New Dawn

Em New Dawn, os jogadores fazem da Aliança, e começam a perceber que os custos para manterem as estações espaciais começou a ficar absurdo, então recolonizar alguns planetas e reconstruir antigas estações fora de funcionamento tornou-se primordial, só que cada raça pretende fazer isso ao seu modo ganhando mais espaço dentro da Aliança.

No jogo, que é ambientado no universo do Among the Stars, cada jogador é uma dessas raças e tem como objetivo se expandir com suas bases, colonizando territórios ou tomando controle dos já colonizados por outros jogadores.

O jogo visualmente lembra muito o a estrutura de cartas/tiles do Among the Stars (e do Fields of Green), mas as semelhanças terminam aí, ele tem uma estrutura de rodada bastante diferente e a jogabilidade também.

O tabuleiro de cada raça cheio das informações.

New Dawn é dividido em 5 rodadas, em cada uma dessas rodadas temos uma série de fases a serem seguidas, em ordem, para que a rodada termine.

As primeiras fases são meio de manutenção, temos a fase de produção de recursos (onde pegamos os três recursos do jogo baseados nas bases que já colocamos no tabuleiro principal), a fase de comprar as cartas de instalação (que vão ser colonizadas durante o jogo e dão benefícios quando são baixadas), baixar uma instalação e realizar a ação descrita nela, comprar tecnologias para sua raça e mover seu quartel-general no tabuleiro.

Realizadas essas fases, nós temos a fase de ações propriamente dita, serão três turnos para cada jogador, onde o jogo realmente pega fogo.

A mesa fica bonitona, com as instalações sendo colonizadas.

As ações são : pegar um recurso qualquer; tomar controle de alguma instalação que ainda não tenha nenhum dono e ele tenha um quartel-general nela ou em um tile adjacente, para o curto requerido e coloca uma de suas bases lá; toma controle de alguma instalação que já tenha dono; usa um dos embaixadores disponíveis; compra um outro quartel-general e reposiciona todos os que você tem no tabuleiro.

O que me fez gostar tanto do New Dawn é justamente essa fase de ações, como elas são muito poucas, dá aquela sensação de “cobertor curto”, em que você quer fazer várias coisas e não consegue.

Tomar controle de instalações controladas por adversários é importante para que eles tenham menos recursos e cresçam menos no jogo, mas ao mesmo tempo pegar instalações mais baratas te deixa menos exposto a retaliações.

Os embaixadores são super
importantes, dando ações bacanas.

O uso dos embaixadores é muito importante, cada um deles tem uma ação especial e na maioria das vezes elas são muito boas, então saber o momento de usá-las é super importante, até mesmo que ao usar um deles, o embaixador em questão fica desabilitado para os outros jogadores pelo resto da rodada.

Os combates, apesar de serem todos baseados em rolamento de dados, tem uma série de modificadores que podem tornar a disputa praticamente resolvida sem precisar que eles sejam rolados.

Enfim, o coração do jogo está nesses três turnos de ação e tornam o New Dawn bastante estratégico e interessante.

New Dawn, grata surpresa da Artipia Games.

Uma vez que as ações terminam, podemos pagar tributo para a Aliança, que nos rende pontos de vitória ao final do jogo, e ao final das cinco rodadas somamos os pontos de tributos, instalações que controlamos e uma série de outros pontos que vamos recebendo por construção de tecnologias e quarteis-generais e quem tiver a maior pontuação é a raça vencedora.

Eu joguei duas partidas do New Dawn e fiquei apaixonado pelo jogo, ele é visualmente bonito, tem mecânicas inteligentes, é estratégico e interessante, foi uma grata surpresa que eu espero que um dia chegue em território brazuca (que já trouxe jogo da Artipia Games). Fica a dica para quem gosta de jogos 4x mais obscuros.

Blog de Origem: E aí, tem jogo? – A sua página sobre jogos de tabuleiro moderno.
Link: http://ift.tt/2zLZkYJ
Autor: Carlos “Cacá”

Anúncios

Century: Golem Edition !



Imagens retiradas do Site BoardGameGeek !
Hoje vamos falar um pouquinho de um Jogo com uma das mecânicas que mais gostamos por aqui, que é utilização de Trocas de Recursos, com objetivo de juntar determinados tipos e quantidades.
Estamos falando de Century: Golem Edition !
Este Jogo é ume Reedição do Century: Spice Road, porém em Century: Golem Edition, temos um universo mais fantasioso com a utilização de Cristais e com uma Arte realmente muito interessante nas Cartas do Jogo
Gostamos de Jogos que enconvem troca de mercadorias, pois normalmente são Jogos com Regras fáceis, muitas vezes intuitivas e que agrada em cheio todos os tipos de Jogadores.
Quem acompanha o Blog do Clube do Tabuleiro de Campinas, deve estar lembrado de uma postagem que fizemos tempos atrás, de um Jogo chamado Bazaar:
Bazaar é um dos Jogos que mais viu mesa por aqui e se fizermos um comparativo entre ele e Century: Golem Edition, iremos encontrar 75% de semelhança no Sistema de troca feita no Jogo, bem como objetivos, porém consideramos Bazaar um Jogo mais “aberto”, onde os Jogadores são livres para, à sua vez, realizarem qualquer quantidade de trocas que acharem interessantes. Já as trocas que são permitidas, são indicadas por 2 Cartas que são colocadas à vista de todos os Jogadores no início da partida.
Century: Golem Edition, as trocas são ditadas pelas Cartas que os Jogadores possuem nas mãos. Desta forma, existe a necessidade dos Jogadores irem adquirindo estas Cartas de forma a ter um Leque de opções satisfatório, a fim de realizar suas trocas de forma mais eficiente possível. 
Além disso, diferentemente de Bazaar, em que os Jogadores são livres para fazerem qualquer quantidade de trocas à sua vez, em Century: Golem Edition, você poderá utilizar 1 Carta à sua vez para realizar a troca permitida.
Como objetivo final, podemos dizer que tanto Bazaar, quanto Century: Golem Edition,  possuem características semelhantes, diferenciando-se somente em como contar os Pontos obtidos, já que em Bazaar existe uma Tabela que indica quantos Pontos o Jogador ganhou em função do tipo de combinação que conseguiu fazer para pegar as Cartas. Já em Century: Golem Edition, a pontuação já vem indicada na própria Carta de objetivo.
Em Century: Golem Edition, temos como objetivo adquirir Cartas de Pontuação. Vence o Jogador que mais Pontos tiver no final da Partida. Cada Carta de Pontuação exige certa quantidade de Cristais indicando também quais as cores dos Cristais.
Existem também as Cartas de Comércio e são estas Cartas que mandam no Jogo, pois são através destas Cartas que os Jogadores poderão realizar suas trocas de Cristais. Cada Carta possui uma troca específica e quando o Jogador tem esta Carta na mão e à sua vez, joga na mesa, ele realiza a troca dos Cristais.
Reparem que em Century: Golem Edition, o jogo exige que você vá “montando seu Deck de Cartas” (Não é bem isso, mas serve como exemplo), de forma a ter na mão Cartas com trocas realmente interessantes e que dê maior possibilidade de escolha do que fazer à sua vez. Mas não pensem vocês que basta simplesmente pegar a Carta e colocar à mão. Cada Carta tem um Custo, dependendo da posição onde se encontra no espaço de compras, já que a 1ª Carta da esquerda o Jogador não paga nada para adquiri-la e à medida que anda para a direita, deverá pagar com Cristal, as Cartas que foram dispensadas por ele. Por exemplo, se você quiser pegar a 4ª Carta, deverá colocar 1 Cristal nas 3 primeiras que você pulou. Desta forma os Jogadores que adquirirem estas Cartas com Cristais, levam junto o que se encontra sobre ela.
Já as Cartas de objetivo também possuem uma fila e as 2 primeiras possuem um Bônus. A 1ª Carta, ao ser adquirida (Pagando os Cristais exigidos) dá ao Jogador 1 Moeda de Valor 3 e a 2ª Carta, ao ser adquirida dá ao Jogador (Pagando os Cristais exigidos) 1 Moeda de Valor 1. As demais Cartas podem serem adquiridas, porém não dará este Bônus.  Estes Bônus serão somados à Pontuação dos Jogadores no final da partida.
Pode parecer estranho os Bôbus serem colocados somente nas 2 primeiras Cartas, mas isso é um complicador para o Jogador que vai escolher qual Carta de Pontuação vai adquirir. Muitas vezes, as 2 primeiras Cartas, embora tenham as Moedas de Bônus, possuem valores de Pontuação baixos e cabe ao Jogador analisar se vale à pena comprá-la, ou adquirir outra sem Bônus, mas com valor de Pontuação maior.
Cada Jogador possui também 1 Carta que fica à sua frente, em que deverão ser colocados sobre ela os Cristais adquiridos. Esta Carta só tem 1 objetivo, que é mostrar aos demais Jogadores, quantos Cristais você possui, já que nos Jogo, cada Jogador não pode ter mais que 10 Cristais.
À sua vez, os Jogadores terão que escolher apenas 1 opção de Ação entre:
– Pegar 1 Carta de Comercio
– Jogar 1 Carta de Comercio e realizar a troca indicada
– Pegar de volta para a mão todas as Cartas de Comércio jogadas
– Pegar 1 Carta de Pontuação
Repare que Century: Golem Edition é um Jogo realmente simples, porém, exige dos Jogadores, escolhas certas do que fazer à sua vez, além de exigir atenção de quais Cartas de Comércio estão disponíveis e quais Cartas de Pontuação também estão disponíveis, além, é claro, de estar atento a quais cores e quantidade de Cristais você possui e o que precisará fazer para conseguir seu objetivo de adquirir uma determinada Carta de Pontuação, que poderá também ser objetivo de outro Jogador.
Com isso, além de pensar nas possibilidades de trocas, o Jogo tem uma pitada de “corrida”, de forma que consiga adquirir uma Carta de Pontuação interessante, que também poderá estar na mira de outro Jogador.
O que achamos do Jogo ?
Century: Golem Edition cumpre aquilo a que foi destinado como “Jogo de troca“, porém, diferentemente de Bazaar, as decisões não são tão fáceis de serem tomadas, principalmente pela limitação que seu “Deck de Cartas” te dá. 
Comprar Cartas de Comércio aos montes, de forma a ter um Leque de opções de trocas bem interessantes, seria o mundo ideal, porém ela tem um Custo para isso e é preciso ir equilibrando escolha de Ações entre Comprar as Cartas de Comércio, realizar as Trocas e adquirir Cartas de Pontuação. Encher a Mão de Cartas de Comércio faz com que deixe de realizar outras Ações e poderá ficar “travado” ou não ter a possibilidade de pegar Cartas de Pontuação com valores mais altos, já que exigem mais Cristais. 
O Jogo exige que você “leia” como se encontra a partida de forma mais eficaz possível. Quais as Cartas disponíveis, quais os Cristais que você possui, quais as exigências das Cartas de Pontuação. Desta forma, poderá otimizar suas Jogadas e tirar proveito de suas Ações.
Gostamos demais do Jogo, não só pela mecânica, mas também por estar um degrau acima do Bazaar, que já consideramos muito bom.
Para aqueles que gostam de Jogos que não precisam de muitas explicações de Regras, já que é um Jogo intuitivo, além de não ser um “Queima-cérebro“, recomendamos muito.

Blog de Origem: Clube do Tabuleiro de Campinas
Link: http://ift.tt/2jxAl5j
Autor: Wagner

Como fazer Peças de Jogos utilizando Tampas e Frascos de Leite, Água ou Refrigerante !

Existem uma quantidade de Materiais excelentes para Jogos e que normalmente jogamos no Lixo !
Hoje vamos colocar um pequeno tutorial mostrando como fazemos algumas Peças de Jogos, utilizando Frascos de Leite. Também poderão ser feitas com Frascos de Água ou Refrigerante. Perceberão que realmente é muito simples fazer estas Peças, que são muito úteis quando queremos fazer um Jogo, principalmente Abstrato.


Primeiro, devemos recortar a parte de cima da Garrafa a ser utilizada, sendo que a Tampa também fará parte do processo de confecção e não deverá ser jogada fora. Principalmente estes Frascos de Leite, são bem interessantes, pois possuem cores de Tampas diferenciadas para cada tipo de Leite vendido e possuem um tamanho muito bom. Com isso, é possível fazer Peças de Jogos em uma única cor ou com cores diferenciadas, como mostraremos a seguir. Isso é muito útil, pois em alguns Jogos, precisaremos de cores diferentes em uma mesma Peça.




Uma vez recortada a parte superior do Frasco de Leite, manteremos a “rosca” onde vai a Tampa do Frasco e recortaremos a outra parte até uns 5mm (Mais ou menos isso) antes de chegar no “ressalto” que existe ali. Vão perceber nas imagens a seguir, que este “Ressalto” formará uma “Linha Branca” separando as 2 Tampas. Esta parte deixada, como não contêm rosca, servirá para fixar a outra Tampa que utilizaremos e fixaremos com Cola. Por aqui utilizamos Cola Cascorez Extra Rótulo Azul e não tivemos problemas da Tampa ali colada se soltar com o uso. Existem no mercado, outras Colas próprias para Plástico, que também poderão ser utilizadas.




Reparem que o processo é muito simples, mas o resultado é muito interessante, pois no mercado encontramos não só Frascos de Leite, como também Frascos de Água e Refrigerante, com uma incontável quantidade de cores nas Tampas. O processo de confecção de Peças utilizando Frascos de Água e Refrigerante é o mesmo mostrado aqui para Frascos de Leite.




Não recomendamos Frascos de Água e Refrigerantes grandes, pois o material plástico alí perto da região onde se encontra a Tampa é muito duro e terão problemas para cortá-los. Neste caso, será preciso literalmente serrar para deixar no tamanho correto da colagem da Tampa.

Estas Peças que fazemos, são muito interessantes principalmente para Jogos Abstratos, onde não há necessidade realmente de definir o que significa cada peça, embora ainda seja possível, por exemplo, a impressão de Folha Adesivada e colagem sobre estas Tampas ou mesmo Desenhos feitos com Caneta Permanente.


Para aqueles que quiserem se enveredar em fazer alguns Jogos e se divertir a um “Custo zero”, taí nossa dica.


Blog de Origem: Clube do Tabuleiro de Campinas
Link: http://ift.tt/2zJMie5
Autor: Wagner

NMBR 9 ! Mas que jogo é esse ?


Imagens retiradas do Site BoardGameGeek !
Gostamos de jogos bem elaborados. Não exigimos complexidade, muito menos componentes maravilhosos. Preferimos ainda dar ênfase ao “jogar”, independente se os materiais atraem ou não.
E neste nosso mundo de Jogos lançados aos montes todos os anos, nos deparamos com algumas preciosidades encontradas em algum canto da prateleira e esquecidos do público em geral.
Hoje vamos falar de uma destas descobertas: NMBR 9 !
Mas vocês podem estar pensando que nome maluco é esse ? Realmente o nome do Jogo não dá pista alguma do que se trata, mas… espera ! Existe um 9 no final ! Logo, este número deve ter alguma importância.
NMBR 9 é constituído de Tiles tipo Tetris, que vão de 0 até 9. Estes Tiles são muito coloridos e cada número é desenhado em linha fina branca, mostrando seu valor de forma colorida e bem “exótica”. Existe quantidade de peças suficientes para todos os Jogadores, já que a cada ação de algum Jogador, 1 peça Tetris com número entre 0 e 9 será entregue a cada um. 
Existem Cartas no Jogo, também numeradas de 0 a 9 (2 Conjuntos !), que são embaralhadas e colocadas viradas pra baixo no centro da mesa. À sua vez, o Jogador “ativo” vira a primeira Carta e dependendo do número que sair, cada jogador deverá pegar a peça Tetris correspondente e colocá-lo na mesa, à sua frente. Se sair um 4, por exemplo, todos os Jogadores pegam a peça Tetris de valor 4 e posicionam na sua frente.
Onde estã o problema nisso ?
As peças Tetris são entregues de acordo com o valor que sai na Carta, portanto, você nunca sabe qual vai será a próxima.
Ao colocar a peça Tetris correspondnte na mesa, à frente dos Jogadores. Cada um irá criar uma “estrutura” em que as demais peças deverão ser colocadas ou lateralmente às que estão na estrutura ou sobre peças da Estrutura.
Ao colocar em cima das peças já existentes ou lateralmente à elas, existem algumas regras que devem ser seguidas, como sua superfície ter que ficar apoiada sobre as peças. Você não pode, por exemplo, deixar parte da peça apoiada e parte da peça sem apoio algum. Se for colocada lateralmente, deverá obrigatóriamente ser colocada ortogonalmente às peças já existentes, fazendo com que os “quadrados” desenhados em cada peça Tetris coincidam.
Agora vou falar da pontuação e entendererão o porquê do problema na escolha de como colocar uma peça Tetris na sua estrutura.
A Pontuação final do Jogador, leva em conta o valor da peça Tetris mais alta colocada na estrutura, multiplicada pelo nível em que se encontra.
Como exemplo, imagine que no final da partida, a peça mais alta da estrutura seja 6 e esteja no 4° nível da estrutura. Logo, você ganhará 6 x 4 = 24 Pontos. Caso exista mais de uma peça no mesmo nível, como por exemplo uma peça Tetris de valor 3 neste mesmo 4° nível, você faz o cálculo normalmente: No caso 3 x 4 = 12 Pontos. No exemplo, o Jogador teria um total de 36 Pontos.
Reparem que existem 2 problemas aqui: O primeiro é a aleatoriedade da Carta que será virada, que poderá ser qualquer valor de 0 a 9 e o segundo é como será colocada a peça Tetris na estrutura, de forma que sirva de apoio para as demais peças Tetris que entrarão no Jogo. Soma-se ainda os valores que vão saindo nas Cartas, pois o objetivo de cada Jogador é colocar a peça de valor mais alto, no nível mais alto possível, ganhando valiosos pontos.
Como os Jogadores sabem que existem 2 Conjuntos de Cartas numeradas de 0 a 9, conforme elas forem saindo, saberão também quais valores ainda estão para sair e é preciso criar uma “estratégia” de forma a ganhar a maior quantidade de Pontos possível no final da partida.
Muitas vezes, é preferível espalhar as peças Tetris, ao invés de ir subindo os níveis e fazer várias Pontuações num nível mais baixo. Dependendo de como se encontra sua estrutura, você pode conseguir maior quantidade de Pontos  criando uma estrutura mais baixa e com várias Pontuações, do que arriscar subir a estrutura e no final sair uma peça Tetris de valor baixo, por exemplo, pois são as peças  Tetris mais altas que irão pontuar.
O que achamos do Jogo  ?
NMBR 9 surpreendeu pelo que é ! O jogo é extremamente simples, porém existe dentro desta simplicidade de Regras, uma complexidade considerável na montagem de sua estrutura, pois uma vez colocada a peça Tetris, esta deverá permanecer no local até o final da partida.
Saber “ler” o Jogo, levando em consideração os valores das Cartas que já sairam e as que ainda poderão sair e também levando em consideração como anda sua estrutura de peças Tetris já colocadas, é essencial para conseguir valiosos Pontos.
É preciso ficar muito atento, pois se cometer erros simples, poderá ficar com pontuação baixa, simplesmente porque escolheu posicionar as peças Tetris na estrutura de forma errada, quando teria melhores opções de posicionamento.
Jogo excelente para jogar com a  Família e Crianças. O colorido chama a atenção e realmente gostamos do Jogo ! NMBR 9 mostra que para se fazer um bom jogo, realmente não é necessário apelar para Regras complexas e Componentes maravilhosos.
É um jogo funcional ! Sem mais, nem menos !
Altamente recomendável !

Blog de Origem: Clube do Tabuleiro de Campinas
Link: http://ift.tt/2mtueQF
Autor: Wagner

Quarto – Versão Caseira !

Hoje vamos falar de um jogo realmente muito interessante: Quarto !
Quarto foi lançado em 1991 e muito resumidamente, trata-se de uma Versão moderna do nosso já conhecido “Jogo da Velha”, embora em Quarto, as possibilidades são gigantescas e em síntese não lembra nada quanto ao Jogo em sí  do nosso já conhecido “Jogo da Velha”.
Cito “Jogo da Velha”, já que neste jogo o objetivo é conseguir alinhas suas 3 peças, tanto horizontalmente quanto ortogonalmente. No Jogo Quarto, você também tem como objetivo alinhar não 3 peças, mas 4 delas.
O problema começa com as peças, já que são 16 delas com 4 características distintas: Forma, Tamanho, Cor, Superfície (Com furo e sem furo).  Uma vez que você alinhe 4 peças quaisquer com 1 das 4 características, você vence a partida.
Uma característica interessante no Jogo Quarto, é que você escolhe 1 peça qualquer e entrega ao seu oponente, que posicionará esta peça no Tabuleiro. 
Repare que aqui começa o problema principal do Jogo, que é não dar chance do adversário conseguir completar 1 característica e vencer a partida.
Mais que apenas escolher uma peça e entregar ao adversário, você precisa prestar muita atenção nas peças que ainda estão disponíveis para serem escolhidas e se estas possibilidades darão possibilidades futuras de vitória ao adversário ou à você mesmo.
Muitas vezes ocorre de você entregar 1 peça ao adversário e ele não conseguir enxergar que dependendo da posição que será colocada no Tabuleiro, dará a vitória à ele.
Prestar atenção nas 4 características e como elas estão colocadas no Tabuleiro é essencial para a vitória e aí vem um aspecto que realmente consideramos muito interessante neste Jogo, que é saber “ler” o Jogo e ver as possibilidades futuras das peças que ainda não entraram em Jogo.
Parece muito simples escolher 1 peça e entregar ao adversário para que ele posicione no Tabuleiro, mas a escolha tem que ser a que menos possibilidades dê para se completar 1 característica.
Em muitas partidas, esta leitura do Jogo tornou-se complicada, pois existe um “embaralhamento” das características de cada peça e você pode passar por uma jogada que te levaria à vitoria, simplesmente por não prestar atenção em todas as peças do Jogo. Não só as que se encontram no Tabuleiro, como as que se encontram também fora.
Quarto é indicado para idade acima de 6 anos e realmente temos encontrado certa dificuldade de assimilação de como as coisas funcionam. Prestar atenção no Jogo aqui é essencial, pois um descuido seu e a vitória cai no colo do adversário.
Para aqueles que gostam de Jogos abstratos bem elaborados, Quarto é recomendação obrigatória !
Fizemos uma Versão Caseira de Papelão e vão perceber que nas peças, ainda faltou 1 característica, que seriam 2 formas diferentes. Solucionamos este problema simplesmente colocando uma Fita Isolante em volta das peças que seriam de uma determinada forma. Assim, mantivemos o trabalho e não precisamos refazê-lo. Esta Fita Isolante não aparece nas imagens, mas basta colocar 2 peças iguais e em 1 delas, colocar esta Fita, diferenciando as 2.
Colocamos imagens de todo processo de confecção de nossa Versão Caseira, já que utilizamos Caixas  de papelão vazias que seriam jogadas fora.
O resultado ficou bem interessante, embora tivéssemos achado um tanto confuso para um Jogo que exige atenção dos participantes !
Recomendamos !

Blog de Origem: Clube do Tabuleiro de Campinas
Link: http://ift.tt/2yBtB9g
Autor: Wagner

Montana

Em meados do século XIX os assentamentos permanentes no meio-oeste americano começaram a aparecer, e com isso viajantes começaram a vir em busca de trabalho e fortuna com a mineração e com o trabalho nas fazendas, e você está nessa tentando prosperar nesse ambiente empreendedor.

Essa é a premissa de Montana, novo jogo do designer Rütiger Dorn (autor do Istanbul e do Karuba) e que foi apresentado em Essen desse ano.

Cada jogador tem no seu tabuleiro espaço para oito trabalhadores, um curral para seu gado e para sua produção de bens que variam entre cobre, pedra, grãos e abóbora.

Montana ainda com poucos assentamentos.

O jogo é uma corrida para ver qual dos jogadores consegue erguer os seus assentamentos todos primeiro, disparando assim o final do jogo.

A cada rodada os jogadores podem fazer uma de três ações possíveis : recrutar trabalhadores, colocá-los para trabalhar ou construir um dos seus assentamentos no mapa central do jogo.

O disco de trabalhadores.

O que o jogo traz de diferente é a forma com que recrutamos trabalhadores, Montana tem um disco com uma setinha, bem ao estilo Twister que você peteleca e onde cair você pega dois trabalhadores indicados, mas como temos aqui um euro, para mitigar essa sorte, você pode pegar um novo par de trabalhadores pagando um grão para avançar a seta do disco em uma casa (podendo avançar até sete casas no máximo).

Na ação de colocar os meeples trabalhando, temos um tabuleiro central com seis espaços distintos : Cinco deles são onde conseguimos recursos e dinheiro, e um deles temos um leilão bem interessante para conseguir transformar cobre e pedra pequenos em grandes, entre outras coisas.

No tabuleiro central as ações vão acontecendo.

Mas a corrida mesmo está na hora de construirmos os assentamentos. Na ação de construção, podemos fazer no máximo três assentamentos, caso deixemos de fazer algum deles ganhamos uma moeda por conta disso.

O grande lance das construções é que tem lugares que ao construir um assentamento você pode colocar dois tiles, também se colocar quatro assentamento seguidos pode colocar mais um tile, e ao construir perto de riachos recebe um cantil que garante uma rodada à mais (e pode determinar a vitória no jogo) ou construir nos terrenos com gado (que são trocados por bens).

No tabuleiro individual onde estocamos nossos recursos.

Montana é jogo de planejamento a curto e médio prazo, pois é um jogo bem dinâmico, de cobertor curto (jogos em que você quer fazer muita coisa, mas não tem muito tempo pra isso) e com regras bastante enxutas e de fácil assimilação.

 Assim como boa parte dos jogos do Dorn, ele é um jogo médio, elegante, e muito gostoso de jogar, apesar de andar meio abaixo do radar do hype de Essen, foi uma grata surpresa e parece que tem grandes chances de vir para terras brasileiras, então fiquem de olho!

No final, muitos assentamentos construídos.

Blog de Origem: E aí, tem jogo? – A sua página sobre jogos de tabuleiro moderno.
Link: http://ift.tt/2AIdrwg
Autor: Carlos “Cacá”