (além dos dinos há lojas, lanchonetes etc.); 4) há diferentes upgrades que você pode fazer nas jaulas e diferentes profissionais que incrementam a sua estratégia; isso, sem dúvida, dá uma boa variada a cada game.

Coisas não-legais: 1) layout e cores: fazia tempo que não jogava um game que o layout do tabuleiro e a escolha de cores atrapalhava a jogabilidade; Dinosaur Island teve isso: me confundi com os ícones e cores ficando meio confuso toda hora na minha rodada; 2) detalhezinho bobo, mas o game só tem miniaturas de triceratops; poderia ter pelo menos mais duas diferentes para facilitar a visualização no tabuleiro (já que os dinos são divididos em herbívoros, carnívoros de pequeno porte e grande porte).

Eu adoro dinossauros e foi legal experimentar esse aqui. É um pouco longo (duas horas), mas bem empolgante. Valeu conhecer, mas ainda na temática de dinos eu prefiro o EVO. E jogar esse game me fez lembrar de um dos dias mais felizes da minha vida quando visitei o Museu de História Natural de NY pra ver os fósseis mais incríveis do mundo.

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Livro novo na área >> LEVEL: HARD – pesquisando, criando e produzindo games no território brasileiro

Pois é, leitores e leitoras do GAME ANALYTICZ, saiu meu livro novo essa semana! Trata-se do LEVEL: HARD – pesquisando, criando e produzindo games no território brasileiro, uma empreitada para explicar um pouquinho dos desafios de se trabalhar fazendo games no Brasil. Dois cases ilustram a “obra”: o processo criativo de War Vikings e Mind Alone.

Segue a resenha do livro: O autor Vicente Martin Mastrocola nos apresenta em seu sexto livro sobre o tema ” games ” o cotidiano de criação, da produção e da pesquisa de jogos no cenário brasileiro. Por meio de projetos que desenvolveu junto a empresas nacionais, Vicente ( ou Vince, como é mais conhecido ) narra os erros e acertos acumulados ao longo dos quase 17 anos de atuação nessa área no Brasil. No percurso deste livro, o leitor ou leitora irá conhecer um pouco dos bastidores de como surgem games analógicos e digitais em solo nacional, terá contato com a opinião de diferentes especialistas da área e acessará um compêndio de referências bibliográficas, filmográficas e, claro, de games. Que este livro garanta os pontos de experiência necessários para os desafios de se trabalhar em um cenário ” level hard ” como é o brasileiro.

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Photosynthesis

Olha que esse daqui é bem bacana. Photosynthesis é mais um título que, nas mãos de um bom educador, vira assunto de aula de biologia. O game trata de árvores fazendo fotossíntese. Cada jogador tem um tipo de árvore em seu pool e precisa plantar e espalhar as sementes no tabuleiro. Mais um board game explorando searas temáticas diferenciadas; adoro isso.

A mecânica é de action point e necessita daquele tradicional bom senso de gerenciamento. Tem um lance bem bacana nos componentes: um “sol” que vai girando no tabuleiro e gerando os pontos de fotossíntese. O interessante do sol é que se uma árvore (e elas existem em três tamanhos) cobre a outra, anula os pontos gerados pelo sol. Quanto mais para o centro do tabuleiro as árvores são plantadas, mais pontos podem ser ganhos. Fizemos uma brincadeira com a lanterna do celular para ver quais árvores faziam sombra nas outras.

A parte mais legal de ter jogado esse título foi reencontrar os velhos amigos da Board Game Tuesday, comer a sensacional Jesus Pizza (bacon, presunto parma, molho barbecue, alho e azeitona) e recordar o clássico vídeo “as árvres somo nozes“.


A parte triste dessa joga foi que o Estevão, dono do jogo, derrubou uma garrafa de vinho em cima do tabuleiro e dos tiles. =(

Mesmo assim foi bom!

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Splendor Cities

Comprei o Splendor em 2014 e foi um dos jogos que mais joguei de lá pra cá. Adoro esse game pela sua simplicidade e pela dinâmica rápida. Recentemente adquiri na IHRYSKO uma cópia para minha ludoteca.

O game vem com 4 expansões na verdade: 1) tiles de cidades (que substituem os nobres e deixam o final do jogo mais repentino); 2) Joias do oriente (um deck de cartas de joias com novos poderes); 3) Stronghold (torres que permitem aos jogadores reservar cartas na mesa); 4)Trading post (um mini tabuleiro com poderes extras).

Dá para misturar ou jogar separadas as expansões. No entanto, misturar acelera muito o jogo e deixa muito caótico. Jogamos com tudo e acabou muito de repente. A lição é: vamos com calma experimentando uma por uma.

Mas preciso confessar uma coisa: gosto mais do jogo base sem a expansão. =)

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FREAK: uma board game shop “lendária” de Tel Aviv (Israel)

Eu nunca imaginei que um dia fosse viajar pra Israel na minha vida. No entanto, a convite da Paneurópska vysoká škola (universidade que estudei na Eslováquia) vim participar de uma série de eventos e palestras nesse belo lugar. Logicamente, quando estava preparando as coisas para a trip fui dar uma pesquisada e descobri a FREAK que, como indica o cartão da loja, é um “legendary place“.

Olha, que senhora loja. Os caras tem um mezanino gigante cheio de produtos e ampla variedade de itens (além dos jogos há camisetas, armas para cosplay medieval, dados etc.). Em Tel Aviv todo mundo fala inglês e o atendimento dos caras foi excelente; me contaram, inclusive, que possuem muitos clientes brasileiros que moram no local. Há espaço para a galera jogar, tem uma mini lanchonete e até um trocador para quem quiser experimentar camisetas. Segundo a atendente o hobby de colecionar/jogar board games e card games está crescendo vertiginosamente (ela usou essa palavra) na cidade; disse que o Magic ainda é um favorito de muita gente, mas o público é grande para os jogos de tabuleiro também. Tem só um grande problema: a maior parte dos jogos está em Hebraico. Achei uns três jogos que queria, mas dependiam de texto e não estavam disponíveis em inglês. Uma pena.

Mas a cidade é realmente incrível. Clima bom, moderna e bem diferente. Valeu a experiência!

Seguem fotos do local:

Também tive a oportunidade de conhecer Jerusalem. Que lugar fantástico. Compartilho duas fotos do local e aproveito para relembrar um post de 2010 sobre o game Jerusalem. A primeira foto é no muro das lamentações e a segundo no Golden Dome.

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MIND ALONE: meu novo game mobile já está disponível para download!

Esse post é pra divulgar uma boa novidade: saiu hoje meu novo game mobile. Quem acompanha meus posts aqui sabe que eu sou fã de indie games e experimentos lúdicos. Eu curto jogos clássicos, mas aprecio umas esquisitices também (tanto no digital quanto no analógico).

Nesse post eu gostaria de compartilhar meu último experimento lúdico que criei e lancei junto com a empresa Sioux: trata-se do game mobile MIND ALONE.

MIND ALONE é um experimento. É o primeiro jogo de uma trilogia sobre uma personagem presa em sua própria mente. Ela precisa escapar desse labirinto e, para isso, precisa solucionar puzzle criados somente com textos que são suas memórias. Cada solução faz a narrativa avançar para uma memória mais recente.

Dá uma sacada no trailer:

O jogo ainda está sofrendo pequenos ajustes e, provavelmente, terá mais puzzles brevemente. Como um diferencial, ele usa diferentes features dos smartphones para criar a solução dos quebra-cabeças.

O download é gratuito e está disponível para Apple e Android. Baixe, jogue e dê seu feedback! Espero que gostem da estranheza. Seguem algumas imagens de telas do game:

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Scratch Wars

Bom, este aqui é mais um que vai entrar na prateleira de “elementos inusitados” da minha coleção. Scratch Wars é um card game originário da República Tcheca que possui alguns diferencias bastante interessantes, sobretudo para usar em aulas de game design e marketing de games. Vamos falar um pouquinho de cada um dos aspectos interessantes desse jogo.

Primeiramente vamos falar um pouco sobre o nome do game: Scratch Wars. O “scratch” do título, que pode ser traduzido como “arranhado” ou “raspado” tem a ver com o fato que todas as cartas de personagens e armas do jogo veem com a mesma cobertura e você precisa – literalmente – arranhar igual a uma raspadinha para descobrir o que tem por baixo. Algumas das razões disso: 1) é um diferencial pitoresco para o produto; 2) acaba com a necessidade de ter um envelope de booster (as cartinhas são vendidas soltas). Olhem só o processo de descobrir o que eu tirei no meu starter pack (que vem com uma espécie de palheta de guitarra para arranhar mais uniformemente).

O game em si é muito simples: cada player escolhe um guerreiro (e o game tem um sistema de recombinação que oferece milhares deles em milhares de cartinhas) e até 5 armas. Guerreiros são uma cartinha normal e as armas são círculos destacáveis como da figura anterior. Agora, um diferencial interessante do joguinho é o sistema de combate. Cada jogador coloca um “aro” de arma em um stick (que é o mesmo usado para marcar vida do personagem) e gira; onde para é o dano/poder que irá afetar o adversário. Olha o vídeo a seguir:

O game tem uma série de desdobramentos em aplicativo e site. É possível digitalizar as cartas para jogar usando o smartphone (e não ter que carregar sua coleção). A parte triste é que o app só está disponível na República Tcheca.

Bem curioso e divertidinho. Para quem quiser conhecer o site oficial, clique aqui.

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