SPA dos Jogos

SPA dos jogos, evento itinerante que ocorre nos estados do Nordeste, onde bem sabemos existe gente muito bacana envolvida com  jogos de tabuleiro.
Já tendo ocorrido duas edições, uma em Campina Grande PB (2016) e outro em Natal -RN (2017), vem ai o terceiro evento, agora entre os dias 23 a 26 de Novembro, em União dos Palmares-AL Para integrar o povo de diferentes estados, o evento a cada edição é realizado em uma cidade diferente da região.

Olhe ai a programação:



Quem me procurou para falar sobre o evento, foi o Júlio César G. de Oliveira. Ele é parte de um ativo grupo, que visa divulgar e incentivar o uso dos jogos de tabuleiro como lazer. 
O melhor é que o evento não se limita a reunir pessoas para jogar, mas abre espaço para criadores de jogos, com o Spatótipo, isso mesmo, se você cria jogos, quer apresenta-lo a jogadores, eis ai sua oportunidade. Espaço para discussões sobre como levar as ideias adiante, publicar jogos, não perca a oportunidade.

Para não deixar duvidas sobre a seriedade da organização, é lançada uma revista digital, chamada Gamebook, sempre vinte dias antes do evento, trás um apanhado sobre quem vai participar, jogos, editoras, entrevistas com figuras notórias do meio. Dá uma olhadinha, esta muito interessante.

Fica a dica, esses caras estão fazendo bonito.

Parabéns e muito sucesso!

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Autor: Hermes

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Thunder and Lighting

Fazia tempo que eu não jogava um desses card games para dois jogadores. Thunder and Lighting é um jogo de cartas onde um player faz o papel de Thor e outro de Loki. Dois decks simétricos com os mesmos poderes são os “equipamentos” do game. A cada rodada é preciso baixar as cartas fechadas na mesa e organizá-las em 3 colunas. Quando um player ataca outra carta, ambas são reveladas e o combate é resolvido.

O objetivo é destruir o objeto mágico do oponente. Loki tem uma coroa e Thor um anel. Em algum momento você vai ser obrigado a colocar esses objetos no grid e, a partir daí, lutar para escondê-lo do oponente ou defendê-lo com seu exército.

É bem simples, direto e reto. Se você curte um Lost Cities certamente vai curtir esse aqui também.

#GoGamers

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Autor: VINCE VADER

Ludoteca Básica : Sheriff of Nottingham

Você que acompanha o blog sabe que temos essa “coluna” de Ludoteca Básica, e pode ter se perguntado que, apesar de citar quase sempre jogos lançados no Brasil, não tinha falado ainda de nenhum jogo brasileiro, pois bem, isso muda agora.

Criado em 2014 pela dupla de designers Sérgio Halaban e André Zatz, Sheriff of Nottingham não só entra na minha lista de Ludoteca Básica, como tem figurado em várias listas similares pelo mundo afora, e hoje ele é TOP 20 (em 18ºlugar) no Board Game Geek na categoria Party Games e está entre os 50 na categoria Family Game.

Em Sheriff of Nottingham, o Principe John está chegando na cidade, e no meio aos festejos que vão movimentar a população, vocês veem uma oportunidade de lucro fácil vendendo produtos, mas nem tudo é permitido e o Xerife está de olho no que os comerciantes estão trazendo, só que ele também não é a pessoa mais honesta de Sherwood.

Um panorama da mesa durante a partida. Foto BGG.

O jogo dura várias rodadas, em cada uma delas um jogador faz a vezes do Xerife enquanto os outros são comerciantes tentando passar seus produtos pela fronteira da cidade.

Existem dois tipos básicos de produtos, os produtos lícitos (maçãs, galinhas, queijos e pães) e os considerados ilegais (pimenta, hidromel, seda e armas) que dão maiores lucros, mas que tem que entrar clandestinamente.

Cada jogador vai ter que preparar seu carregamento, colocando as cartas de produtos na bolsinha da sua cor, depois declara ao Xerife quantas cartas e qual produto você está carregando e ele depois de todos terem declarado, vai decidir quais carregamentos ele vai inspecionar.

O Xerife fica sempre de olho na fronteira.

E aí que o jogo brilha, ele é puramente um jogo de negociação e blefe, e tudo gira em torno desse contato comerciante/Xerife.

Quando a fase do Xerife passa existem algumas opções possíveis,  podem acontecer algumas situações : se você passar sem ser inspecionado mantém abertos os ítens legais e fechados os ilegais, se o Xerife te parou e você está “limpo” ele tem que te pagar uma multa referente aos produtos ou caso você seja pego com produtos ilícitos a coisa fica feia pro seu lado, mas você sempre pode tentar negociar com ele.

O grande barato é que uma vez que você não pode declarar os produtos ilegais, você tem uma quantidade máxima de cinco cartas a colocar no envelope e só pode declarar UM tipo de produto, saber como blefar, usar bem o momento em que tiver várias cartas repetidas, perceber se vale a pena tentar subornar o Xerife, tudo isso faz do Sheriff of Nottingham um jogo super descontraído, cheio de pernadas e com potencial enorme de boas risadas.

A primeira versão que foi indicada ao Spiel des Jahres.

O jogo não está no mercado a pouco tempo, ele vem se renovando desde 2006 na sua primeira versão chamada Hart an der Grenze quando chegou a ser inclusive indicado ao Spiel des Jahres daquele ano, e até mesmo aqui em terras brasileiras teve outras encarnações como Jogo da Fronteira (da Estrela) e Robin Hood (um dos primeiros jogos da Galápagos).

Sheriff of Nottingham vem ganhando vários fãs durante esses anos todos e é sim um dos jogos lançados no Brasil e por autores brazucas, que você precisa ter na sua coleção!

Sergio Halaban, um dos grandes autores
brasileiros e sua criação.

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Autor: Carlos “Cacá”

Merlin

Lançado via Kickstarter esse ano e só vai ser distribuído pela Queen Games nos eventos em que ela participar, jogar Merlin não vai ser uma das tarefas mais fáceis, então não deixei passar a oportunidade, até porquê é o novo jogo de um dos meus autores preferidos, o grande Stefan Feld que pela primeira vez trabalha em parceria, e não podia ter escolhido melhor, o grande Michael Reineck do Cuba e Pillars of the Earth.

O Rei Arthur está a procura de um herdeiro, e com a ajuda do seu mago Merlin, todos os cavaleiros da tábula redonda mostrarão que são capazes de assumir o trono, essa é a premissa, mas como sabemos não passa de ilustração.

Merlin é um jogo de típico do Feld, saladinha de pontos onde praticamente todas as ações vão te dar algum pontinho, o lance é tentar otimizar ao máximo as ações, pois são bem poucas, você tem 3 dados que são rolados no início de cada rodada, e os jogadores alternam em turnos usando esses dados para moverem seus cavaleiros e o Merlin ao redor da tábula redonda.

O board de cada jogador, com traidores, seguidores,
os cajados do Merlin, muita informação.

Como disse, cada jogador tem 3 dados, dois da sua cor e 1 branco que representa o mago Merlin. Os seus cavaleiros só podem se mover no sentido horário, enquanto o mago pode ir para frente ou para trás no tabuleiro e além de andar, em cada turno o jogador tem a oportunidade de realizar uma das suas cartas de missão (que são bem importantes para pontação).

Existem 6 principados onde conseguimos recursos, colocamos influência, procuramos proteção contra os traidores do reino e pegamos suas bandeiras para conseguir ações especiais, além disso temos espaços que nos dão pontos de vitória direto, outros para conseguir recursos onde já temos influência, ações que nos deixam trocar cartas de missões e recursos, ações que nos deixam construir mansões nos arredores da tábula e duas muito importantes, a ação da Excalibur, que detona os traidores e a ação do Graal que garante com que você ganhe os empates dos principados nas fases de pontuação.

As cartinhas de objetivos e o mapão central com a
Tábula Redonda do Rei Arthur.

Parece muita, mas como todo bom jogo do Feld, você consegue observar bem o panorama e tentar seguir uma estratégia de pontuação adequada aos seus dados.

O grande barato do jogo, é você saber como e quando utilizar o seu dado do Merlin, cada jogador começa com 3 cajados, e a cada cajado utilizado você pode dobrar a ação de onde o mago cair, então ver a oportunidade de “combo” para dar uma esticada nos pontos, ou pegar o Graal ou a Excalibur na hora certa, ou conseguir construir duas vezes nos arredores são muito importantes e podem definir a partida.

Os cavaleiros e o peão branco do Mago Merlin.

Outra coisa que costuma ter nos jogos do Feld, mas aqui ficou um pouco mais importante, são os alteradores de dados, aqui ele vem na forma de maçã e ao contrário dos outros jogos em que geralmente ele soma ou subtrái um ponto ao dado, no Merlin você pode escolher a face do dado, então ele é importante PRA CARAMBA no decorrer do jogo.

Jogamos além do jogo base com o módulo King’s Favor, onde você pode ao invés de ganhar pontos pelas cartas de missão, pode escolher um benefício para usar pelo restante do jogo (no máximo de 4 benefícios), e a expansão que foi distribuída em Essen, a Queenie 1, que substitui os tiles vazios dos arredores, por tiles com benefícios que você vai ganhar ao construir sua mansão.

Os arredores do Castelo, onde construímos nossas mansões.

O jogo tem 6 rodadas, e no final das fases pares existe uma pontuação, onde verificamos os traidores (os jogadores perdem pontos por não se protegerem), um controle de área dos arredores, influência em cada um dos 6 principados e ganhamos pontinhos por ter enviados nossos seguidores para o tabuleiro (são 4 e eles realizam ações nos principados) e ao final da sexta rodada o jogo termina, contam-se também pontos pelos cajados, maçãs e recursos não usados, e quem tiver mais ponto ganha.

Como disse lá no comecinho, sou fã do Stefan Feld, e estava sentido falta de um jogo seu que me enchesse os olhos (não acontecia desde o AquaSphere de 2014) e o Merlin acertou em cheio, jogo bonito, cheio de interação, muito redondinho em matéria de regras e desafio, a única coisa ruim dele é ter saído pela Queen Games, o que faz com que fique MUITO longe das prateleiras brasileiras.

O módulo extra King’s Favor, para dar uma apimentada.

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Autor: Carlos “Cacá”

Suburbia

Em Suburbia, você está desenvolvendo seu bairro para que ele se torne o mais popular em relação aos bairros vizinhos, e para isso você precisa investir em prédios comerciais, parques, aeroportos e outras obras.

No setup inicial, cada jogador vai começar com um Subúrbio (prédio verde), um Parque Comunitário (prédio marrom) e uma Indústria Pesada (prédio amarelo) e à partir deles que vamos crescendo o nosso bairro.

Em cada um dos nossos turnos podemos, comprar um tile entre os expostos no mercado, comprar um dos três prédios básicos (iguais aos iniciais), comprar um tile e transformá-lo em lago ou fazer um investimento que vai dobrar o efeito do prédio escolhido.

Objetivos abertos, mercado de tiles, grana do jogo
tudo pronto para começar a partida.

A cada novo prédio colocado no seu bairro, uma série de efeitos são disparados, mas basicamente você pode aumentar ou diminuir a sua quantidade de grana recebida ou de reputação.

Isso vai afetar em quanto você vai receber de dinheiro por rodada, e qual o seu avanço na trilha da população, que é o que marca seus “pontos”, e você precisa saber dosar bem, pois avançar muito a população no início do jogo, faz com que você cruze linhas vermelhas, que fazem você perder grana e reputação.

Cada jogador começa com a sua trilha de grana e reputação
e três prédios básicos.

Uma coisa bem bacana no Suburbia, é o “slide” do mercado, sempre que você faz uma das ações, obrigatoriamente um dos tiles do mercado é excluído para a entrada de um novo, e ao ser excluído e isso faz com que eles vão barateando de uma rodada para outra, apesar de não ser algo inovador (como o mercado do Castles of Mad King Ludwig do mesmo autor), ele funciona muito bem.

Outra coisa legal é que ao colocar um tile, você pode afetar também no jogo dos outros jogadores, pois existem tiles que vão dar grana/gente mesmo sendo colocado no bairro vizinho, o que faz com que você precise estar sempre ligado no que os outros estão fazendo.

O jogo vai evoluindo enquanto as pilhas de tiles A, B e C vão se exaurindo, em determinado ponto da pilha C existe um tile “Mais uma rodada”, que quando aparece marca que a rodada vigente vai terminar e teremos apenas mais uma antes que o jogo termine.

Cada bairro vai ficando com uma cara diferente.

Ao terminar o jogo temos o ajuste na trilha de poupulação baseado nos objetivos públicos e nos objetivos secretos, e também na conversão (5:1) de grana em população, quem estiver mais à frente na trilha é o responsável pelo bairro mais bacana.

Lançado em 2012, Suburbia chega agora ao Brasil trazido pela Paper Games, que já trouxe também a expansão Suburbia Inc. que traz novos prédios, novos objetivos, além das fronteiras, bônus e desafios para darem uma apimentada no jogo base (que já é bem bacana).

A expansão apresenta novas peças ao jogo.

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Autor: Carlos “Cacá”

Mundança sobre o acervo do Castelo das Peças

 
Vou fazer uma mudança a partir desta edição.
Vou levar apenas os jogos que foram mais jogados pelo log que fiz no BoardGameGeek. O link com a relação é este: https://goo.gl/4G8cFR.
Vou levar também os jogos novos que chegaram nos ultimos 2 meses.
Quem quiser algum jogo específico basta ver o acervo que esta no Board Game Geek (https://goo.gl/zJWCa0) e pedir que eu levo no dia.

Blog de Origem: Castelo das Peças
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Autor: shamou

WAR VIKINGS está em pré-venda!

No começo do ano a Grow Jogos me convidou para um projeto muito legal: fazer o game design da nova versão do game War, o WAR VIKINGS. Desafio aceito! Foi muito legal fazer parte desse processo e o produto final ficou muito bacana! O game chega com um mapa menor (para partidas mais rápidas), possibilidade de jogar em dois players, possibilidade de usar poderes de deuses (Odin, Hella, Freya, Thor e Loki), efeitos de comando, barcos e um sistema de gerenciamento de exércitos; agora você pode optar por voltar seu exército para seu estoque ou mandá-lo para o Valhala para usar favores dos deuses (eliminando o exército do jog0).

Bom demais trabalhar com uma galera que manja de processo de criação, produção, distribuição e marketing. Fiz o game design, mas aprendi demais nesse projeto. O mais legal é que O GAME JÁ ESTÁ EM PRÉ-VENDA! CLIQUE AQUI PARA ADQUIRIR O SEU!!

Depois farei um post especial para contar sobre o game. Por enquanto, fiquem com algumas imagens (clique para aumentar):

#GoGamers

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Autor: VINCE VADER