Bios Megafauna !

Imagens retiradas do Site BoardGameGeek !
Bios Megafauna foi lançado em 2011 pela Sierra Madre Games e considero como um Jogo à parte em minha coleção, devido principalmente à complexidade do Jogo e também pela dificuldade em colocá-lo à mesa, já que os Jogadores preferem algo mais divertido ou algo que se entenda, de fato, o que está ocorrendo durante a partida.
Em Bios Megafauna os Jogadores assumem o papel de Proto-dinossauros ou Proto-mamíferos, iniciando a partida no Período conhecido como Catástrofe do Permiano.
Os animais são caracterizados por sua dentição, tamanho, agressividade, capacidade de movimentação, possibilidade de voar, possibilidade de serem aquáticos, tipos de alimentação e mais uma série de requisitos que faz com que ele tente sobreviver ao tempo, que neste Jogo é bem cruel.
Sobreviver aqui, significa adaptar-se às mudanças. E como o Jogo exala Evolução o tempo todo, adaptação significa adquirir novos Genes (De Genética mesmo!) e com eles conseguir melhorar suas características à fim de tentar sobreviver em um ambiente com agressiva competição, seja por outras Espécies, seja pelas mudanças que ocorrem no Planeta.
Gerar novos descendentes e transferir a eles as novas características, retirando o máximo do ambiente onde se encontra é a fórmula para sobreviver neste Jogo.
De uma forma geral, Bios Megafauna não judia tanto quanto ao Jogo em sí, mas o entender o que aquelas Regras querem dizer a cada página requer muita paciência. O Manual, que mais parece um texto científico não ajuda muito. Com isso você precisa ir jogando e errando (É assim mesmo que funciona!) e depois jogando e errando, até que você faz uma partida razoável dentro daquilo que seu criador propôs.
Não vamos explicar Regras aqui, mas de forma geral você começa com uma espécie que pode ser Carnívora ou Herbívora (Depende do número de dentes que tem sua espécie!) e com alguma característica genética já presente.
Daí em diante, cabe a você migrar, gerar descendentes, incrementar novos Genes e ir sobrevivendo num ambiente que muda a cada instante, pois sempre que um Climax (Aulas de Biologia, pessoal!) melhor ocupa um espaço de um Climax menor, este Climax maior prevalece. Se você se adaptou e possui Genes que satisfaçam este novo ambiente, seu animal continua no Jogo. Se não se adaptou, simplesmente ele vai para o Tarpit (Espaço do Tabuleiro onde vão todas as espécies Animais e Vegetais que foram extintas durante a partida).
Além de acrescentar novos Genes à sua espécie, você também pode optar por deixá-la mais veloz, mais forte, mudar seus hábitos (Diurno ou Noturno), torná-la com características aquáticas, de vôo entre outras,  além de poder aculturá-la, como por exemplo, conseguir entender mensagens de sons (O que hoje chamamos de Comunicação!) entre outras.
Mas porque você precisa ficar se adaptando o tempo todo ? Porque as Cartas do jogo alteram os Ambientes (Mudando o Climax dos locais!) e com isso, mudando também suas exigências de Gênes e estas Cartas podem disparar eventos que alteram drásticamente a situação do Tabuleiro onde os animais estão sossegados.
Eventos, neste Jogo, na sua maioria das vezes são catastróficos e causam danos em muitas espécies ao mesmo tempo, já que alteram o Planeta inteiro e aqueles seus animais que estão tranquilos no Tabuleiro, podem ser dizimados de uma hora para outra, sem dó, nem piedade.
E talvez aqui esteja o “Calcanhar-de-Aquiles” de Bios Megafauna, pois o Jogo se torna Caótico e o controle que você tem sobre sua espécie não é total. Ter controle total, neste Jogo, resume-se a adquirir a maior quantidade de Genes possíveis e ficar de olho nas Cartas que entram na partida, pois 10 delas estão abertas (2 filas de 5 Cartas!) e sempre que uma Carta (De qualquer fila!) é comprada, outra Carta entra na Fila e dispara alguma ação, que pode ser a colocação de novos Tiles de Nichos (Aqui entra o Climax a que me referi!), entrada de novos Predadores ou ativação de algum Evento.
Dependendo do Evento, simplesmente todos os Tiles localizados nas Latitudes (Existem 4 no Tabuleiro) “migram” para regiões mais propícias. Se por exemplo, o Nível de CO2 na Atmosfera do Planeta subir, isto significa que houve um Aquecimento Global. Com isso, todos os Nichos “migram” para uma Latitude mais fria e com isso, Nichos ali existentes só conseguem sobreviver se o seu Climax for maior que o Climax do novo Nicho que chegou. Caso contrário, ele simplesmente é extinto. Se você possui animais neste Nicho que foi extinto e não possui características no novo Nicho que chegou, ele também é eliminado. Além disso, elevação da temperatura do Planeta faz com que o nível do Mar suba e se o seu animal não possui características Aquáticas (Lembre-se que antes da elevação ele se encontrava em Terra!) ele simplesmente desaparece. A diminuição de CO2 na Atmosfera do Planeta também ocasiona todo este transtorno.
Combinado a todos estes problemas das Cartas, ocasionando alterações nos Nichos existentes, ainda você precisa lidar comos Predadores. Lidar com eles é fazer com que você vença as disputas, quando 2 Animais estiverem ocupando o mesmo Nicho. Se estes Animais, por exemplo, tiverem hábitos diferentes (Um for diurno e outro noturno, por exemplo) eles podem conviver numa boa no mesmo Nicho. O problema é quando nenhuma situação de Paz seja satisfeita e aí um deles sai do Tabuleiro, que depende muito das características e de uma Tabela de Disputa que você deve seguir para determinar o vencedor.
A “moeda” do Jogo são os “Genes”, representados por uma Fichas brancas que servem como moeda de troca para adquirir cartas e são colocadas sobre as Cartas da mesma fila, anteriores, que não foram escolhidas. (Lembre-se que elas estão em 2 filas). Você vai adquirindo Cartas e junto podem vir novas Fichas pra você utilizar.
A pontuação ocorre em determinadas situações e leva em consideração a quantidade de Genes que você possui na sua Espécie, quantidade de Animais e Aculturação de sua Espécie e é feito com a distribuição dos Tiles de Nichos que foram Extintos.
De uma forma geral, Bios Megafauna encontra-se num Grupo à parte, onde não comparo ele a nenhum outro Jogo, seja pelo Tema, pema Mecânica, ou seja lá o que for usado para fazer uma comparação.
Trata-se de um Jogo bem cruel para os Jogadores, pois perder Animais de uma hora pra outra durante uma partida já se tornou algo corriqueiro por aqui.
Existe algo muito maior por trás do Jogo, que é como o autor colocou o Tema “Evolução” de forma magnifica. Cada Carta jogada, equivale a 1 milhão de Anos e não é simplesmente colocar Genes como se estivesse colocando Flores em uma Floreira. Aquele Genes que acabou de entrar na sua Espécie levou 1 milhão de anos para ser incorporado ao DNA e passado aos descendentes, dando novas características à espécie. Adaptar-se nunca foi utilizado de forma tão satisfatória em um Jogo, como em Bios Megafauna.
A Caocidade existente nas Cartas e as incertezas de saber que sua espécie está bem adaptada nesta rodada, mas não ter a certeza disso na rodada seguinte é que faz este Jogo ser um pouco odiado pelos Jogadores. Você tem um controle parcial do que ocorre, mas nunca total.
Mas a Evolução não é exatamente isso ?   Ou vocês acham que estaremos discutindo Jogos pela eternidade ? Algum evento irá acontecer fazendo com que a Espécie Humana desapareça, sendo substituida por outras e outras e outras.
Bios Megafauna é uma preciosidade e para todos aqueles que amam Jogos com Temas muito bem encaixados, merece seu destaque. Não pelo Jogo em sí. Mas pela profundidade como os Eventos foram colocados e suas consequências sobre as Espécies.
Se você quer diversão, não está adaptado para jogar Bios Megafauna ! De diversão ele não tem nada !
Jogo altamente recomendado !
Abaixo, colocamos uma Série de Vídeos sobre Bios Megafauna !


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Autor: Wagner

Minha Primeira Modelagem

A peça da imagem tem 150mm de altura, não é para jogar, talvez numa partida de RPG no máximo. Por conta do desafio, durante este final de semana, resolvi tentar modelar esse ORC, tá ai  o cara!
 Agora falta pintar.

Sinceramente, altamente relaxante fazer isso ai.

Abraço!

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Autor: Hermes

TOP 3 : Jogos de Terror!

Depois de jogar mais uma partida do Mansions of Madness resolvi reescrever meu TOP3 de Jogos de Terror para poder incluir esse jogão. Com a chegada dele o divertido Mall of Horror perde o terceiro lugar, mas fica a dica de um jogo de zumbis diferente (e que recebeu uma reedição chamada City of Horror).

O terceiro lugar fica para o mais antigo de todos, Betrayal é um jogo que quando foi lançado era super original onde os jogadores começam explorando juntos a casa e num momento de virada do jogo um dele se torna traidor e recebe um objetivo enquanto os outros lutam por suas vidas.

O jogo foi relançado em 2010 e teve uma expansão lançada em 2016 que eu estou doido para conseguir. Se você ainda não conhece, corre atrás que ele é diversão garantida.

Chegou conquistando corações e deixando os jogadores insanos (pegou a referência??), o Mansions of Madnesse une a diversão eletrônica, com os áudios sombrios e musiquinhas de fundo, ao lúdico do tabuleiro, fazendo com que você fique ligadão nos textos de apoio.

Somado a produção da Fantasy Flight e ao efeito “máquina de fazer dinheiro” deles que garante várias expansões, módulos e coisas do gênero, o Mansions é daquele jogo pra vida toda.

Falem o que quiserem, mas a família Zombicide é o jogo definitivo para quem curte terror, zumbis e coisas do outro mundo, tem de tudo um pouco, heróis, abominações, dragões, helicópteros, catapultas, perseguições, zumbis rastejantes, cachorros zumbi, enfim, uma festa.

Já contando com três temporadas contemporâneas e indo pra segunda medieval, o número de referências a cultura pop é tanta que fica difícil de acompanhar, e por ter regras e jogabilidade simples, ele é uma porta de entrada para jogadores novos e uma diversão sem fim para os veteranos.

Acho que se você tem esses três na coleção, você é um cara de sorte e garantiu horas e mais horas de diversão sobrenatural para os seus amigos.

Eu que nem sou fã de jogos de terror!

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Autor: Carlos “Cacá”

Vagabond Games and Collectables & King of Cards: duas loja de games de Auckland (Nova Zelândia)

Depois da jornada australiana que comentei nesse post aqui, vim 100% de férias para a Nova Zelândia. País mais do que legal. Terra emblemática do rúgbi e de esportes radicais. Visitei duas lojas e vou contar um pouquinho sobre elas aqui:

VAGABOND

Em Auckland visitei uma loja bem bacana chamada “Vagabond”. Sem muitas novidades no cardápio por aqui. A variedade é grande, mas não há nada que não se encontre em uma loja europeia ou americana (bom, é o preçp do capitalismo). Questão é que os preços são beeeeeem salgados. Eu estava pensando em comprar o CODENAME: UNDERCOVER para fechar a coleção, mas o preço estava impraticável.

Na real, cheguei num momento que vou começar a vender parte da minha coleção. Estou com muita coisa e, logicamente, a maior parte delas está pegando pó.

KING OF CARDS

Como o leitor ou leitora deve intuir: o foco dessa loja é card game. Logicamente, Magic imperando. É daquelas lojas que os caras possuem o que você quiser no estoque. Tem vitrine com BLACK LOTUS, MOX e mais uma cacetada de raridade que custam quatro ou mais dígitos. Fui tirar uma foto da vitrine de preciosidades e o cara proibiu veementemente.

Apesar do foco em cards, a loja tem um estoque respeitável de board games também.

***

Aqui fiz duas coisas legais demais. Explorando as ideias clássicas do Roger Caillois sobre a eterna busca humana pelo “vertigo” e horror lúdico, andei pendurado em cabos do lado de fora de uma torre de 120m e pulei de bungy jump de 40m! Vídeos e fotos a seguir!


Dá oi pra câmera!


Medinho épico!


Adrenaline rush!

#GoRadicalGamers

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Autor: VINCE VADER

Materiais para confecção de Jogos !





Nossas Versões Caseiras são confeccionadas artesanalmente e para uso pessoal somente, sendo proibida qualquer tipo de venda !
Quem acompanha nosso Blog, já percebeu que sempre incentivamos a confecção de Versões Caseiras, pois é um bom meio de termos na coleção Jogos realmente bons a um custo abaixo de um Jogo original, vendido em Lojas.
Fazer sua Versão Caseira dá muita mão-de-obra e requer um tempo considerável, pois é preciso adaptar Componentes ou mesmo comprá-los em Lojas que vendem estes Materiais, além do fazer, que requer cuidado, capricho e muita paciência.
Por aqui, incentivamos o uso de Materiais Reutilizáveis, pois estes são encontrados aos montes por aí e basta fazer uma boa garimpagem e conseguimos Materiais muito interessantes.
Na postagem de hoje, mostraremos alguns Materiais que pedimos para Artesãos fazerem em Biscuit e outros que adquirimos em Lojas. Peças feitas em Biscuit são bem interessantes, pois basta escolher o motivo e a cor para termos algo único e que agradará à todos pelo colorido e pelo resultado final.
Embora exista o preço da mão-de-obra para confecção destas Peças, os resultados geralmente são bem satisfatórios. Mesmo assim, o custo geral de uma Versão Caseira poderá ficar abaixo de um Jogo original, além da exclusividade das peças.
Resolvemos colocar estas imagens, pois estamos de mudança de Apartamento e embora o Caos esteja instalado por aqui (Quem já fez mudança, sabe o trabalho que dá!), reorganizamos todos os Materiais que estavam espalhados pelos cantos, além dos Jogos, que desta vez terão seu local próprio.
Acabamos descobrindo Materiais e Peças que tínhamos por aqui e que muitos deles nem lembramos mais para quais Jogos foram feitas.
A ideia desta postagem é mostrar a diversidade de Materiais e também das Peças em Biscuit que fizemos, pois aqueles que quiserem fazer suas Versões Caseiras, tem mais esta opção de confecção de peças para seus momentos lúdicos.
Não tiramos fotos de tudo que temos por aqui, mas mostrar a diversidade é uma boa forma de incentivar o trabalho artesanal, mesmo sabendo que a qualidade final ficará aquém de um Jogo original.
O lúdico não está apenas em sentar à mesa e jogar. Ele começa muito antes, desde a escolha do Jogo, dos Materiais que poderão ser utilizados, da confecção, que pode ser feito junto com as crianças, familiares, alunos ou amigos e por fim a diversão que é sentar à mesa e jogar algo feito por você mesmo.
Vamos colocar a mão-na-massa ?

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Autor: Wagner

Bärenpark

Em Bärenpark somos administradores de um parque só para ursos e tentamos ser mais vistosos que os outros parques pelo mundo, para isso temos que construir mais rápido as atrações para fazermos mais pontos.

A rodada é super simples, você tem uma peça grande com espaços em branco e outros com ícones, você pega tiles e coloca nesses espaços, cada vez que um desses tiles cai por cima de um ou mais ícones você pega novos tiles para o seu estoque pessoal.

Os tiles mais simples (e menores) não pontuam, já os mais complexos vão te dar pontos que vão diminuindo conforme os jogadores vão comprando de determinada pilha.

No tabuleiro central, os vários tiles para colocar no parque.

Legal na hora de colocar os tiles é tentar maximizar as ações, cobrindo mais ícones para tentar pegar tiles melhores e até para evitar que os outros parques peguem.

Ao cobrir o ícone dos construtores você pode crescer seu parque, o que é importante, pois o jogo só termina quando o primeiro jogador completar 4 tiles de parque.

Com isso cada jogador tem mais uma rodada, contam-se os pontos e quem tiver a pontuação maior tem o Parque de Urso mais bonito.

Você vai deixando seu parque lindo, até a inauguração.

Minha dica é para que vocês já joguem com os tiles de objetivos também, eles dão uma dinâmica bem bacana ao jogo, fazendo com que a estratégia ao colocar os tiles tenha que ser ainda mais bem planejada.

Bärenpark joga-se em menos de uma hora, mas é um jogo bem estratégico, com uma pegada puzzle que eu particularmente adoro, e apesar do tema colado com cuspe, é um jogo bastante gostoso e que merece uma vaguinha na sua prateleira de médios/light.

Ao final, um Parque de Ursos cheio de atrações.

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Com essa resenha vem “de brinde” o LEMBRADOR nº2, que é um PDF com um resumão ricamente ilustrado com fotos, para ajudar a lembrar as regras do jogo e facilitar na hora de explicar para os novos jogadores. Espero que gostem e qualquer correção, escrevam pra gente : promoeaitemjogo@bol.com.br

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Autor: Carlos “Cacá”